GOLPE MILITAR em Portugal: inevitabilidade e alívio (e não, não me venham falar em democracia)

Um comando militar português, cujos membros não foram referidos inicialmente mas é possível contarem com auxílio internacional (de milícias espanholas e gregas), divulgou sexta-feira um comunicado no qual justificou a sua actuação movida por um “acordo” entre as autoridades do país (agora depostas, havendo gente nas ruas, ainda em pequeno número, a festejar) e as da União Europeia, a propósito de um Pacto Orçamental extremamente agressivo que impõe ao país um défice estrutural de 0,5% do PIB, a que acresce a vontade das autoridades entretanto depostas de privatizar a Segurança Social (!?).

Mais tarde, os golpistas reuniram com partidos da oposição e propuseram a criação de um governo de unidade nacional, adiantaram à AFP membros destas formações políticas que participaram na reunião.

Ao início da noite de quinta-feira, e no espaço de meia hora, militares portugueses detiveram o Presidente da República, Ministro das Finanças, Ministro da Administração Interna e Ministro da Saúde e atacaram com granadas e armas de fogo a residência do primeiro-ministro Paços de Coelho (grafia normalmente usada, apesar de enérgicos protestos de um crítico televisivo, agora em parte incerta). O Presidente da República, Cavaco e Silva, foi detido às 20h30 na fortaleza de Caxias.

Pouco antes, militares forçaram a entrada na casa do primeiro-ministro, Paços de Coelho, que ficou então sob coacção de armas de fogo, disseram as mesmas fontes.

Actualmente, a situação está calma no país, não se registando qualquer incidente, irrompendo em certos lugares alguns festejos, moderados, pois a situação e a intenção dos golpistas é ainda obscura. Mas a insustentabilidade da situação política e económica do país, aliada ao modo de governação (persecutório para as forças anti-FMI, a autoridade de facto em Portugal), leva a alguma esperança da comunidade, embora seja ainda cedo para detalhes sobre quem protagoniza o golpe, supondo toda a gente ser obra da esquerda militar.

Em Lisboa, são intensos os rumores de que o primeiro-ministro corre sério perigo de vida, e também não há informações oficiais sobre a situação em que se encontra o Presidente da República, tal não suscitando grande inquietação popular.

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