O buraco do BPN

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14 Responses to O buraco do BPN

  1. Fernando Oliveira diz:

    Boa noite!
    Tenho acompanhado um pouco do que vai aparecendo na imprensa e na blogosfera sobre este caso e vi a reportagem. Fiquei, digamos assim, estarrecido. O que a reportagem nos revela é de uma dimensão ainda maior do que aquilo que já se conhecia. E pergunto-me: como é possível? Como atingiu a fraude esta dimensão sem que ninguém tenha dado por nada? Como é possível que tudo isto tenha sido pensado, planeado, montado e executado por uma única pessoa, hoje felizmente detida para descanso das nossas consciências e das nossas carteiras? Não é possível descobrir os cúmplices, os co-beneficiários do esquema e correr com eles de todo e qualquer cargo?
    Feliz Natal

  2. Pingback: Artur Baptista da Silva II | cinco dias

  3. JgMenos diz:

    Temos uma Justiça adaptada à sociedade agrícola onde as questões patrimoniais respeitavam sobretudo a delimitação de terras e heranças.
    Ninguém sabe nada de negócios, e os políticos ajudam à festa:
    A regra legal de que os gerentes, quando o capital da empresa é perdido em mais de 1/3, tinham que reunir credores e, na ausência de acordo, tinham de requerer a insolvência ou iam para a cadeia, está SUPENSA há mais de 30 anos.
    Há sobretudo que preservar postos de trabalho – essa grande vitória de Abril!
    EIS A CONTA!

    • De diz:

      Menos!
      Vá fazer demagogia barata para onde quiser.Mas tentar esconder os amigalhaços do presidente em exercício mais os seus cúmplices da direita neoliberal (em trânsito para o assalto aos cofres) com base na “preservação de postos de trabalho” é um exercício que fede.
      Fede tanto que o cheiro parece provir directamente do cano de esgoto governamental.
      A absolvição dos pulhas ainda não contempla tal argumentário.A direita governa-nos há mais de 35 anos.Os negócios e as negociatas são um dos padrões neolberais bem conhecidos.Apontar para uma lei como limite para a podridão do capitalismo é no mínimo ridículo.Com a justificação dos postos de trabalho é no mínimo escabroso.
      Próprio de um sicário.Sem vergonha

      • JgMenos diz:

        Como sempre qualquer pretexto é bom para o insulto.
        Quem tem língua em vez de pensamento bem merece o que temos.

        • De diz:

          Insulto?
          Não reparou que o insulto é quem tenta aproveitar o saque a cargo dos seus companheiros ideológicos para verter o seu fel sobre Abril e na mesma onda camuflar aquele?
          Sorry Menos mas não passa

  4. JgMenos diz:

    Como já disse num comentário que não aparece:
    A lei que obriga os gestores a declarar a insolvência se 1/3 do capital das sociedades for perdido, está suspensa há mais de 30 anos.
    Dizem que foi suspensa para que não se perdessem postos de trabalho.
    A conta está aí, e é para pagar pelos poucos que têm trabalho!

    • De diz:

      Ou de como a actividade dos homens de negócios da direita pesporrenta e troglodita pode ser aplacada pelas leis em vigor?
      (A constituição de 1933 também não autorizava a tortura.Foi o que se viu)
      Sabe-se que o relvas andou em actividades mafiosas com o coelho.As leis foram mandadas às urtigas..Nada impediu os cappo de o fazerem.
      A justiça de classe continua em execução.Os crimes de colarinho branco passam impunes.E este anda atrás do “dizem” qual vestal a fazer (mal) o trabalho de casa?
      Mas há mais,com custos bem maiores para Portugal que o caso do BPN, paradigma do que é a direita a governar-(se).
      O caso da Constituição da República.Não respeitada pelos patifes que ocupam o poder. E não cumprida por quem a jurou cumprir.Não foi nem suspensa.Nem há os “dizem que dizem” das alcoviteiras do regime.
      É o que se vê

      • JgMenos diz:

        Sabe-se…diz-se…há bem pior…é o que se vê.
        Era bem vindo um esforço de análise, a articulação de uma qualquer acção que não seja um grito ou caminhada…ou um insulto.

        • De diz:

          Sorry Menos mas não dou para esse peditório escandaloso de camuflagem da sua coorte ideológica.
          Os amigos do seu presidente e da cupula laranja de direita neoliberal/pesporrenta são o que são.
          O espelho da seu modelo de sociedade.A face,uma das faces, do capitalismo miserável.O BPN é um exemplo paradigmático e o responsável por uma importante sangria do dinheiro público.
          A invocação de uma “lei” a que se segue um asqueroso “dizem” é fundamentalmente um exercício de má fé.E a amostra de como actua ideologicamente alguém comprometido com o poder.

    • Carlos Carapeto diz:

      Oh mestre!

      Faz favor pode explicar-se melhor. Mas o que tem a ver a a robalheira do BPN com a criação de postos de trabalho?

      Bem; neste caso em concreto até serviu para destruir muitos.

      Se é um saudosista do passado Salazarista para evocar leis desse tempo, fique sabendo que eu , passado só aprecio o bife e tem que ser muito passadinho.

      Não foi a seita da sua tribo que roubaram à fartazana, incluindo o cacique que está em Belém quem lucrou com a falcatrua?

      • JgMenos diz:

        Nenhum roubo significativo é feito em pouco tempo, salvo por assalto.
        O que se tem roubado é feito com método e com tempo.
        Isso quer dizer que tendo os juízes bem pagos e meios abundantes temos más leis.
        A que referi dizia: se não parares de gerar prejuízos vais preso. Simples e compreensível, excepto para comunas cegos que se houvem falar em despedimentos desatam aos gritos…

        • De diz:

          Os esforços de Menos para ocultar a denuncia do capitalismo em movimento são o que são.
          E apesar da fala mansa e quase beata com que tenta fazer passar a sua mensagem, fá-la de facto aos berros e aos gritos.
          Fala em juízes ( e até diz que bem pagos!) e em “meios abundantes” (só nos cofres dos exploradores).E aponta para um réu:as leis que temos.
          Da forma viscosa que agora parece ser o seu timbre, insiste nos “despedimentos ” como álibi para a tal suspensão da lei.
          Miseráveis métodos e miseráveis processos.
          Ou de como desta forma sórdida se tenta não só proteger os ladrões que são protegidos pelo próprio poder(não é a direita que nos tem governado desde 1975?) e que se confundem com o próprio poder, como tenta esconder a natureza e os meios desse mesmo poder.Incluindo como é óbvio a justiça de classe ao serviço dos elementos da sua classe.

          O que dirá Menos sobre o terrorismo social feito em tão pouco tempo por esse canalha do coelho e seus muchachos?
          Será também assalto?Ou roubo?
          Pa

  5. Guilherme da Fonseca-Statter diz:

    Mais vale tarde do que nunca… Mas acho interessante que alguns jornalistas e outros comentadores só agora é que tenham chegado à descoberta de mais um exemplo dos esquemas de golpada bancária velhos de séculos… Com o privilégio exorbitante – para entidades privadas – de criar dinheiro a partir do crédito concedido de que é que se estava à espera… Mas continua a haver uns poetas que acham que nacionalizar a banca é uma aventura perigosa… Eles – os golpistas – agradecem.

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