A greve geral só foi “PACÍFICA” para o João Proença e é ele, a polícia, o governo e a dívida que “DEVEM SER INVESTIGADOS”. Não pelos happenings, para os quais só o amarelo é irrelevante, nem por delito de opinião, uma vez que todos expressam a voz do dono.

Via CGTP

Trabalhadores e desempregados, sindicalistas e activistas do movimento social, garantiram o sucesso da paralisação na maior parte dos sectores estratégicos da economia (ver a elucidativa reportagem fotográfica do Público) e deram corpo à maior greve geral realizada em Portugal. Realizou-se também a primeira manifestação em dia de greve geral com dezenas de milhares de pessoas a marcharem até São Bento, onde se demonstrou que a articulação entre estas duas formas de luta não só foi possível como há muito tempo que era necessária.

Perante isto, os dois principais dirigentes desta greve secundarizam o abuso do poder e da força por parte da polícia e do governo face aos trabalhadores em luta na manifestação e nos piquetes, demarcaram-se da fatia de leão dos manifestantes que encheram as ruas de Lisboa e exigiram investigações, imagine-se, a quem originou a violência.

A conferência de imprensa de balanço das centrais sindicais é miserável, devia envergonhar os trabalhadores que as financiam, acordar os que nelas adormecem todas as suas esperanças e convencer definitivamente a parte da classe que tem consciência a romper com a UGT. Carvalho da Silva, pela legitimidade que dá a João Proença e João Proença pela legitimidade que dá à actuação da polícia, oferecem aqui um triste espectáculo, especialmente para os que se sentem representados por eles. Sabe-lhes bem que o risco de tumultos dê vantagem à mesa da concertação social, mas ao primeiro sobressalto fazem este disparate. A acrescentar à gravidade das declarações, mentem sem qualquer pudor. Carvalho da Silva sabe perfeitamente que a manifestação não acabou à hora que ele se foi embora e que atrás dos que saíram consigo chegaram mesmo muitos mais. João Proença, chefe supremo do sindicalismo assimilado, persiste no descaramento de falar em nome de um protesto para o qual sempre foi irrelevante.

O grande dia de luta que os trabalhadores e os desempregados interpretaram não é digno das palavras destes senhores que nem sequer foram capazes de esperar pelo fim da greve geral para merecer o aplauso caloroso do Miguel Relvas.

Não faltam, na imprensa e nas redes sociais, provas de que o João Proença devia ser investigado e que a violência começou na polícia, muitas horas antes das bastonadas, das detenções e dos espancamentos ocorridos às portas da Assembleia da República. Aqui ficam mais três:

Agente policial agride manifestantes pacificos fora das escadarias da Assembleia da República

Via Negócios

Dois agentes policiais impedem elemento do piquete de exercer o seu direito à greve

Fotografia partilhada pelo Miguel Tiago, deputado do PCP na Assembleia da República.

João Proença nas vésperas da Greve Geral. Vai uma auditoria à UGT?

Este artigo foi publicado em cinco dias and tagged , . Bookmark the permalink.

40 Responses to A greve geral só foi “PACÍFICA” para o João Proença e é ele, a polícia, o governo e a dívida que “DEVEM SER INVESTIGADOS”. Não pelos happenings, para os quais só o amarelo é irrelevante, nem por delito de opinião, uma vez que todos expressam a voz do dono.

  1. Pingback: Vão pró caralho |

  2. Pingback: Podem apagar o vídeo, proteger o trambolho e salvaguardar o extremista Miguel Macedo. Podem dizer que o alemão é anarquista, que a manifestação foi violenta ou que estava em causa a segurança nacional face a um homem que não ofereceu resistência.

  3. Pingback: Não importou sol ou sombra, camarotes ou barreiras, toureamos ombro a ombro… as feras. Ninguém nos levou ao engano, toureámos mano a mano e só nos causou dano… a espera. Com bandarilhas de esperança, estamos a afugentar a fera e queremos

Os comentários estão fechados.