Não se pode despejar uma ideia

Há vários edifícios públicos que estão abandonados, como a escola da Fontinha, que esteve a degradar-se durante cinco anos. O presidente da câmara, Rui Rio, veio dizer que a ocupação é ilegal e que há que respeitar a propriedade privada. Mas é preciso dizer que os edifícios públicos não são sua propriedade e se ele os privatizou com a sua incompetência, é legítimo que as populações e as pessoas os reclamem para o seu uso comum.

Sobre Nuno Ramos de Almeida

TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
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10 respostas a Não se pode despejar uma ideia

  1. Um pequeno ditador,em cheio,Nuno Ramos de Almeida!

  2. António diz:

    O Nuno Ramos de Almeida depois de andar a fazer pseudo-jornalismo, que na prática não é mais de que ideologia política nas páginas de um jornal que devia ter informação isenta e factual, considera apropriado a apropriação de bens públicos por conjuntos de indivíduos. Assim por exemplo não teria nada a opor que a Familía Mello tomasse conta de um qualquer espaço público abandonado…

    • Nuno Ramos de Almeida diz:

      Um artigo de opinião é jornalismo, mas não é uma notícia. Os bens público devem ser aproveitados por todos. Compreendo que você confunda o objectivo daquilo que deve ser a utilização daquilo que é de todos com dar propriedades aos banqueiros. É a sua ideologia, mas não é a minha.

  3. xico diz:

    Mas quem privatizou aquele edifício público (é diferente de espaço público) foi quem o ocupou! Impedindo que o legítimo representante do povo da cidade pudesse dispôr daquele espaço, em nome do povo que o elegeu.
    O espaço público ao povo. Não a organizações que ocupam, “e agora é meu e de mais ninguém”.

    • Nuno Ramos de Almeida diz:

      O que vocês chama legítimo representante do povo teria feito melhor em não deixar degradar o espaço e colaborar com as pessoas e moradores que o recuperaram. Em vez de atirar livros, brinquedos e computadores para o lixo devia apoiar uma iniciativa social em vez de a reprimir. Os espaços públicos pertencem às pessoas e no programa eleitoral dos partidos não consta que falassem de os fechar e degradar.

      • xico diz:

        Concordo inteiramente consigo. No entanto parece que a casmurrice abundou em ambos os lados. Se chegassem a um entendimento não havia visibilidade nenhuma no caso. Assim deu muito mais visibilidade, não foi? Até parece que era o único objectivo. Dar visibilidade ao caso !

      • xico diz:

        Não sou eu que acho que RR é o legítimo representante do povo. É a constituição que assim o determina. Fiquei sem saber se o legítimo representante do povo, que o é de facto por vontade constitucional, é ou não assim considerado por si. Porque seria bom, para todos, que ficássemos a saber quem aceita e quem não aceita a democracia representativa.

        • Nuno Ramos de Almeida diz:

          Está enganado a democracia não dá um cheque em branco nem torna todas as atitudes dos eleitos aceitáveis. O poder reside no povo , assim como a propriedade pública deve ser de todos. Rui Rio não tem legitimidade democrática para a fazer degradar.

  4. Leonor diz:

    Da legalidade das ocupações
    Saibam por que é legítima a ocupação de espaços públicos, como no caso da Escola da Fontinha:
    http://offxore.blogspot.pt/2012/04/da-legalidade-das-ocupacoes.html

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