Ao lado da soberania da “ditadura” síria contra a ocupação das “democracias” ocidentais será sempre uma posição mais certa do que dar o braço ao imperialismo.

“Tratar o exército da mais brutal e sanguinária ditadura árabe como um exército libertador é abjecto.” Daniel Oliveira

Se o Daniel Oliveira, o Sérgio Lavos e o Bloco de Esquerda fossem argentinos ofereceriam, com embrulho e laçarote, as Malvinas aos Ingleses. Se fossem chineses, o Taiwan era comenda à monarquia deposta pela Revolução. Se fossem russos a capital do Reich ainda hoje era em Moscovo e se fossem haitianos a sua presidenta chamava-se Dilma. Se coreanos estariam no Sul. Se da Somália o seu idioma seria o italiano, da mesma forma que se nascessem na Galiza, no País Basco ou na Catalunha só falariam castelhano. Em França nunca seriam da Córsega e se a sua identidade fosse iraquiana já estariam no Kuwait pelo menos desde a década de 90. Na Palestina, assimilados do colonialismo israelita, no Afeganistão, colaboracionistas com o regime fantoche.

O Daniel Oliveira, o Sérgio Lavos e o Bloco de Esquerda são engraçados, mas só enquanto não formos invadidos pela Alemanha, os EUA ou até a Arábia Saudita. Nesse dia, sem qualquer pejo, serão os primeiros a atirarem as armas ao chão e a entregarem-se, sem qualquer resistência, ao ocupante. De resto, é ver o que pensam sobre a anexação financeira da Grécia.

Quando a pior ditadura é sempre aquela que dá mais jeito à posição política em que nos encontramos estamos sempre a um pequeno passo de ceder à pior ditadura de sempre. A emancipação dos povos ou é forjada pelo povo ou não é emancipação nenhuma.

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