A ler

Mélenchon e a Frente de Esperança I, II e III pelo Ivo Rafael Silva

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10 respostas a A ler

  1. Nuno Cardoso da Silva diz:

    Com as diferenças que necessariamente se impõem, é de uma Frente de Esquerda que nós também necessitamos em Portugal. É fundamental convencer/forçar o PCP, o BE, o PCTP/MRPP, o MAS a criarem uma coligação para as próximas eleições, tanto mais que é mais do que provável que este governo caia ou ainda em 2012 ou em 2013. Uma tal coligação, reforçada com independentes de esquerda, pode esperar chegar a 30% dos votos, podendo vir a ser um grande instrumento de mudança. Pessoalmente estou farto das querelas de paróquia dos partidos de esquerda, fundamentadas em questões secundárias que em nada deviam prejudicar esta grande aliança. Quero lá saber dos purismos marxistas-leninistas, trotsquistas, maoistas, bukaninistas, das diversas seitas. Os valores que defendemos são comuns a todos, e apenas a maneira de os realizar pode ser diferente. Mas só por teimosia é que se não conseguiria encontrar vias que sejam aceitáveis para todos.

  2. Jesus diz:

    “O seu mote é elucidativo – “O Ser Humano em Primeiro Lugar”” – o ser humano líbio também? – elucidativa, bem mais do que o verbo, é a praxis de quem, enquanto eurodeputado, apoiou politicamente a intervenção militar na Líbia. De resto, o PCF prossegue, de capitulação em capitulação, desta feita reduzido ao papel de muleta da muleta do PS francês. Ainda sobre o messias, unificador das “esquerda”, perguntas que ficam por responder: http://prcf72.canalblog.com/archives/2012/02/10/23486638.html

  3. Marco diz:

    Também tenho acompanhado a dinâmica da FG e do seu candidato, que se aproxima dos melhores scores da esquerda revolucionária em eleições presidenciais.

    Paralelamente verifica-se que no Avante nem uma palavra.

    Isto não é uma provocação, é sentido desânimo…

    • Jesus diz:

      o Avante dedica várias palavras à luta de classes em França http://www.avante.pt/pt/2002/europa/119582/, como lhe compete. Em relação à candidatura social-chauvinista admito que não. Prioridades (e critério, sobretudo critério), suponho.

      • Nuno Cardoso da Silva diz:

        “Social-chauvinista”… Aqui está uma designação do género da de “social-fascista” que os maoistas em tempos inventaram…

        Nas últimas eleições votei CDU, e fá-lo-ei sempre que achar que é a melhor escolha. Mas poucas coisas me irritam tanto como esta permanente pretensão do PCP a ser a única virgem no harem, a ser o detentor único da verdade e da pureza dos valores, e a sua predisposição para considerar heréticos todos aqueles que não afinam pelo seu diapasão. Não sei que espera o PCP desta adopção do modelo dos ayatollahs com cores marxistas-leninistas. Se esperam conseguir unir toda a esquerda sob a sua bandeira, desenganem-se porque muitos de nós não estamos dispostos a trocar um amo por outro. Ou o PCP aprende a ser tolerante dos que comungam dos mesmos valores mas não querem saber da sua sharia, ou nunca mais vamos conseguir libertar-nos desta oligarquia capitalista. Rezem lá virados para a Meca que quiserem, mas não impeçam a criação de uma coligação eleitoral que possa pôr um fim a este lamentável estado de coisas.

        • Jesus diz:

          Nuno Silva: a diferença é que o termo “social-chauvinismo” não só não foi parido pelo anus da pequena-burguesia mais reaccionária e comprometida com o imperialismo da 2.ª metade do século XX, como é um termo ideologicamente construído desde há bem mais de 100 anos – encontra, com facilidade, muita literatura sobre o conceito (vide Lenine sobre a II Internacional “e seus representantes mais autorizados”). A acusação que faço à candidatura, apoiada pelo PCF, não é gratuita – alicerça-se nas nuances que a carta aberta do “Pôle de renaissance communiste en France” acusa, e no posicionamento face ao processo de integração capitalista europeu que o programa eleitoral de Jean-Luc M. revela. Questão central para a qual me vejo obrigado a chamar-lhe a atenção, até porque este seu último comentário parte erradamente dessa premissa: eu não sou o PCP e, por conseguinte, o que escrevo não vincula o PCP. Outra questão que decorre desta última: não tenho interesse nenhum em saber em quem votou nas últimas eleições nem compreendo em que é que essa “declaração de voto” contribui para a discussão. Sobre coligações “de esquerda” e eleições presidencias, recordo que ainda há pouco tempo teve um candidato apoiado por PS/BE/MRPP – acho que ainda não é tarde para tirar ilações dessa experiência. Sobre a importância das aspas, quando se fala de esquerda – para mim – ela prende-se com o desacerto entre verbo e praxis; passo a exemplificar, com questões verdadeiramente fracturantes: defender a nacionalização da banca (no abstracto) e votar contra a nacionalização da Sociedade Lusa de Negócios (em concreto), como o BE fez, para mim, não é praxis de esquerda; falar de solidariedade com o povo grego (no abstracto) e votar a favor do empréstimo à Grécia (subsidiando a política de direita do PASOK, no concreto), como o BE fez, para mim, não é praxis de esquerda; falar da paz entre povos e contra a NATO (no abstracto) e caucionar políticamente a intervenção militar na Líbia, como o BE fez no PE, para mim, não é praxis de esquerda; defender a renegociação da dívida (no abstracto) e defender, simultaneamente, a permanância no euro e o federalismo europeu (de fachada cosmopolitista), como o BE faz, para mim, não é praxis de esquerda…de entre um conjunto de outras questões concretas que não me cabe aqui explanar mas que, creio, deitam por baixo essa abstracta caricatura do ayatollah-éme-hífen-éle, que apenas registo enquanto tentativa falhada de argumentação ad-hominem.

  4. Camarro diz:

    Blog muito interessante e com excelentes artigos. Não conhecia…

    E por cá? Não se consegue fazer qualquer coisa deste género? Uma plataforma de entendimento à esquerda, de oposição à troika nacional e estrangeira.

  5. De diz:

    Bons artigos de Ivo Rafael Cruz que merecem leitura muito atenta.

    Também aqui “roubado”no “o tempo das cerejas 2” (http://otempodascerejas2.blogspot.pt/2012/04/sondagem-csa-de-23-abril.html#links)
    PORQUE VOTAR CONTRA O NOVO TRATADO INTER-GOVERNAMENTAL:
    http://www.dailymotion.com/video/xon815_melenchon-traite-mes-mecanisme-europeen-de-stabilite-vote-le-21-fevrier_news?start=59#from=embediframe

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