Fazer os rios confluir

Este texto de Pacheco Pereira é bastante interessante. Não porque concorde com tudo, parece-me demasiado conclusivo nalgumas catalogações que precisam de tempo para que um historiador as possa vir a reconhecer, mas porque é um claro sinal de alerta para os do seu lado.

Este artigo foi publicado em cinco dias. Bookmark o permalink.

11 Responses to Fazer os rios confluir

  1. Tem um detalhe muito pachequiano: o negacionismo da net enquanto meio de divulgação, e também de mobilização.
    É verdade que as manifs de Lisboa e Porto saíram nos media, com hora e local. Mas as outras não. Em Coimbra houve uma notícia num dos diários locais, que tem uma circulação de 3000 ex. nos seus melhores dias. Via facebook pelo menos 5000 souberam, o que é substancialmente mais gente. O facto de terem aparecido 20000 demonstra que funcionou o boca a boca, até porque muitos dos presentes nem à net vão.
    Um dia ele chega lá, mas a casmurrice tem destas coisas.

    • Antónimo diz:

      O que interessa no boca a boca são as televisões e não os jornais. Os jornais apenas servem para fazer doutrina junto das televisões. O Pacheco é influente por isso. Porque depois o pessoal vai para as televisões repetir o que ele diz.

      Continuo a dizer que pouca gente há tão perniciosa ao país como ele. Cria ódios, gente mesquinha, ressentida e invejosa.

  2. Leo diz:

    “A CGTP e o PCP estão cada vez mais a dar expressão a uma radicalidade que vem de baixo, dos locais de trabalho, seja na função pública maltratada, seja nas fábricas onde há despedimentos colectivos, seja em sectores de trabalhadores que são tratados com desprezo por administrações que estão a rasgar acordos que assinaram há um ano. Se houver greve geral podem ter a certeza que será muito mais dura. Pode até haver menos grevistas, mas os piquetes vão tomar a sua função a sério. Porque este não é o mundo das raparigas a abraçar polícias e depois andar a tirar fotografias em pose para revistas cor-de-rosa.”

    Pois não, este de facto não é o mundo das raparigas e rapazes inconsequentes. Este é o mundo dos pais e das raparigas e rapazes persistentes, consequentes e incansáveis na luta pelos direitos dos trabalhadores e da nação.

    • Antónimo diz:

      «Se houver greve geral podem ter a certeza que será muito mais dura. Pode até haver menos grevistas, mas os piquetes vão tomar a sua função a sério»

      Não percebo esta frase.

      • Leo diz:

        São os desejos do Pacheco, convém não os tomar como realidade.

      • Rocha diz:

        Porquê nunca estiveste num piquete?

        O que o Pacheco diz é óbvio. Já na última Greve Geral foi assim e vai ser cada vez mais.

        Isto não é sítio para falar destas coisas. Mas quando estamos no piquete, o povo é realmente quem mais ordena… quem quiser saber o que é isso que participe.

  3. Pisca diz:

    Boa Tiago

    Uma excelente análise, e mais vinda de quem vem, o fulano não é parvo, põe os pontos no sitio certo e chama a atenção para um “pequeno pormaior”, a manif de 29 é resultado de um trabalho continuado junto de quem trabalha

    Já o tinha partilhado

  4. António Paço diz:

    «No dia em que a planície entre estes dois rios for inundada e as águas se juntarem numa mesma foz, a rua tornará ingovernável o país. É raro, vem pouco nos manuais, apenas nos melhores, mas está cada vez mais perto de acontecer.»
    O Pacheco vê isto, o Tiago (basta ler o título do post – e o facto de o ter postado) vê isto, mas há outros que parecem batalhar por que os rios continuem paralelos, ou se afastem. Esses, trocando as voltas ao Brecht, são os dispensáveis.

  5. Leo diz:

    “O Pacheco vê isto, o Tiago (…) vê isto” ??? E não viu sequer ainda a Marcha contra o Desemprego e por Trabalhos sem Direitos que arrancou de Braga e Faro na passada Sexta-feira?

  6. Leo diz:

    “O Pacheco vê isto, o Tiago (…) vê isto” ??? E não viu sequer ainda a Marcha contra o Desemprego e por Trabalho com Direitos que arrancou de Braga e Faro na passada Sexta-feira?

Os comentários estão fechados.