O festival de Berlim

É absolutamente surpreendente que, do país que se permite ser governado com tanta falta dela, floresça tanta cultura. Aturdidos que estamos com as provas de resistência que o cinema português vai dando (“Rafa”, de João Salaviza, ganhou o concurso de curtas do festival de Berlim e Miguel Gomes, com “Tabu”, foi galardoado com os prémios Alfred Bauer e Fipresci), não deve passar em claro que um dos prémios do público foi para Daniele Vicari com o filme “Diaz, non pulire questo sangue” (Diaz, não limpar este sangue) que descreve o que se passou em 2001 numa escola de Génova aquando da reunião do G8. Dias de suspensão de democracia, de todos os direitos, de guerra. O realizador dedicou o prémio ao cinema italiano que volta a contar o que acontece em Itália.

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