Não, (ainda) não foi a vez nem de um Paços* nem de um pinochetista não assumido como Gaspar – foi a vez de um cidadão (porque há diferenças que convém sublinhar)

Este gesto foi digno e honroso. Mas diremos SEMPRE: “NÃO FOI UM SUICÍDIO, FOI UM ASSASSINATO”. É de gestos abertos como estes que a clique no governo, e quem a apoia, não é nem será jamais capaz. Antes, contrariamente, infiltram em manifestações polícias à paisana e armados (como em manifestações em frente à Assembleia da República, ou com Paços no Porto aquando da visita à Universidade – segundo ouvi hoje de um deputado). Mas este gesto do reformado grego é apenas uma hipótese, porque há outras: a de apontar a arma no sentido contrário e certeiro.

* Já agora, de facto é Paços que se escreve, é sim senhor (porque não, este não é “o erro gramatical mais gritante da última década”), diferentemente do que julga um rasteiro bajulador que mudou de jornal (e de senhor), que deve ficar a saber uma coisa e escrevê-la no seu caderninho: nada há de mais deprimente e miserável que um ex-“crítico radical” que deixa de ser “radical” (ou de se empoleirar como “radical”, antes foi só fumo, sfumato, eu sei) só porque se mudou – no poder político – de dono. A passagem de radical para bajulador, só por mudança de amo e de amo em tudo semelhante ao anterior, é aquilo que se chama a miséria e a vil tristeza.

Quanto aos antigos brandos costumes (vi hoje o Macedo a rir-se na Comissão de Inquérito da AR), veremos, veremos! Espero que não se prolonguem: a curto e a médio prazo.

“NÃO FOI UM SUICÍDIO, FOI UM ASSASSINATO”

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