QUERES ROUBADO? TOMA! Bovino Miranda, o que é preciso é suspender a dívida, não a democracia. Ou pelo menos que a pague quem ficou com as mais-valias.

A história, caro Miranda, teria que ser contada assim: 3 homens foram jantar fora. Entre todos tinham 7,52€, sendo que um deles tinha 2 cêntimos, outro 50 e o terceiro o resto. Enquanto os dois mais pobres, em função do preçário, abandonaram o restaurante, o mais rico apressou-se a escolher lagosta e vinho. Como era um caloteiro conhecido, o dono do restaurante pediu pagamento antecipado: 40€. Para o pagar o homem que tinha os 7€ apressou-se a dividir a conta em três partes iguais e a dizer ao empregado que os seus amigos voltariam em breve para pagar a dívida remanescente. Com a crise, o amigo mais pobre está desempregado, o do meio ficou precário e perdeu o pouco poder de compra que lhe permitia chegar aos aperitivos e o amigo caloteiro acabou na bancarrota mas ainda assim sem perder o recurso ao crédito, ao vinho e à lagosta. O dono do restaurante viu o seu espaço comercial ser hipotecado e a banca, que era credora de todos eles, enviou a conta ao Estado para que todos nós a paguemos, sem sequer ter direito a ver a factura.

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