A esquerda-democrática “pacifista” também saiu à rua

À chegada da manifestação a S. Bento, o serviço de segurança da CGTP criou um incidente com o cortejo dos movimentos sociais. A intervenção de dirigentes sindicais parou a violência e, mais tarde, Arménio Carlos, em contacto com os Precários Inflexíveis, lamentou o sucedido. Um ativista dos PI teve de receber assistência médica em consequência das agressões.”

Parece que o Arménio Carlos foi à sede dos Precários Inflexíveis pedir desculpa pelas orientações que deu. Será que o gesto fará escola e jurisprudência?

 

Este artigo foi publicado em cinco dias. Bookmark o permalink.

26 Responses to A esquerda-democrática “pacifista” também saiu à rua

  1. pedro Passos Trocados diz:

    eheheheheh,,,
    Deus não dorme.
    Não foram os precários inflexíveis que desertaram, 24h antes, da manif dos indignados por acharem que era “fundamental” acompanhar a CGTP?

  2. Pedro Passos Trocados diz:

    “Roma não paga a traidores”
    ahahaahaha

  3. Álvaro diz:

    Estiveste lá Renato? Não fales do que não sabes. Quem provocou esta confusão toda, não foram os “serviços de segurança da CGTP” mas sim aqueles que não querem estar integrados na manifestação da central. O resto, são as consequências de quem quer furar…e ai arrisca-se!

    • Renato Teixeira diz:

      Deve ter sido por isso que o Arménio Carlos se desdobrou em desculpas…

      • Nuno Rodrigues diz:

        Se “desdobrou” em desculpas. Pediu desculpas, é civilizado. Uma situação destas não se justifica. Mas eu que vou ás manifs da CGTP sempre vejo o comportamento destes movimentos. Mais um não me mete confusão. Da mesma maneira, que, como cão de fila, os defendes cegamente. Chega a meter nojo a baba que te sai ao escreveres contra a CGTP.

      • Grevista diz:

        Portanto, ele deu instruções para a agressão, e depois foi pedir desculpa pelas instruções que deu. É isso? Renato: mais razão e menos emoção…

    • A manifestação não é “da central”, é convocada pela central e nela podem participar todos quantos estejam de acordo com os objectivos genéricos da mesma. Não é um comício, é uma MANISFESTAÇÃO, onde as pessoas se MANISFESTAM. E podem MANIFESTAR-SE exibindo divergências desde que não sejam contra o essencial, o que significa que os “serviços de ordem” só teriam legitimidade para impedir a entrada nesta manif de quem esteja a favor da troika e das alterações ao código laboral.
      Se o AC pediu desculpas esteve muito bem, convém que isto não se repita, porque se passa já há mais de três décadas…

    • Sassmine diz:

      Eu estava lá. E o que aconteceu foi que se barrou passagem a organizações que partiram do Rossio com a CGTP. PI, UMAR, ILC, enfim, não há nada, mesmo nada, Álvaro, que justifique o que se passou ontem. Uma cabeça aberta com uma paulada pelas costas? O qPerguntem a um dos elementos do cordão de segurança porque é que não se podia passar, ouvi que a manifestação não era p’ra ser avacalhada. Perguntei-lhe nos olhos o que é que ele me estava a chamar e claro, não tive resposta. Porque funcionar e responder no automático é fácil, pensar no que se está a fazer e a dizer já é outra história.

    • Sassmine diz:

      Eu estava lá. E o que aconteceu foi que se barrou passagem a organizações que partiram do Rossio com a CGTP. PI, UMAR, ILC, enfim, não há nada, mesmo nada, Álvaro, que justifique o que se passou ontem. Uma cabeça aberta com uma paulada pelas costas? O que é isto? Temos os donos do país de um lado e os donos da rua do outro e levamos porrada de todos? Perguntei a um dos elementos do cordão de segurança porque é que não se podia passar, ouvi que a manifestação não era p’ra ser avacalhada. Perguntei-lhe nos olhos o que é que ele me estava a chamar e claro, não tive resposta. Porque funcionar e responder no automático é fácil, pensar no que se está a fazer e a dizer já é outra história. Com isto deita-se a perder tudo o que apesar de tudo se conseguiu no 24 de Novembro, em que tiveste o Carvalho da Silva a pedir que se fizesse espaço na praça porque estavam a chegar os precários e os desempregados. Eu estava presente na conversa com o Arménio ao pé da sede dos PI. Foi uma conversa boa, apesar de a quente. E fico na expectativa quanto à atitude que a CGTP adoptará daqui para a frente. Porque não serei branda, nada branda no meu julgamento.

      • Sassmine diz:

        por outro lado, Renato, a esquerda democrática e pacifista também esteve, sim. e também está a manifestar-se contra o que aconteceu no Chiado, portanto não posso deixar de dizer que este tom não é, de facto, o mais frutífero para a luta. Roma não paga a traidores?… estamos todos a ser atacados por igual e não há maneira de crescermos? a sério, pá, vamo-nos deixar de merdas ou vamo-nos deixar de merdas? (pergunta lançada em todas as direcções, entenda-se)

        • Sassmine diz:

          recordo só que o que aconteceu na Grécia foi precisamente a incapacidade de união com os sindicatos, que veio tarde demais. acredito que ainda estamos a tempo de não ir pelo mesmo caminho. para isso é preciso trabalho de todos os lados. e para mim significa ser-se claro e duro com a CGTP quanto a atitudes inqualificáveis destas, assim como significa não se insistir tão cegamente no demarcamento, insistindo num delay absurdo de concentrações e paradas, em vez de nos mostrarmos como o contingente unido que devíamos ser, independentemente de não sermos todos iguais —e ainda bem que não somos.

          • Renato Teixeira diz:

            A unidade não é um valor em si mesmo Joana. É preciso saber ao que se vai. Não houve dois sectários de costas. O retrato é bem mais complexo, como bem sabes. Bloco e PCP não prestaram um bom serviço à luta dos trabalhadores, mas haverá tempo para cada questão que esta greve geral deixou em carne viva.

        • Renato Teixeira diz:

          Eu não deixei ninguém na mão nem marquei manifestações para conspirar, felizmente sem sucesso, contra elas. Os movimentos em que me insiro lutaram para que houvesse esse momento comum, dos piquetes a São Bento mas lamentavelmente outros escolheram outro caminho. O resultado está à vista. Uns preocupam o poder, os outros serão, a prazo, o seu salvo conduto. O tom está longe de ser o adequado, Infelizmente por razões contrárias às que estás a exprimir, mas ainda está tudo demasiado quente para discernir em desabafos.

  4. Pelos vistos, parece tudo ser uma questão
    de integração ou desintegração . . .mas que confusão de opção . . .

  5. barcavelha diz:

    Caro Renato,
    vamos lá a ser serios, o que se passou foi inicialmente um desacato entre pessoas. Eu estava por trás dos PI e na altura não estava lá nenhum grunho do avante. Depois sim, eles apareceram para com a sua forma “subtil” separar as pessoas.
    Mal acalmou eles foram-se embora, e as pessoas que anteriormente lhes chamavam sociais-fascistas por não os deixarem passar, poderiam integrar o resto da manifestação.. por acaso a maior parte foi-se embora com um ar de dever cumprido, exceptuando um casal de moços (que pelo modo de gritar devem ter tomado aquelas coisas que se tomavam nos anos 70 e se viam cavalos alados) que continuavam estóicamente no meio dos manifestantes a chamar nomes à organização sindical…
    um curriculo revolucionário cria-se de outra forma, não assim.
    Fé dí véres, como diria o outro

  6. subcarvalho diz:

    VERGONHA!!
    estes gajos são a primeira bófia a aparecer. viu-se no Porto.
    valha-nos que as bases estão-se a cagar para esta gente e ontem, no porto, ajudaram a dsmascarar os infiltrados e a libertar companheiras detidas!

  7. pedro Passos Trocados diz:

    ahahahahah
    oh Renato! Imagina lá o pessoal do bloco: “por favor… não batam mais, nós estamos aqui em unidade”.
    ahahahahah. ó pá! Muita bom.

  8. Pingback: Polícias dos polícias? | cinco dias

Os comentários estão fechados.