O mentiroso compulsivo ou a inutilidade mais bem paga do Portugal Democrático


O destruidor do tecido produtivo português dos anos 80, o líder de anos e anos de repressão policial, o Pai do Monstro do Défice, o padrinho de uma troupe de vigaristas, ladrões e assassinos que hoje estão presos ou andam fugidos, transformou-se na maior inutidade do Portugal Democrático. Ainda assim, uma nulidade muito bem paga e que sai caríssima aos cofres do Estado.
Com a austeridade que toca a todos, com a miséria a agravar-se na sociedade portuguesa, com o aumento exponencial dos que passam fome, o actual Presidente da República, um dos poucos reformados em Portugal que vai receber Subsídio de Férias e de Natal em 2012, tem o desplante de vir dizer que «só» vai receber de reforma 1300 euros e que a mesma não lhe vai chegar para as despesas.
Porque é mentiroso compulsivo e não tem vergonha disso, e porque não tem pela frente jornalistas com tomates que lhe façam as perguntas certas, «esquece-se» de que, como ex-Presidente da República, vai usufruir de um conjunto de mordomias inqualificáveis para os tempos que correm:
– subvenção mensal vitalícia igual a 80% do vencimento do Presidente da República em exercício;
– no caso de morrer, subvenção mensal vitalícia de 50% do vencimento do Presidente da República em exercício para a sua viúva;
– Direito ao uso de automóvel do Estado, para o seu serviço pessoal, com condutor e combustível;
– Direito a dispor de um gabinete de trabalho, sendo apoiado por um assessor e um secretário da sua confiança;
– Direito a ajudas de custo nos termos da lei aplicável às deslocações do Primeiro-Ministro;
– Direito a livre trânsito, a passaporte diplomático nas suas deslocações ao estrangeiro e a uso e porte de arma de defesa.
E como José Sócrates alterou em 2008 a lei que vinha de 1984, vai poder acumular todas estas subvenções com as pensões de Reforma a que tem direito.
E no fim disto tudo, ainda tem a lata de vir queixar-se de que se só vai receber 1300 euros de reforma por mês. Haja decoro!

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