PASOK (PS grego) com 8% nas intenções de voto, esquerda anti-troika soma 42,50%

31,00% NOVA DEMOCRACIA (direita)
18,00% ESQUERDA DEMOCRÁTICA (cisão da ala esquerda do PASOK e da ala direita do SYRIZA)
12,50% KKE (partido comunista grego)
12,00% SYRIZA (equivalente ao BE)
08,00% PASOK (equivalente ao PS)
05,00% LAOS (extrema direita no governo – com o PASOK e NOVA DEMOCRACIA)
03,00% CHRYSI AVGI (extrema direita – não está no governo)

[daqui]

 

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22 Responses to PASOK (PS grego) com 8% nas intenções de voto, esquerda anti-troika soma 42,50%

  1. Augusto diz:

    Sondagens são sondagens, mas essa esquerda anti-troika só representará alternativa, se fôr capaz de em CONJUNTO , apresentar um programa comum de governo, que seja sufragado maioritariamente pelo povo Grego.

    Aliás lá como cá…..

  2. GM diz:

    E depois? Que raio de sanha contra os PSs.

    O que nos deve preocupar são as Novas Democracias e a falta de vergonha desta gente que nos trouxe até aqui e que agora vende a mesma receita como solução para os males do que fizeram.

    Somada, a Esquerda Anti-Troika pode ser maioritária, mas, sem coligações, continua bem atrás da direita (que, coincidentemente, conduziu a Grécia ao sítio onde está, deixando o PASOK a marinar na austeridade que lhes impõem).

    • Tiago Mota Saraiva diz:

      Coitadinho do PS e do PASOKinho… Eles sempre gostaram tanto dos pobrezinhos… Eles não querem fazer políticas de direita, mas são obrigados (grrrr…) por esse maldosos do PSD e da Nova Democracia. O PS e o PASOK são contra a austeridade, mas aplicam-na. Porque os mercados são maus, mas mandam.

    • Rocha diz:

      Então ainda tem a desfaçatez de defender o PASOK e os PSs? Pelos vistos…

      O PASOK é a Direita e a Direita é o PASOK, são a mesma coisa. Será possível que nem a Troika seja suficiente para aceitar o óbvio?

      Falta de vergonha é ainda branquear quem quer que seja que esteja apoiar a Troika.

      Isto é uma guerra, uma guerra de classes, ainda não entendeu? Depois não se venha queixar que não avisaram…

    • GM diz:

      E com a porra do sarcasmo e da conversa de trampa quem se fode, como sempre, ̩ quem trabalha. A direita al̤a-se, mais uma vez, ao poder Рcomo o fez aqui Рe voc̻s preocupados com a pureza da esquerda e o raio que a parta.

      Desfaçatez é ver a Nova Democracia com 31% dos votos e regozijar-se com os maus resultados do PASOK. Desfaçatez é ver o PSD no Governo e continuar a atirar-lhe pauzinhos, “abstenções violentas” e ameaças ocas. Eu quero que o PASOK, o PS e outras quaisquer nomeclaturas ou designações se lixem. O que interessa é que, sem união, nem que seja meramente conjuntural, a esquerda há-de continuar a ser suplantada pela direita, por estes reaccionários de merda com as mãos na ocmunicação social.

      Em vez de sossegar as pessoas, em vez de lhes dar conforto e esperança na alternativa, continua-se com este merda de atitude (que ambos aqui bem representam). Para quem não tem emprego, para quem pode facilmente perder o pouco que ganhou com o seu trabalho, a “guerra de classes” tem de ser apresentada pedagogicamente e não com o tom sarcástico e pedante de que insiste em hostilizar quem pensa de forma diferente.

      Se não entendi que isto é uma guerra de classes? Entendo-o todos os dias, caríssimo, nem você sabe como, por isso não se atreva a atirar-me esses tonzinhos de superioridade. Se calhar é isso mesmo: se calhar é-lhe muito fácil falar da Revolução com a barriguinha cheia e com o trabalhinho garantido. Para mim não é.

      • Tiago Mota Saraiva diz:

        Continuemos então! A direita, com Sócrates ou Seguro a primeiro ministro (quiçá com Lello, Vitorino ou Vitalino a ministros), andaria agrilhoada. Certamente, pelas ruas da amargura. Com o PS, como sabemos, tudo seria diferente! Não havia austeridade, os PEC’s seriam transformados em rosas e todos andaríamos felizes.
        Fora de brincadeiras ou de estórias da Anita, não discuto matérias curriculares nem do foro pessoal aqui no blogue e, muito menos, com anónimos. Você sabe lá o que é a minha vida!

        • GM diz:

          Não seja vaidoso. A resposta foi pró Rocha. De si, não esperava um pensamento com mais profundidade do que aquele que ainda agora voltou a fazer.

          • Tiago Mota Saraiva diz:

            Uma coisa fantástica que sempre admiro nos seguidores de Sócrates. A capacidade de mentir com convicção. Como é óbvio, na novilíngua socrática, o plural, o “vocês” destina-se, tão somente, a uma pessoa.
            Que fique claro: a esquerda não deve ser um vómito circunstancial. Quem faz a esquerda é quem é de esquerda. Não há esquerda não praticante.

          • Rocha diz:

            Caro GM,

            Sou bastante compreensivo com o desespero dos trabalhadores. Compreendo os que querem incendiar o parlamento, compreendo os que querem pôr bombas em bancos e compreendo os que resolviam tudo com um pelotão de fuzilamento. Compreendo que com esses é preciso uma certa pedagogia porque compreendo o desespero deles.

            Já os que querem reabilitar o PS são impossíveis de compreender. Se acham que ainda não empobrecemos o suficiente, se acham que ainda não nos roubaram o suficiente, bem podem ir parar à sarjeta, espero que gostem da viagem.

            Estou desempregado desde a penúltima Greve Geral por ter feito greve sem apoio de ninguém. Nunca tive um mísero contrato a prazo, nunca tive mais que falsos recibos verdes. Não tenho nada e nunca hei de ter nada enquanto houver capitalismo e enquanto houver o “Euro Reich” da União Europeia e do FMI e por isso não tenho nada a perder.

  3. Gentleman diz:

    A Grécia vai bem encaminhada. Com a iminência da Esquerda anti-capitalista assumir o poder, avizinham-se anos de progresso, liberdade e prosperidade. À semelhança, aliás, de todas as outras nações que, ao longo do século XX, tomaram as mesmas opções…

    • De diz:

      A Grécia vai bem encaminhada?
      O pobre Gentleman nem sabe o que diz ou sabe-o mas prefere fazer a rábula.
      Quer sobretudo fazer a velha cena contra as opções tomadas por outros que não os da sua estima predilecta.Os que assumiram outros rumos e outras vias que não as dos canones made in USA ou made in Mercados.
      Sorry Gentleman.A Grécia à beira do caos graças à governação dos seus amigos.
      Com uma governação claramente fascista à pala dos coronéis lá pelos idos anos de 70 do século passado.Com uma governação capitalista sempre.
      Eis o pobre Gentleman preocupado com o rumo que a Grécia pode tomar se a Grécia ousar mudar de rumo.
      A Grécia à beira do caos.A Grécia no caos a braços com uma das mais graves crises do capitalismo
      E este (ainda) a tentar atirar para o lado

      Ah,este medo que este Gentleman tem que os povos comecem a tomar outras opções que não as patrocinadas pelo capitalismo decadente e putrefacto

    • A.Silva diz:

      Tu queres brincar… mas quando perceberes que as coisas vão ser mesmo assim, perdes logo esse sorriso que já não deves ter na cara.

  4. Rui F diz:

    tanta esquerda…tão pouco PS…afinal os gajos pediram uma vez mais a troika!

    maldito capital que engana sempre os papalvos!

  5. De diz:

    Ainda a propósito da pequena manobra de diversão tentada por quem fala dos caminhos da Grécia.
    Palavras de Daniel Vaz de Carvalho
    “Os noticiários sempre referem “o incumprimento grego”. Deviam saber que não houve qualquer incumprimento por parte da Grécia. Governos que não passaram e não passam de títeres da verdadeira guerra de extermínio social a que o país foi submetido puseram em prática todas as drásticas, injustas e inadmissíveis condições impostas.
    Resultado: a situação agravou-se e agora (pela 3ª vez) impõem-se novos sacrifícios que estão a levar o pais à destruição.
    Pelo caminho ignora-se a corrupção a nível internacional de que beneficiaram em primeiro lugar firmas alemãs e francesas. São os casos dos Jogos Olímpicos e outros contratos públicos; são as desproporcionadas compras de material militar (como vários submarinos…) para a Grécia se defender da Turquia (!) que também é um país da NATO (!!); foram as manigâncias da especulação financeira especuladora, em que alguns responsáveis ocupam hoje elevados cargos designadamente no BCE; foi a fuga de capitais e rendimentos do país permitida e incentivada pelas políticas postas em prática na UE.
    O que se passa com os memorandos da “troika” é como se comprássemos um equipamento, seguíssemos as instruções e no final o aparelho além de não funcionar como estipulado provocou elevados danos no local de instalação. Ora bem, garantia e responsabilidade do fornecedor? No caso da “troika” isso não existe. O fornecedor obriga-nos a comprar outro equipamento idêntico, sem garantia e com preço mais elevado. Chamam a isto: “os mercados”. E há quem acredite”

  6. Rocha diz:

    A Grécia, a Irlanda, a Islândia. A tendência de vários países periféricos europeus terem grandes colapsos de partidos burgueses da Troika está a somar exemplos e não apenas nas sondagens mas também em recentes processos eleitorais.

    A Islândia foi o primeiro país onde isso aconteceu. Na Islândia nas eleições de 2009, o partido vermelho-verde (equivalente ao BE) duplicou os votos enquanto o partido da direita perdeu um terço dos votos.

    Na Irlanda o partido da Direita no poder (Fianna Fail) sesceu 24% nas últimas eleições. Por outro lado o Sinn Fein (da esquerda republicana anti-Troika) subiu de 6% para 9,9% (uma subida de 50%) e os trotskistas chegaram ao parlamento pela primeira vez com 2,6% dos votos. As últimas sondagens dão 17% ao Sinn Fein e 21% na categoria outros/independentes que inclui sobretudo esquerda anti-capitalista e independentes de esquerda. A actual coligação troikista Fine Gael-Labour já desceu 11% nas intenções de voto (estão com 44% em conjunto) e o Fianna Fail mantém-se estagnado nos 18%.

    Na Islândia como no Irlanda os partidos troikistas e burgueses colpapsam. Mas na Grécia está claro que o naufrágio do Capitalismo vai mais longe. A Grécia caminha para um cenário de ingovernabilidade e isso é positivo para a classe trabalhadora (como aliás se viu na Bélgica).

    Chamo a atenção para a Esquerda Democrática, que não é mais do que um PASOK reciclado apesar de por agora e por força das próprias circunstâncias políticas e sociais não ter outro remédio se não demarcar-se da Troika. Por outro lado a subida do KKE e do SYRIZA torna praticamente impossível a criação de uma coligação troikista, seja a existente ou uma nova coligação reciclada. Além de isso ainda há os verdes e a extrema-esquerda da Frente Anti-capitalista. O sistema deixou de estar sob controlo e ainda bem.

  7. Vasco diz:

    Ó Gentleman, não me diga que a Grécia e Portugal são prósperos?… E se não são a culpa é dos comunistas, é?… A direita é que é boa, mesmo que nos faça morrer todos de fome…

  8. V Cabral diz:

    O pior que temos à n/volta é aquela imprensa que, se estivermos distraídos, consegue convencer-nos que os bandidos, em democracia, valem tanto como as vítimas … e que quando estão no PS/PSD/CDS, são muito bacanos … enfim, são os nossos troikistas, no seu melhor !

  9. Antónimo diz:

    vale o que vale mas por cá continuam decrescendo.

    o cm mostra a queda do pcp e do be entre janeiro e fevereiro (curiosamente quando os dois partidos parecem ter finalmente regressado à vida, após meses de quase inexistência publicada ou a merecer publicação) e para níveis bem preocupantes (dois por cento) do último movimento.

    e, apesar da vontade bloquista, não se vê que o PS esteja à beira da cisão

  10. v cabral diz:

    Se a sondagem é do cm, que eu conheço … não te assustes ou melhor, não acredites que eles enganam-se, sempre !

  11. Luis Almeida diz:

    Cá, como na Grécia o seu equivalente, o principal culpado pela “chilenização lenta” dos 35 anos pós-PREC foi Mário Soares. Eu disse o principal, não o único. O 25 de Abril trouxe-nos conquistas
    ( tornadas direitos ) inimagináveis em 1973! Os governantes – a começar por esses homem ímpar que foi Vasco Gonçalves – estavam mesmo do lado dos governados. A Reforma Agrária, feita com regras e só nos enormes latifúndios a sul do Tejo deixados ao abandono pelos agrários absentistas, as Comissões de Trabalhadores, o Serviço Nacional de Saúde, a Segurança Social, a consagração em lei dos 13º e 14º meses, etc, etc, etc,
    A par da melhoria de vida notava-se um apreço, um respeito, uma dignificação por quem trabalha e, simultâneamente um grande constrangimento social contra os parasitas de ambos os extremos. Não trabalhar era de tal modo mal aceite nesse tempo que os chulecos, carteiristas, etc ocultavam o mais possível essa condição. E, os muito ricos não ostentavam sinais exteriores da sua riqueza: vestiam de forma modesta, usavam carros utilitários e escondiam os topo-de-gama nas garagens e os iates nas marinas.
    Todos falavam em “socialismo” e em “rumo ao socialismo”. PCP, MRPP, maoistas do PCP-ML/UDP, trotskistas, enfim, todos. Até Francisco de Sá Carneiro! As palavras “socialismo” e “socialista” tornaram-se tão prestigiadas entre o povo que, na primeiríssima eleição para a Assembleia Constituinte a quem é que o povo deu o voto? Ao ÚNICO partido que tinha a palavra “socialista” no nome! O grande capital nunca põe os ovos todos no mesmo cesto. Convém-lhe partidos como o PS que tenham esses nome para melhor enganar o eleitorado e levar a cabo a política que a eles lhes convém. E pseudo-centrais sindicais como a UGT, claro.
    Se, hoje em dia, entrarmos no “Portugal Socialista” on-line, não só não se vislumbra, no Programa do PS, a anterior referência a “de inspiração marxista”, como o socialismo , mesmo “democrático” ( seja lá isso o que for…) deixou de ser um objectivo, mesmo longínquo, a atingir…

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