Lumumba 17 de Janeiro de 1961

Nesta data foi assassinado um dos dirigentes da independência da República do Congo, Patrice Lumumba. Poucos dias depois de tomar posse como primeiro-ministro aumentou os salários dos funcionários públicos todos, excepto do exército. Era um pan-africanista.Aqueles que acham que no movimento operário os dirigentes são irrelevantes, entre negristas e pseudo anarquistas, não conseguem explicar porque tantos milhares de dirigentes políticos, de greves e de partidos foram cirurgicamente mortos. 40 anos depois de assassinado provou-se sem qualquer dúvida que Lumumba tinha sido morto, e dois dos seus ministros, pelo governo belga e a CIA.
Tal como Amílcar Cabral, Lumumba faz parte do levantamento negro contra o colonialismo branco, ou seja, o capitalismo imperialista e racista. Como estamos também a falar de Portugal  e as palavras têm um som especial – tipo «o 25 de Abril foi uma revolução sem mortos», «brandos costumes», «as colónias davam prejuízos» e outras construções ideológicas da história liberal – é bom que se repita: imperialismo, capitalismo, racismo.

«Dead, living, free, or in prison on the orders of the colonialists, it is not I who counts. It is the Congo, it is our people for whom independence has been transformed into a cage where we are regarded from the outside… History will one day have its say, but it will not be the history that Brussels, Paris, Washington, or the United Nations will teach, but that which they will teach in the countries emancipated from colonialism and its puppets… a history of glory and dignity».

— Patrice Lumumba, October 1960

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