Primeira Assembleia em Lisboa do Manifesto em defesa da Cultura – o manifesto que quer ser movimento

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Manifesto em defesa da Cultura, apresentado publicamente em Lisboa, a 15 de Dezembro de 2011, tem feito o seu caminho e alarga lentamente o seu raio de acção, com novos subscritores, novas vontades e nova dinâmica.

Nunca foi, desde o início, intenção fazer dele um abaixo-assinado. Primeiro que tudo, foi uma posição política ante o precipitar de novos e ainda mais perigosos desenvolvimentos de uma orientação política de destruição do tecido cultural do país, da sua iniciativa e da garantia de serviço público por parte do Estado, como o determina a Constituição da República. Esse primeiro intento foi conseguido, logo com a sessão de apresentação e a relativamente extensa cobertura mediática de que foi objecto aquiaqui e aqui, para dar apenas alguns exemplos. E também aqui.

Surgiu também da necessidade e da compreensão de que é imperiosa a activação de um movimento em toda a sociedade portuguesa, que tome a cultura como bandeira sua e faça da defesa da cultura também a sua luta. Compreensão, portanto, de que este não pode ser apenas mais um protesto de artistas, invetigadores e técnicos, mas uma iniciativa de cidadãos para cidadãos. É nesta compreensão que reside o traço distintivo deste manifesto.

Finalmente, ele surge como impulso para a acção. Queremos que cada subscritor seja um combatente neste combate comum.

O Manifesto em defesa da Cultura estende-se agora a outros pontos do país. Foi apresentado no passado dia 3, em Évora, numa sessão de sala cheia de gente entusiasmada.  Seguiram-se as apresentações em Beja Portalegre, marcadas por intervenções de grande qualidade.

Estamos nitidamente a entrar numa fase de transição da “estrutura” de Manifesto assinado para algo de mais dinâmico e a que podemos chamar um movimento.  Para  discutirmos o lançamento desta nova iniciativa, e continuarmos a analisar a apagada e vil tristeza,  que os mandaretes da cultura vão tecendo, convidamos todos os actuais subscritores do manifesto e aqueles que o pretendam  subscrever,  para nos encontrarmos nas assembleias que se seguirão.

Hoje, o Manifesto tem a sua primeira Assembleia no Adufe Bar, às 19h. Vamos passar à acção. Fazer de um projecto para as políticas de cultura, generoso e ambicioso, uma bandeira de luta.

 O Tempo de  pôr fim a este rumo de desastre é o tempo de Hoje. Tempo de protesto e de recusa. Tempo de mobilização  de toda a inteligência, de toda a criatividade, de toda a liberdade , de toda a cólera contra uma política que chama “austeridade”  à imposição de um brutal retrocesso histórico. Defender a cultura é umas das mais inadiáveis formas de fazer ouvir todas as vozes  acima  do medíocre ruído dos “mercados” Manifestamo-nos em defesa da cultura. E agiremos em conformidade.

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