Cá se vai andando com a cabeça entre as orelhas

Numa entrevista ao dinheiro vivo, Dias Loureiro terá afirmado: “a minha contribuição, a minha taxa de solidariedade é paga através dos meus impostos e dos impostos das minhas empresas“. Ora esta afirmação é particularmente risível quando se constatou, no âmbito da investigação sobre o BPN, que o anterior Conselheiro de Estado convidado por Cavaco não tinha bens em sua posse.
Através da mesma publicação online ficamos também a saber que Jorge Coelhoaplica” a sua subvenção estatal em instituições de solidariedade social. “Aplica”, curiosa expressão para solidariedade. Que instituições de solidariedade social serão estas em que se “aplica” dinheiro?
Entretanto o inenarrável Ricardo Rodrigues foi nomeado para o Conselho Geral do Centro Estudos Judiciários pela Assembleia da República.

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2 respostas a Cá se vai andando com a cabeça entre as orelhas

  1. Marito diz:

    Ó Jorge, a gente até acredita, mas diz lá só duas das instituições em que “aplicas” (neste caso sem retorno, não confundas com PPP`s, ok?) o tal de subsídio?

    Para ti, ó Dias, diz lá à gente (baixinho) onde estão e quais são essas “tuas” empresas? E já agora, eu que também pago os meus impostos e tenho os meus empregados, não poderia receber esse tal de subsídio?

    Para ambos, sabeis que mais? Ide … merda, esqueci-me das palavras, mas vós imaginais? Não? Telefonai-me, então.

  2. Daniel Nicola diz:

    o Dias diz e é certo que dá trabalho, pelo menos à justiça, o que não é igual a criar emprego, o Jorge deve ter “aplicado” a esmola estatal na benemérita e insuspeita FUNDAÇÃO MANUEL ANTÓNIO DA MOTA (não há magnata que se preze que hoje não tenha a sua fundaçãozinha para ajudar os pobres – uma espécie de lavandaria), o Ricardo foi para o Conselho não para os dar mas sim para os receber, estudos judiciários claro, e olhando para a peça bem que precisa

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