Os “grandes” que paguem a crise, os “pequenos” que encham a praça!

Da cobardia do Américo Tomás em 1969, à pieguice do Cavaco Silva em 2012, vão 43 anos de distância, dois regimes, um bem fadado PREC e muita roubalheira, mas provavelmente vai repetir-se o mesmo gesto. Ninguém caminha de bom grado para o abismo do vexame, sendo que Cavaco e os insurgentes sabem que os dias que resgatarem ao fim dos respectivos mandatos, não vão ser feitos a banhos de povo. No futebol como na política, o ganhar e o perder e o deve e o haver são quase sempre contas definidas pelos de cima e poucas foram as democracias corinthianas a virar o jogo. Do Salazar ao Vítor Gaspar, da PIDE ao SIS, do Ultramar à NATO, as contas públicas continuam a fazer-se à medida dos vícios privados. Num e noutro palco, porém, às vezes conquista-se a inversão dessa regra, dessa lógica probabilística, desse destino. Dentro das quatro linhas como no Terreiro do Paço, chega um momento em que a magia acontece e as mãos dos deuses garantem ora grandes golpes de beleza, ora admiráveis avanços civilizacionais. Que assim se repita a 20 de Maio.

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