Grupo Mello ataca as Finanças

Anarquistas extremistas atacaram sedes de finanças, garantem a PSP e a Valentina Marcelino, uma moça que trabalha para o SI..ops…para o DN, queria eu dizer. Fico claro surpreendida. A minha primeira reacção é que o Rui Tavares e o Cohn Bendit, os dois anarquistas mais famosos da nossa praça, estejam a ver o tacho em Bruxelas a ir por água abaixo com o Euro, e vai daí perderam a cabeça arremessando uns cocktails aos edifícios do Estado. Eu não sei mas a Valentina já está a investigar.

Eu não sou anarquista mas confesso que não tenho medo dos anarquistas, há um, daqueles a sério, que está entre os meus heróis – Boaventura Durruti. Já das Finanças tenho terror – cada vez que vem uma carta tremo. Pode ser antrax disfarçado da conta das portagens da Mota Engil, uma carta bomba com a factura do Hospital da Luz ou mesmo uma bomba-relógio que me trás os fundos de pensões da banca falidos. A mim, que não ando nas auto-estradas, só frequento hospitais públicos e pago a segurança social. O CADPP começou a investigar isto e vejam só, sem nenhuma auditoria, o que já descobrimos. Basta ir ao google:

«As parcerias público-privadas (PPP) rodoviárias só vão apresentar um saldo positivo para o Estado em 2039». Isto porque o Estado garantiu ao Grupo Melo e à Mota Engil, os concessionários das principais auto-estradas, o valor do dinheiro que cobram nas portagens mais o valor de todos os carros que lá passam, passem ou não passem.

O Serviço Nacional de Saúde (SNS) vai perder cerca de 600 milhões de euros em 2012 mas mais de metade do total do orçamento da saúde vai para os hospitais empresa.

Está em vista um acordo para transferir os fundos de pensões da banca para o sector público.

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