À atenção dos saudosos do terrorismo de Estado

Quem acha que impressiona os que ponderam a desobediência civil, a acção directa e o movimento de massas, com o vídeo da ridícula conferência de imprensa das FP25, que teve lugar algures entre a descoberta da sida e a música dos anos 80, só pode padecer de um problema de memória ou de manifesta falta de civilidade. Fosse a ensaísta uma humanista e estaria sobretudo preocupada com o que anda a “democracia” norte-americana a fazer com o soldado Bradley Manning, sujeito sabe-se lá a quê…

Manning, a preciosa fonte da WikiLeaks, é apenas mais uma das vítimas do terrorismo de Estado e infelizmente não é um caso isolado.

Os EUA e os seus mais íntimos aliados, o Reino Unido e Israel, têm um percurso de terror insuperável. Na América Latina, em África, no Médio Oriente, na Ásia, mas também na Europa e nos EUA, a Scotland Yard, a Mossad e a CIA esculpiram a ferro e fogo as lápides de centenas de milhares de pessoas. Estes crimes, feitos às nossas custas e dotados da poderosa máquina de guerra dos Estados, não só nunca foram julgados como a história dos ainda vencedores tem tratado de os absolver.

Em poucas décadas de dominação, a troika do terror foi interprete de alguns dos maiores actos de terrorismo que a humanidade assistiu, boa parte deles orquestrados a partir do pentágono e feitos com o dinheiro dos impostos dos trabalhadores.

Cuba, Guatemala, El Salvador, República Dominicana, Colômbia, Chile, Egipto, Vietname, Palestina, Iraque, Afeganistão, Índia, Paquistão, Irão, são apenas algumas das nações que viram os talibãs da ditadura financeira virar a sua barbárie contra a sua civilização.

Porque foi a América Central e Latina a mais castigada e porque é sobretudo dos EUA que nos chegam os melhores rebates de consciência, ficam dois vídeos fundamentais para que a Helena Matos um dia consiga sair da Idade Média.

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