Preferem os muppies que nos tapam a vista sobre o céu, a terra e as cidades?

O caso da Diana é o mais recente exemplo de acção de guerrilha viral e, por mais que me esforce, não consigo compreender a indignação. Mais. Acho que a campanha é brilhante não só do ponto de vista do marketing como do ponto do ponto de vista da sua capacidade em expor as fragilidades do jornalismo que se pratica nos dias que correm. Os que expressam o seu desagrado relativamente à campanha “à procura de Diana“, expressam sobretudo uma desilusão pessoal sendo que a crítica, a coberto da raiva contra a “publicidade enganosa” – como se alguma fosse verdadeira – mais não esconde do que uma profunda frustração juvenil. Num tempo onde o romance tem cada vez menos lugar, onde as relações sociais se mecanizam e a sedução poucas vezes ganha vida além dos chats das redes sociais, a campanha está a enfurecer sobretudo as pessoas que sucumbiram a essa plasticidade. Só foi ultrajado pela “Diana” quem nunca viveu, nem está disposto a viver, uma história de amor com pelo menos aquela intensidade. Há sempre quem prefira a catatonia à inteligência, a repetição entediante de uma mensagem gasta, à capacidade que esta campanha teve em confrontar os consumidores com o vazio em que se estão a transformar.

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