Eis o relatório do ICOMOS sobre a Barragem do Tua que Passos, Relvas e Viegas andaram a esconder durante 6 meses


Dantes, quem queria ver algo publicado, enviava-o a um jornal. Agora, enviam-no aos blogues. Significativo indicador da independência destes e da subserviência daqueles face aos poderes político e económico. Sinais dos tempos…
O Aventar publica hoje, em Inglês com tradução para Português, o relatório do ICOMOS / UNESCO sobre a Barragem do Tua. Arrasador é a palavra que me ocorre para caracterizar os impactos da construção da Barragem. E escolho apenas algumas passagens:

. A área de intervenção da Barragem afecta totalmente a Região do Douro Património Mundial.
. A construção da Barragem significaria um impacto muito grande na Região do Alto Douro Património Mundial que implicaria a perda do VEU (Valor Excepcional Universal) e sérias ameaças à sua autenticidade e integridade.
. Todas as outras estruturas, incluindo as linhas para o transporte de energia que não estão representadas nos projectos, têm um impacto muito negativo numa área classificada como Património Mundial.
. Medidas compensatórias, mesmo que tenham de ser revistas à luz do Plano de Gestão, não são o ponto mais importante, mas sim se a Barragem de Foz Tua deve ser construída de todo.

Tudo isto – destruição do Vale e da Linha do Tua, destruição do Douro Património Mundial, fim de uma fonte de turismo irrepetível, alteração das próprias características que fazem do Porto um vinho único – para produzir 0,6% da energia eléctrica do país e criar meia dúzia de empregos – o daqueles que a partir de Lisboa vão fazer a gestão da Barragem. Ah, claro, e para a EDP fazer um negócio de muitos milhões à custa de todos nós.

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