Longa vida ao camarada pai natal!

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TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
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6 Responses to Longa vida ao camarada pai natal!

  1. Ana Paula Fitas diz:

    :))… :)))

  2. a anarca diz:

    Paz ( )
    Muito bom 🙂

  3. montenegro diz:

    Nuno, Bom Natal – não deixas de ser um belissímo andróide – o Rogério têm algum blog? – informa pela “cifra”

  4. Rafael Ortega diz:

    Ta giro, sim senhor.

  5. João. diz:

    Este jingle representa bem, a meu ver, a essência das experiências concretas do comunismo até hoje, ou seja, temos de um lado o Déspota e do outro, subordinado, os particulares, enfim, e em resumo, o famoso modo de produção asiático que parece ser recorrente em todas essas experiências concretas mencionadas. Em certo sentido, o comunismo até hoje nunca foi pós-capitalista mas, na essência, pré-capitalista – daí talvez que as experiências até hoje tenham vindo a caír uma após a outra.

    O que falta, ou o que faltou, foi a dimensão da singularidade como oposição/contraposição à universalidade do Estado, do que resultou, objectivamente, que o Estado comunista de tipo soviético – nomeadamente o Estalinista, de que a Coreia do Norte é um sucedâneo, ou mesmo uma cópia – é um singular universal e nessa medida um poder despótico que se abate sobre os particulares, que é dizer, as pessoas. Como é singular e universal o Estado Comunista de matriz soviética – onde se inclui o próprio maoismo – aparece na particularidade, no domínio da existência particular, como uma voz de comando definida, demasiado definida, que impõe o plano central directamente. Como o plano central começa por ser uma abstracção, resulta da passagem directa da abstracção ao concreto a necessidade do terror, de abolir toda a oposição ao Universal. O problema é que o particular já é por natureza oposição ao universal de modo que a passagem directa do ditado do segundo à actualidade do primeiro terá de passar por uma abstracção violenta dessa diferença – violenta, no sentido de violentar a dimensão natural da oposição entre particular e universal.

    Este é, a meu ver, o problema que os antigos regimes marxistas não resolveram, ou resolveram pelo despotismo. Então temos o problema do comunismo de matriz soviética com a dimensão da singularidade. Esta dimensão, precisamente, que aparece subsumida no personagem principal do jingle – o déspota.

    A meu ver a singularidade deve mediar o Universal (o poder central, o bem comum) e o particular (o bem privado). Como mediador o singular participa de ambos os termos – o universal e o particular – de modo que não deve ser absorvido por nenhum deles. A absorção, ou a subsunção da singularidade pela particularidade resulta num atomismo social, no princípio do individualismo que é representado politicamente pelo neoliberalismo (lembro Thatcher: “não existe sociedade, só existem os indivíduos”); a subsunção do singular pelo universal, por seu turno, é representada pelo totalitarismo.

    Ou seja, como mediador, o singular deve ligar-se de um lado ao universal e de outro ao particular. O universal, no comunismo, é essencialmente o modo de produção e o particular o cidadão empírico. No cidadão empírico, no particular, encontramos o domínio da diversidade, no universal, o domínio da unidade, de modo que na singularidade devemos ser capazes de encontrar estes dois domínios reunidos, coisa que a meu ver se dá pela diversidade da universalidade, ou seja, pela diversidade de modos de produção – por ex. Estatal, Cooperativo e Privado (ou capitalista), sem que nenhum seja despótico.

    Com isto diria que a proposta comunista para o século XXI talvez devesse propor não um comunismo de particulares igualizados pelo planeamento central e pela propriedade Estatal, mas um comunismo de singulares, ou de formas diversas de produção e propriedade do capital – quer dizer a coexistência entre propriedade Estatal, Cooperativa e Capitalista. Só nesta coexistência e interrelação, sem despotismo de nenhuma sobre as outras, podem quer o cooperatismo primitivo, o despotismo feudal e o capitalismo moderno seram superados.

    Isto, como se vê, como posição de princípio, ou teórica – resta o mais difícil: o teste no concreto assim como uma Constituição que salvaguardasse a sociedade do despotismo de uma forma de produção sobre as demais.

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