“As consequências das informações que se seguem são da exclusiva responsabilidade dos intervenientes.”

O porta-voz da PSP, Paulo Flor, escreveu a um conjunto de jornalistas seleccionados para lhes dizer que o seu “contributo é essencial para que as medidas de coacção sejam o mais lesivas possíveis para os suspeitos”.

A carta, que começa com um fraterno “caros amigos de jornada”, constitui mais um episódio no descrédito absoluto em que caiu a Polícia de Segurança Pública e o Ministério da Administração Interna.

Ao pressionar os jornalistas a influenciar os magistrados, Paulo Flor tem que esclarecer a mando de quem escreveu aquela carta e o que estão a fazer por outras vias.

É urgente clarificar se ainda só perdemos a soberania política ou se a lei marcial já foi decretada, suspendendo o que restava de democracia para os que vão resistindo às ordens de Passos Coelho.

Se a demissão do Paulo Flor, do Guedes da Silva e do Miguel Macedo, não se consumar com mais esta barbaridade, e tudo se ficar por vagos processos disciplinares apenas no final da cadeia de comando, é melhor começarem a preparar-se para o que se adivinha, sob a sua total irresponsabilidade.

Rap egípcio, que o Miguel Macedo sabe bem árabe.

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