A banca só há-de estar ao serviço do povo no dia em que for nacionalizada*

Tu, que dormes, espírito sereno, Posto à sombra dos cedros seculares, Como um levita à sombra dos altares, Longe da luta e do fragor terreno, Acorda! é tempo! O sol, já alto e pleno, Afuguentou as larvas tumulares... Para surgir do seio desses mares, Um mundo novo espera só um aceno... Escuta! é a grande voz das multidões! São teus irmãos, que se erguem! são canções... Mas de guerra... e são vozes de rebate! Ergue-te pois, soldado do Futuro, E dos raios de luz do sonho puro, Sonhador, faze espada de combate!

* Poema intitulado “A um Poeta”, de Antero de Quental, e título adaptado de uma célebre passagem sua: “A universidade só há-de iluminar o povo no dia em que lhe pegarem fogo!”

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