Ser catedrático em economia serve para quê?

Gentilmente sugerido pela Gui

Um estudo da reputada London School of Economics e da Berlin’s Hertie School of Governance sobre o perfil dos ministros das Finanças de 27 países da União Europeia, desde 1973, chegou a um conjunto de correlações interessantes: quanto mais elevada a formação académica dos ministros das Finanças pior é são os resultados económicos. Surpresa das surpresas, Portugal e a Grécia têm o maior número de doutorados em economia na pasta das Finanças: 69% dos titulares gregos da pasta são doutorados nos mistérios da economia e 55% dos ministros da pasta portugueses tiveram a mesma sorte. Durante o mesmo período de tempo, o Reino Unido teve ZERO doutorados, da milagrosa ciência, nesses cargos. É de assinalar também o facto de tirando um pequeno precalço durantes 70 (acho que se chamava revolução), os ricos estão cada vez mais ricos em Portugal e os pobres cada vez mais pobres. Pode-se dizer que não há a mínima duvida que são preciso professores catedráticos de economia, uma espécie de cardeais da fé neoliberal, para continuar a espremer as pedrinhas da calçada.

Sobre Nuno Ramos de Almeida

TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
Este artigo foi publicado em cinco dias. Bookmark o permalink.

15 Responses to Ser catedrático em economia serve para quê?

  1. Pingback: Ser catedrático em economia serve para quê? (roubado ao 5dias.net) | A Troika

  2. Pingback: Sobre as elevadas qualificações dos nossos ministros das Finanças « APEDE

Os comentários estão fechados.