O Zeca é do Povo…

Não há democracia sem centralismo como não há centralismo sem democracia. A regra de ouro dos partidos revolucionários, para ser levada a sério, tem mesmo que ser séria. Um Comité que não exerça democracia de base nas suas tomadas de decisão não é Central. Um dirigente que não se centraliza às decisões da sua base não deve fazer parte do Comité. Quando isto se perverte, os dirigentes se tornam superiores ao seu Comité e o Comité faz tábua rasa dos seus militantes de base, é a burguesia que ganha. Quando assim acontece, o dever de qualquer revolucionário é a secessão e a tarefa histórica de começar tudo de novo.

“Essa é a única forma de a base do partido controlar seus dirigentes e figuras públicas e fazer com que estes actuem respeitando as deliberações do partido.
Não há no centralismo democrático qualquer privilégio para os parlamentares. Eles têm tantos direitos e deveres como um militante de base. Defendem no parlamento as posições decididas no congresso (ou nos organismos de direção do partido entre os congressos), não as suas posições individuais.
O centralismo e a democracia são dois pólos inseparáveis, que se complementam. Não existe democracia sem centralismo, ou seja, sem respeito às decisões da maioria. E não pode existir centralismo sem democracia, debate, elaboração e decisões colectivas. Para fazer a revolução, é necessário que haja democracia, que as bases participem, opinem, corrijam a política do partido. Só assim é possível formar revolucionários num ambiente de debate.”
Via PSTU e cartaz do Artigo 21º

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