A caminho da greve geral

Não tenho grandes dúvidas que está para breve o anúncio de uma greve geral  – não creio que, desta vez, a CGTP se deixe atrasar pelas lenga-lengas de Proença e afins. Mas é necessário que seja uma greve geral diferente. Na última, num piquete de greve que não vou localizar, um trabalhador que se preparava para sair para o trabalho veio ter com os seus colegas e pediu desculpa. Disse que daí a poucos meses teria de renovar o seu contrato com aquela empresa pública, e que sabia que se fizesse greve ele não seria renovado. Mais, o argumento da esmagadora maioria dos trabalhadores que iam passando pelo piquete ou era o vínculo precário ou a falta de pagamento do dia de trabalho.
A greve geral de que precisamos tem de parar tudo, deixando o administrador na dúvida se o trabalhador faltou pela greve ou porque não conseguiu chegar ao trabalho.

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10 Responses to A caminho da greve geral

  1. margarete diz:

    acho que se enganaram na data, o dia para os portugueses estarem *todos* juntos é Sábado dia 15 de Setembro

    • Tiago Mota Saraiva diz:

      *todos* não são apenas as pessoas que lêem blogues
      *todos* não são apenas as pessoas que têm facebook
      *todos* não são apenas as pessoas que vivem nos centros urbanos
      *todos* não são apenas as pessoas que lêem jornais
      *todos* também são sindicalistas e sindicalizados
      *todos* também são quem tem lutado e sempre lutou
      *todos* também são os que conquistaram os direitos e liberdades que a maioria dos trabalhadores ainda tem

      Podemos estar *todos*, TODOS os sábados na rua.
      Só *todos* conseguiremos vencer a troika e este governo.

    • Zuruspa diz:

      Enganada está você, margarete, se acha que os portugueses só devem estar todos juntos um dia por ano!

      Se roubam todos os dias, há que estar na rua todos os dias possíveis, como na Grécia e Espanha (sim , o que näo se vê nos telejornais do regime, felizmente existe a Internet)!

  2. Marão diz:

    Quando voltarmos ao escudo a vida vai sair-nos bem mais cara.

    • kur diz:

      Sim,pq agora é muito mais ‘barata’.O que sabe de MOEDA?Palpites e treinadores de bancada.Sabe o q é SOBERANIA?’Atão’ vá aprender!

      • Marão diz:

        Atão é já a seguir qur vou aprender mais qualquer coisinha. É pena o desperdício de tantos sabichões que nos deixam a navegar na merda.

  3. Caxineiro diz:

    A Manuela F Leite está “indignada” com este governo; é a pessoa “mais indignada do país” segundo as TVs
    O que me parece, é que perante o volume crescente da contestação o poder já prepara uma alternativa dentro das forças do poder
    É urgente desmascarar esta fantochada. É urgente não dar descanso a estes filhos da puta

    • Zuruspa diz:

      “Esta disse que “seria melhor suspender a democracia”, agora vem-se arrogar de democrata? Está é a ver que o seu querido partidinho vai levar porrada, e toca de fazer “oposiçäo interna” para passar a ideia de que “o PSD é muito mais que o Passos”.
      Nojenta.”

  4. Nuno Cardoso da Silva diz:

    Eu sei que sou um bocadinho surdo, mas é engano meu ou nem Jerónimo de Sousa nem a CGTP apelaram à presença de todos na manifestação de 15 de Setembro? É todos a Lisboa em 29 de Setembro, e nem uma palavra para a manifestação de 15 de Setembro? Que mais precisamos para perceber que o PCP e a CGTP só querem uma mudança de governo se forem eles a ficar no poleiro no dia seguinte?…

    • Tiago Mota Saraiva diz:

      Um pouco surdo. A menos que quisesse daquelas declarações assassinas para qualquer movimento de cidadãos…
      Aqui fica:

      João Oliveira (PCP), ontem na AR:
      “Torna-se cada vez mais evidente que o Pacto de Agressão das troikas nacional e estrangeira, ao invés de resolver os problemas nacionais, é um pacto de salvação do Capital que pretende impor em Portugal um retrocesso social de décadas, impondo o agravamento da exploração por via do desespero e do medo.
      O desafio com que hoje os trabalhadores e o povo se confrontam é o de derrotar o Pacto de Agressão antes que o Pacto derrote o país.
      O apelo que o PCP faz ultrapassa por isso as paredes desta Assembleia. É um apelo dirigido a todos os portugueses atingidos nos seus direitos para que engrossem as fileiras de uma luta sem tréguas contra o Pacto de Agressão e o Governo que o executa.”

      Jerónimo de Sousa, parágrafo final da sua intervenção na Festa do Avante!
      “Juntos como estivemos na construção, realização e participação nesta Festa do Avante!, juntos com mais e mais portugueses, sacudindo este sufoco e encetar um rumo novo, juntos com confiança por uma vida melhor! Juntos na luta que continua!”

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