Canalha que nem um canalha e estúpido que nem uma porta.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O indivíduo retratado na foto (foi o melhor que se conseguiu arranjar…) acaba de dar o final tiro no seu pedúnculo. Afirma que permaneceu na reunião da concertação social  e assinou a maior traição aos trabalhadores de que há memória, porque vozes, aparições, altos quadros do PCP lhe teriam sugerido que o fizesse.

Por outras palavras, quando era seu intento sair de um simulacro de negociação, bater com a porta a uma farsa, ficou na sala aprisionado do mau olhado do vermelhudo. – Madagáscar. Constantinopla.

Onde era seu projecto defender intransigentemente os direitos e interesses dos trabalhadores contra a ganância do capital e do governo que o serve, a sua mão contra si próprio se virou, guiada pelos desígnios da Grande Loja Táctica Soeiro Pereira Gomes 49(?). – Assina, João Avença, assina. Precisamos de seres abjectos como tu, para nos sentirmos altos quadros na comparação!

Ou melhor ainda! No momento em que, uma vez mais, encarnava o sempre difícil papel de secretário-geral da UGT e se preparava para representar a sua organização sindical na reunião da Concertação Social, o indivíduo acima representado, possuído pelo grande cornudo, falou e agiu segundo a orientação do controleiro. – Caga para a tua central sindical, marimba-te nos teus sindicatos, ouve o que te diz o camarada Lenine lá do Outro Mundo.

O indivíduo de que falamos, revolucionário como sempre o conhecemos, foi canalha por um dia, por que lhe disseram que era melhor assim. Ficou estúpido que nem uma porta, desde que o telefone vermelho lhe tocou à meia noite.

Ou então, não. Não é nada estúpido. São os jornalistas que são estúpidos. Ou melhor: estúpidos são os seus camaradas da UGT. Ou será que afinal são os trabalhadores em geral que são estúpidos?

Que resposta dar a estas perguntas? (Ah já sei: o estúpido sou eu.)

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