Derrotar o medo

O povo grego prepara-se para arrasar o bloco central. O PASOK, liderado por Venizelos (na fotografia) – uma personagem sinistra com uma história de estranhos negócios nos anos 90, cairá cerca de 30 pontos percentuais e perderá milhões de votos em comparação com as eleições de 2009. A dúvida que persiste é se a ND e o PASOK – sósias de PSD e PS, respectivamente – conseguirão ter em conjunto um pouco mais de 35% para que desta forma, aliados à extrema direita e salvaguardados por uma lei eleitoral que lhes permite uma maioria de deputados com pouco mais 40%, mantenham o pacto com a troika.
Em Atenas, tanto o KKE como o Syriza realizaram comícios enormes. Ontem, Venizelos reuniu pouco mais de 3.000. O PASOK e a ND centram os seus esforços fora dos núcleos de população com mais acesso à informação. Os mais jovens, com o futuro embargado pelo bloco central, reforçam as fileiras da esquerda. A extrema direita nazi também vai ganhando adeptos. Correm boatos que existirá uma sondagem feita pela União Europeia e largamente divulgada a partir deste blogue, em que os sete partidos mais votados obtém entre 14% e 8% dos votos.
O discurso de Venizelos é absolutamente anti-democrático e terrorista. Num último apelo ao voto, reforça a ideia que não votar PASOK ou ND é decidir pela saída do euro. Uma mentira apimentada pela ideia intensamente repetida que com uma política de esquerda, a vida dos gregos pode piorar. O medo é o único instrumento.
Na Grécia batalha-se pela democracia. Como Costas Douzinas escreve no guardian, uma vitória da esquerda nas eleições gregas poderá significar que a ideia de Primavera libertadora poderá passar de Paris para Atenas. Amanhã, a derrota de Sarkozy poderá ainda ser mais amplificada pela derrota de PASOK/ND.

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