Respostas “à la minute” ao Carlos Guedes e a verdade dos factos sobre a cisão provocada pelos movimentos flexíveis dinamizados pelo Bloco de Esquerda no movimento social.

O estrunfe do Carlos Guedes ainda não percebeu quem é que lhe atormentou o sono.

O estrunfe do Carlos Guedes sonha com uma passeata feliz entre a UMAR, os Precários Inflexíveis e o grande chefe da CGTP.

 Ao acordar, o estrunfe do Carlos Guedes atira-se a quem não conseguiu deixar de rir com as palhaçadas promovidas pela CGTP e pelos movimentos dinamizados pelo BE.

Apesar da desorientação, o estrunfe do Carlos Guedes levanta questões importantes, nomeadamente para perceber “o que levou a que não acontecesse o que estava previsto na véspera”.

Como até o estrunfe do Carlos Guedes percebe “é evidente que algo de errado se passou na preparação das acções dos movimentos extra-CGTP para o dia da Greve Geral. Tanto quanto sei, e sei pouco e quase só de um lado, havia coisas combinadas que foram mal descombinadas e que acabaram, não só, por enfraquecer os movimentos, como quem deles se quis distanciar. E a distanciação, se existiu de facto, deve ser explicada de forma clara e objectiva.”

Não podia ser mais claro. O que levou os Precários Inflexíveis e UMAR a roer a corda de um chamado que também foi feito em seu nome, na véspera e por SMS, não é segredo. Uns e outros estavam doidos por rebentar com a Plataforma 15 de Outubro, sendo que o seu óbito ficará inevitavelmente associada à sua assinatura.

Acrescentar ainda que não usei, em todo este debate, a palavra “traição”, embora ela já tenha sido repetida pelo menos por quatro militantes do BE, o que me leva a acreditar que terei sido demasiado brando na análise aos movimentos flexíveis.

O estrunfe do Carlos Guedes, mesmo sem consciência disso, seguiu a linha e plasmou o comportamento inqualificável dos Precários Inflexíveis e da UMAR, tendo deixado para outros os compromissos que também ele tinha assumido com o movimento.

Em suma, tudo se explica em poucas palavras e com menos imagens ainda. Os “unitários” ficaram entre a espada e a parede e acabaram mal com Deus e com o Diabo. Poderia dizer que não fizeram falta, uma vez que a segunda manifestação acabou por ser muito participada, mas prefiro continuar com a boca cheia de sectarismo mas uma prática política unitária. Em sentido inverso, a responsabilidade fica com os autores dos actos – das mensagens desmobilizadoras na véspera da manifestação combinada também por eles, passando pela devolução de cartazes à última da hora e acabando nas explicações anedóticas que só deixam perceber uma coisa – o BE e os movimentos por ele dinamizados militaram contra o si próprios e contra o movimento, e o facto de continuarem a gritar unidade só vai deixar ainda mais evidente o seu sectarismo.

Se dúvidas restavam, um comentário de um leitor na posta do estrunfe do Carlos Guedes deixa em pratos limpos, onde, quem e para quê, dividiu o movimento.

“Não se deixam manifestantes para trás, numa acção pública. Aqueles que a polícia estiver a pressionar mais devem ser protegidos pelos restantes.” Passagem retirada do Aspirante a manual de bons costumes para protestos anti-austeritários.

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