Preparação de uma Greve Geral: os protagonistas, os lugares, as tarefas, os plenários. Nem sós, nem isolados, nem escondidos. Das razões porque devem os trabalhadores CONTRATADOS fazer a greve no seu local de trabalho e todos os outros devem tomar a rua, a palavra e o futuro.

O Pedro não tem razão nem aqui nem aqui. A greve geral, para ser efectivamente geral, não deve ser apenas protagonizada pelos trabalhadores sindicalizados. Precários e desempregados não podem ou não têm local de trabalho onde fazer piquete mas não devem ser menos protagonistas por isso. A organização de manifestações, de concentrações e porque não também de actos de sabotagem, são ferramentas tão legítimas numa greve geral como um piquete de greve. Um trabalhador a recibo verde, sem qualquer direito, deve fazer greve no seu local de trabalho, colocando em risco o seu posto e a sua sobrevivência? E um desempregado, deve ficar em casa, confiando à central sindical todas as tarefas?

A CGTP, ao contrário de toda a tradição sindical internacional, não tem concebido manifestações em dia de greve. É uma opção legítima mas errada. Exclui centenas, senão milhares, de trabalhadores e desempregados que querem juntar-se a esta jornada de protesto. Para justificar a sua opção os companheiros não devem procurar ver nas formas de luta alternativas um perigoso movimento, de índole esquerdista, mas a salutar declinação e disseminação das formas de luta.

No dia 24, à falta de local de trabalho que te permita estar no piquete, usa e abusa da iniciativa política. Participa na Manifestação e na Assembleia Popular. A Greve Geral somos todos nós.

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