Criminalizar o descontentamento

Os governos, em vez de ouvirem as vozes dos seus povos, pretendem criminalizar os descontentes. Sabem que a maioria das populações está a sofrer com políticas económicas injustas e que beneficiam apenas os mais ricos. Como não podem garantir o consenso de forma democrática, prontificam-se a passar a ténue linha que, em tempos de crise, separa a democracia do autoritarismo. Não é de estranhar que sejam os herdeiros do caudilho a dar este passo; eles são uma espécie de franquistas 2.0 da internet. O mais grave é que todos os governos da Europa os vão seguir. Basta ver as medidas do governo britânico e a complacência das autoridades portuguesas com os abusos policiais.

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TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
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9 respostas a Criminalizar o descontentamento

  1. Diogo diz:

    Em França houve em tempos uma revolução de descontentes que decapitou grande parte dos governantes. Este gesto não tem de ser necessariamente inédito.

  2. De diz:

    Uma boa e claríssima posta!
    (que volta a chamar a atenção para os franquistas espanhóis que como sempre se chegam à linha da frente da bestialidade negra…)

  3. licas diz:

    De
    Está enganado, não é assim, foram (são) os Governos Socialistas
    (URSS, Kmers Vermelhos, Cubanos, Chineses) que mataram indiscriminadamente
    os seus concidadãos EM TEMPO DE PAZ, não de guerra.
    (Quando é que os *formatados* à Marx aprendem um pouquinho de História . . .)
    Agora temos um outro socialista (aliado à URSS e China) , o Bashar Al-Asad
    que não quer ficar atrás daqueles: já vai nos 10000 . . .

    • De diz:

      Sorry “licas”
      Não passa.
      Um post a chamar o nome aos bois faz com que “licas” se apresse a cumprir o seu papel.
      Ou seja a atirar para o lado,para que não se fale de.
      Sente-se atingido.É natural que reaja assim.Quer proteger os seus amigos.
      Não gosto de quem tenta proteger os fascistas sejam eles espanhóis ou aparentados de.Não gosto de quem anda a proteger o crápulas que nos desgovernam.
      Adivinha-se a baba a escorrer das teclas do computador,enquanto”licas” debita o seu “trabalhinho”
      O resto é o béu-béu habitual do “licas” habitual.
      Fede

    • De diz:

      (Chama até à colação a Siria?
      E ainda fala em URSS como aliado de Bashar Al-Asad?Nos Khmers vermelhos?)

      Sorry.A ignorância quando aparece desta forma é sempre mais do que isso.
      É outra coisa com um nome muito feio.Assim como os fascistas que o “licas” se apressa a defender
      Misturada com algum medo espelhado por tão canhestras manobras de.

      Sorry “licas”.O nome aos bois.Sempre

  4. licas diz:

    Diogo says:
    13 de Abril de 2012 at 17:03
    Em França houve em tempos uma revolução de descontentes que decapitou grande parte dos governantes. Este gesto não tem de ser necessariamente inédito.
    __________________
    E depois venham-me dizer que se trata de um *pacífico* concidadão
    de que temos o dever de ouvir sem pestanejar e atribuir-lhe o seu
    direito de se exprimir. Enquanto só saírem bacoradas, ainda vá lá;
    se se der o caso de adquirir uma metralhadora, então . . .

    • De diz:

      “Em França houve em tempos uma revolução de descontentes que decapitou grande parte dos governantes. Este gesto não tem de ser necessariamente inédito.”

      Perfeitamente de acordo caro Diogo.
      A História comprova o facto.Os capangas do regime também o sabem.E é por isso que os gestos fascistóides se repetem por parte do poder dominante.A “democracia” tem que ir às malvas quando os exploradores se metem ameaçados.São eles os primeiros a arrumarem de vez as garantias e as liberdades que outrora diziam respeitar.
      É ver as medidas que os crápulas tomam.
      A Besta avança.Os “viva la muerte” dos fascistas espanhóis estão mais perto do que supomos.
      A luta sem tréguas e a revolta dos povo?Eis o caminho a seguir.

    • Caxineiro diz:

      Cuidado *licas*
      Compra umas calças, Olha que se houver revolução à francesa os padrecos são os primeiros a marchar *!*

  5. silva diz:

    Eles estão a pedir o que é seus direitos! Querem trabalhar! Querem o posto de trabalho que tão duramente mantiveram. O Estado deveria supervisionar estes processos, porque quem despede nesta circunstâncias usa as mais diversas clivagens para contornar a lei. Afinal, não será mais dispendioso para o erário público pagar subsídios de desemprego a estas pessoas?
    Quem com responsabilidades, governativas e jurídicas está por detrás deste despedimento ilegal, que leva o estado a suportar o subsídio destes 112 trabalhadores.”
    Farto de ver esta veemente denúncia, aqui já exposta aos Srs. Deputados. Esta mensagem via email, por parte de trabalhadores que foram despedidos sem apelo nem agravo do Casino do Estoril, mostra bem o que significa as leis laborais: letra morta, a falta de cumprimento das próprias leis do sistema.

    Esta denúncia também demonstra que sem a determinação na luta contra as políticas reaccionárias do governo, estas situações propagam-se como faúlhas. Por isso façamos, explorados, em contrapartida que o combate contra o grande capital se intensifique, alastrando como o fogo numa floresta.

    “Nestas condições não constituirá um escândalo e uma imoralidade proceder-se à destruição da expectativa de vida de tanta gente? Para mais quando a média de idades das mulheres e homens despedidos se situa nos 49,7 anos?
    Infelizmente, a notícia de mais um despedimento colectivo tem-se vindo a tornar no nosso país numa situação de banalidade, à qual os órgãos de comunicação social atribuem cada vez menos relevância, deixando por isso escondidos os verdadeiros dramas humanos que sempre estão associados à perda do ganha-pão de um homem, de uma mulher ou de uma família.
    Mas, para além do quase silêncio da comunicação social, o que mais choca os cidadãos atingidos por este flagelo é a impassibilidade do Estado a quem compete, através dos organismos criados para o efeito, vigiar e fazer cumprir os imperativos Constitucionais e legais de protecção ao emprego.

    E o que mais choca ainda é a própria participação do Estado, quer por omissão do cumprimento de deveres quer, sobretudo, por cumplicidade activa no cometimento de actos que objectivamente favorecem o despedimento de trabalhadores.

    Referimo-nos, Senhores Deputados da República, à impassibilidade de organismos como a ACT-Autoridade para as Condições do Trabalho e DGERT (serviço específico do Ministério do Trabalho) que, solicitados a fiscalizar as condições substantivas do despedimento, nada fizeram mediante as provas que presenciaram.
    Não gosto de ver o caos em que puseram este país, por irresponsabilidade, por falta de respeito, pelo cidadão nos casos da justiça que a civilização criou como valores para a igualdade.
    Muitas das vezes, os nossos governantes não têm a capacidade de perceber para onde nos estão a conduzir ou não têm a coragem de assumir. Isso custa-me, porque há vítimas que estão a sofrer imenso.
    Por má gestão, por causa de carreiras meteóricas.
    Não posso deixar de condenar, todo o governante ou político, que pôs o seu trajecto individual e social acima do trajecto colectivo.
    Podem não se importar com as palavras, mas o certo é que não deixa de ser egoísmo, egocentrismo, quase tirania.

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