Abu Ghraib? Não, Cova da Moura.

“Estado Policial
Porque que somos os últimos a serem reconhecidos os direitos e garantias?
Porque que para sermos identificados, somos obrigados a deitar no chão, com pés em cima da cabeça depois de varias cacetadas?
Xenofobia, exploração e Racismos é o pão de cada dia nos bairros.”
JP, Cova da Moura, 2 de Setembro de 2012

E consta que não costumam prescindir do pastor alemão.

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18 Responses to Abu Ghraib? Não, Cova da Moura.

  1. xico diz:

    Pois a mim parece-me que a dignificação de um bairro não passa por fazer queixinhas da polícia. Talvez que as forças vivas, se as há, do bairro se mexessem para acabar com o crime e a má fama do bairro, fosse melhor do que fazer queixinhas de quem também arrisca a pele para dar segurança aos habitantes de um bairro que dispensavam alguns grupos. E não me venham falar da desgraça. Mais desgraçada é a velha que vive sózinha numa aldeia perdida da serra tendo uma cabra por companhia e um caldo de couve para aconchegar, e nem por isso ataca quem a visitar.

  2. Dezperado diz:

    ó Renato costumas ir beber cafe à noite à Cova da Moura???

  3. Esta imagem vou roubar.
    É preciso denunciar.Se fossem tratados como pessoas talvez reagissem como pessoas que são.
    Se consentirmos,ou ignorarmos,a violência policial estamos a aceitar um estado policial fascista.
    Amanhã tocará a todos.

    mário

  4. kur diz:

    Francamente,oh R.T..A polícia anda a ver se apanha os dias loureiros e banksters.

  5. Pascoalino diz:

    Ai o que eu rio com estes posts lamurientos sobre as pobres (e sempre as mesmas) “vítimas” da Cova da Moura, que até são obrigadas (à cacetada) a fazer yoga deitando no chão com os pés em cima da cabeça (deve ser a postura do arado).
    Mas acreditam, sinceramente, que ainda ninguém percebeu que vocês só escrevem estas lamúrias porque se borram de medo destes gajos (ler o comentário do “vais à noite ao café na Cova da Moura?”)?
    Poupem-nos e poupem-se (e daí, talvez não, ou deixamos de ter motivos para rir).

    • Dezperado diz:

      Era engraçado, os que estão aqui a defende-los, que fossem beber um cafe à noite à Cova da Moura.

      Mas não, é facil defende-los atras do seu computadorzinho….mas ir la ver o que passa, tá quieto!!!

      • Rascunho diz:

        Para mim não estão a falar/escrever de certeza absoluta. A minha escola, entre tantas, deu-se em São Paulo… Fiz parte de gangs e com eles “aguentei/fiz muitos boys” por aquelas ruas… Cheguei a emprestar o meu som (bom, na altura) para festas de funk organizadas na badalada favela do “Buraco Quente”… E vocês vêm-me falar em ir beber um café à Cova da Moura?!

      • Carlos Carapeto diz:

        Já me está a assustar, porque até tinha vontade de ir à Cova da Moura beber um cafezinho uma noite destas.

        Tem alguma solução para que se possam frequentar esses lugares em segurança?
        Talvez o estado de sitio com recolher obrigatorio 24 horas por dia.

        Acusar gratuitamente de violentas as pessoas que vivem nos bairros degradados é apanário de qualquer cobarde. Corajoso é ser capaz de denunciar as origens dessa violencia.

        Brecht explicou isso.

        • xico diz:

          Ainda bem que os polícias não leram Brecht, principalmente a carta endereçada ao governo da Alemanha de Leste, senão teriam usado tanques contra os habitantes da Cova da Moura.

          • Carlos Carapeto diz:

            Compreendo-o muito bem.
            A violência nasce espontaneamente como as ervas daninhas?

            Quanto a Brecht, inteletualmente soube produzir imunidade que o protegerá para sempre dos gusanos que o pretendam devorar.

        • xico diz:

          Não. A violência não nasce espontâneamente. Mas isso serve para os violentos do bairro como para a polícia. Quanto à imunidade intelectual de Brecht respeito-a e admiro-a. Como homem, não dá lições de pacifismo a ninguém. Quanto ao insulto, recomendo-lhe que não se olhe ao espelho quando escrever.

  6. marta diz:

    guetos são guetos e existem quando há segregação. e quem passar por lá durante o dia, nem precisa de ser de noite, vai constatar a desproporção de forças em campo e a humilhação que é ser indistinto por ser preto. já assisti muitas vezes in loco. alguns comentários aqui são de pessoas que nem sequer conhecem a História e generalizam tudo numa visão muito simplista do mundo: se a polícia lá vai é porque é precisa. não é assim e nunca o foi/é em parte nenhuma do mundo onde há segregação. é o mesmo que dizer que uma mulher que veste mini saia está mesmo a pedi-las… mas afinal pessoas que dizem isto são as mesmas que comentam coisas indescritíveis ( e que davam um tratado de antropologia social) no correio da manhã. já li comentários iguais a estes sobre o caso Luciana Abreu/Djaló. Façam-se seres humanos, pequenos homens…

  7. Ana diz:

    Renato….
    A ignorância mata mais que o cancro pah!!!
    Mata a alma das pessoas!
    Olha: Eu conheço bem o bairro! Também lá vivem velhinhas. Que criam dezenas de filhos que na maioria nem “pariram”. E que morrem só no meio da multidão – o que ainda é pior! E vêem os filhos e os neto morrerem da mesma doença do Renato: IGNORÂNCIA. EU já fiz algo pelo povo desse bairro e VOCÊS. Pois é …. ! É fácil falar

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