Costumes e Tradições: nem pimba nem salazarista

Em França, onde sobreviveu um pequeno campesinato abastado, os mercados e as feiras abundam, cheias de produtos deliciosos. Não troco um jantar caríssimo e mau pelas iguarias que tenho comido nos mercados franceses. No País Basco, onde a relação com a terra é idêntica a muitos lugares da França as festas tradicionais e populares são recheadas de cidra, música tradicional. Na Alemanha, na Baviera, Agosto é um mês de gigantes tendas a vender cerveja local, música tradicional. Em Portugal as festas populares são um horror – uma música sintetizada em computador , altíssima, que afugenta qualquer um, frango do aviário e o mesmo tipo de bolo – o famoso bolo «tradicional de Santa Maria da Feira», que se vende do Minho ao Algarve!

Um interior desertificado, o abandono da soberania alimentar, empurrar proles para as cidades, uma ASAE semi-terrorista, tudo explica este estado de coisas.

Há porém quem resista e descubra um Portugal tradicional que não é nem pimba nem salazarista – é simplesmente agradável. O Entrudanças junta às «tradições do Entrudo a música e a dança, numa festa que é partilhada por todos. O festival volta a reunir artistas de várias áreas, bem como pessoas de diferentes zonas do país e da Europa na vila de Entradas. Evento festivo, conjuga o carácter internacional com a dimensão local, do interior desertificado e preservado de Portugal».

Mais informações aqui:

http://www.pedexumbo.com/eventrudancas.php

 

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