CENSURA OU INCOMPETÊNCIA? As perguntas que os jornalistas não fizeram ao MAS.

Comício do MAS segundo a imprensa

Comício do MAS como ele foi

Parece-me inacreditável que um partido seja fundado, com a Voz do Operário à cunha, e esse momento não seja acompanhado por um único jornalista. As poucas notícias que são feitas sobre o assunto resumem-se a entrevistas por telefone com um dos seus dirigentes e mesmo na rede poucos são os locais que referem o facto.

Se qualquer fait divers do PAN raramente se vê privado de spin, porque raio é que o momento não teve a cobertura noticiosa que exigia? Porque não se questionou ao que vem a antiga corrente do BE? Que novo 25 de Abril querem construir e como é que isso se leva a votos? Porque não se pergunta em que é que se traduz a unidade da esquerda além da defesa um governo com o Francisco Louçã e com o Jerónimo de Sousa, que é como quem diz, como é que se sai de um entrismo para se passar a defender uma frente popular?

Confesso que ainda não consegui entender ao que vem o MAS, nem estratégica nem tacticamente, mas não deixo de reconhecer a sua existência no movimento sindical, social e estudantil. De resto, toda a esquerda militante sabe o seu papel, pelo que não é fácil perceber porque razão há uma espécie de muro de silêncio relativamente a esta organização.

(Carlos Guedes, antes que comeces a transformar mensagens em postas e a fantasiar sobre o que te parecem ser as minhas respostas, devo sossegar-te e esclarecer que não sou militante do MAS, sob nenhuma declinação. Por mais que te custe, o único entrismo que sobra é o mui sui generis que a direcção do teu partido insiste em fazer “no” Partido Socialista, que mais não promete do que acabar entre a assimilação e a dissolução, tal e qual como o Pablismo e, por arrasto, a Quarta Internacional.)

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