É o que dá terem deixado sair as hienas da prisão em liberdade. Cães que rosnam, cães que traem, agora passeiam na cidade mas felizmente já não são mais que 89.

 1, 2, 3, 4 bocas do João e 1, 2, 3 trocadilhos do Tiago são uma resposta olímpica, só ao alcance da escola dos sovietes do povo, para rebater 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15 mãozinhas da reaça. Estes, que costumam mandar trabalhar qualquer piquete de greve, deviam começar por questionar a sua noção de produtividade. Se em matéria de contabilidade dificilmente estaremos de acordo, a ver se não sobram dúvidas relativamente aos restantes pressupostos.

Aos votos do Bruno, ode ao espírito olímpico e à superação dos de baixo, os liberais responderam apenas com saudosismo velado e mistificações tão sublimes como esta que aventa que “para Lenine e Trotski, o terror era uma maneira de refazer a sociedade e de moldar um novo tipo de ser humano”. Compreende-se. Além da reconhecida têmpera estatizante dos popperistas lusitanos – ou dos que preferem a benevolência do Duarte Pio – a nova forma do seu Estado é incapaz de produzir safra melhor do que os velhos campeões de sueca, do chinquilho ou dos matrecos, pelo que por estes dias dão voltas a lamber as feridas do ego patriótico.

Valha esta troca de piropos para que o chickenshit aprenda alguma coisa sobre si próprio e possa agora concluir alguma coisa a propósito da vida dos outros. Reconhecerá, uma vez com a lição mais estudada, que enquanto “os comunistas” sempre se dividiram na directa medida dos assassinatos, a direita foi sendo capaz de encontrar unidade na proporção do sangue derramado. A inexistência de uma única dissidência fascista que argumente “outro fascismo possível” ou a realidade de que qualquer um dos Estados que produziu concretizou exactamente aquilo que defendiam para esse Estado, faz disso prova. O facto da direita nunca se dissociar da barbárie e de, em nome do poder, valorizar o pragmatismo à chatice do balanço, é, para mal de aspirações com outro fulgor emancipatório, a razão profunda pela qual ainda continuamos reféns da carnificina.

Via internetocracy.

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