O SIS não lê o Spectrum e o Spectrum não lê o SIS

Via Party Program.

“A presidência do Conselho de Ministros está a preparar um plano de contingência para fazer frente a possíveis tumultos na sequência do agravamento da crise económica, soube o i. Os riscos de uma explosão social que possa vir a assumir contornos violentos estão a ser medidos pelo governo, numa altura em que a maioria dos observadores admite que a contestação pode disparar, à semelhança do que aconteceu na Grécia. O plano de contingência contempla o risco de alguns ministérios – nomeadamente os mais sensíveis numa época de austeridade, como as Finanças e a Economia ou a própria residência oficial do primeiro-ministro – poderem vir a ser barricados por manifestantes. A hipótese de que venha a ser impedida a entrada dos funcionários e membros do governo nas sedes dos ministérios também está considerada no plano de contingência do governo. Se isso vier a acontecer, o executivo está a arranjar planos B para que o trabalho normal do governo possa decorrer em outro lugar, sem prejuízo do trabalho normal. O governo não quer ser apanhado de surpresa relativamente a possíveis tumultos e está a preparar-se para a possibilidade de cortes de estradas e dos acessos a Lisboa, Porto e Braga. Os riscos estão a ser avaliados em função dos relatórios que têm sido feitos pela polícia e pelos serviços de informações. A existência de uma rede de telecomunicações alternativa aos telemóveis utilizados habitualmente pelos membros do governo e restante pessoal dos gabinetes também está contemplado no plano de contingência. (…) Num estudo feito pela Organização Internacional de Trabalho (OIT), Portugal estava entre os países do mundo com risco mais elevado de “tumultos sociais”, em consequência dos sacrifícios impostos pela crise e pelo desemprego. Além de Portugal, há outros seis países europeus com risco elevado: Grécia, Espanha, França, Estónia, Eslovénia e Irlanda. Em todos estes países, mais de 70% dos inquiridos pela Organização Internacional do Trabalho estão descontentes com a situação laboral.”

No i.

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