Fazer caminho na luta pela justa divisão do trabalho

Nos dias que se seguiram à Greve Geral e no decorrer da manifestação, dezenas de pessoas pediram para aderir ao Movimento Sem Emprego, alargando ainda mais as fronteiras abertas pelo entusiasmo inicial.

Se é verdade que a sua comunidade em rede já ultrapassou os 1400 contactos, não é mentira que o seu sucesso dependerá sobretudo do que estas e outras pessoas forem capazes de fazer cara a cara, além do fogo sempre fátuo definido pela rede.

Esta tentativa forjar uma organização para os desempregados tem corrido bem, gerado interesse a nível nacional com contactos a serem feitos em várias cidades e com núcleos em andamento, da Margem Sul ao Bombarral, por iniciativa de gente que nesses lugares está a levar a cabo esta experiência. Com uma estratégia de desenvolvimento baseada na democracia de base, cada grupo tem total liberdade na construção do seu próprio plenário e da orientação que em cada local se decida tomar, não estando o movimento refém de directórios de qualquer espécie.

O desafio é enorme, sobretudo porque se trata de pessoas que vivem no limiar da poupança, de ajudas familiares ou de biscates. Uma vez que boa parte delas nem sequer tem direito a figurar nas estatísticas, o subsídio de desemprego representa uma miragem ou um direito coxo e a prazo para os milhões de desempregados, sub-empregados, respigadores e precários que o país acumula e sacrifica para que a crise continue a ser um bom negócio.

Amanhã, às 18h30, vem fazer o balanço da greve geral e definir os próximos passos a dar.

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