Descapitalizar o trabalhador, para capitalizar o banqueiro

Hoje ficámos (outra vez) mais pobres. Já cheira a novos cortes ainda antes do fim do ano. Nos próximos tempos vamos dar ainda mais dinheiro à banca privada. Acresce que, na conferência de imprensa, o primeiro ministro garantiu aos banqueiros que o Estado nada exigirá e que poderão continuar o regabofe. Segundo o próprio, o Estado poderá entrar como accionista, mas terá um comportamento “passivo”.

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8 respostas a Descapitalizar o trabalhador, para capitalizar o banqueiro

  1. ´De diz:

    Uma vista de olhos por este artigo…
    http://www.avante.pt/pt/1977/europa/116712/

  2. Tiro ao Alvo diz:

    Amigo, está a falar do que não sabe. Estude melhor o assunto e depois diga de sua justiça. Antes não. Também pode pedir ajuda a quem sabe.
    Para já digo-lhe só isto: a questão é esta:; os Bancos portugueses, na sua maioria, não querem recorrer ao empréstimo da Troica. Por que será?

    • Tiago Mota Saraiva diz:

      Amigo, é fácil disparar sem argumento. Para já digo-lhe só isto: os bancos têm receio que o Estado intervenha sobre o regabofe. Entretanto, Passos já os tranquilizou. Pagamos a conta mas a galhofa contará com a passividade do Estado: http://www.agenciafinanceira.iol.pt/financas/passos-coelho-banca-bancos-cimeira-recapitalizacao-bruxelas/1291980-1729.html
      Amigo, vai uma aposta como assim os bancos já não vêm obstáculos para a entrada dos milhões?

      • Gentleman diz:

        Os bancos foram os principais financiadores do regabofe do Estado nos anos que passaram. Regabofe — convém não esquecer — contra o qual a Esquerda Radical nunca se insurgiu. Antes pelo contrário. Se algumas críticas a Esquerda Radical, estas foram sempre sobre o “reduzido investimento público”, “na falta de apoios”, etc. Ou seja, se tivéssemos ido na conversa da Esquerda Radical, a esta hora estaríamos ainda muito mais endividados.

        • De diz:

          Com um pedido de desculpas a quem escreve o post,permita-se-me que aconselhe este Gentleman a ir “dar banho ao cão”.
          Este paleio de neo-liberal em vias de transformação pseudo-crítica em função do descalabro que este governo fantoche está a conduzir-nos, começa a cansar.
          Todos sabem o conluio desavergonhado do nosso poder político com o poder financeiro.Todos sabem o papel subserviente que o nosso bloco central de interesses teve face à banca.Todos sabem como Cavaco ou Durão Barroso ou Sócrates ou Passos Coelho governaram ou governam.Todos sabem as miseráveis e inconcebíveis regalias que a banca tinha (e tem),desde a tributação fiscal até ao perdão de dívidas.Todos também se lembram de ver ainda agora um anafado banqueiro ser recebido por Passos Coelho no dia da decisão ministerial do roubo de salários.
          Todos sabem que tudo o que se tem passado em Portugal mais não é que a “economia de mercado a funcionar” de acordo com as posições do nosso poder político subalternas, veneradas e obrigadas aquela.
          E da promiscuidade terrível,cúmplice,corrupta entre o poder político e o poder económico.E dos conluios mafiosos e putrefactos entre o privado e o público.
          Vir agora este com a conversa mole da “esquerda radical” e da banca não é só poeira para os olhos.É desonestidade pura e dura
          “Se tivéssemos ido na conversa da esquerda radical” diz Gentleman…(gostam de facto muito dos chavões, que aprendem sabe-se lá onde) não teríamos chegado ao ponto em que estamos.Não teríamos de facto tido de aturar o caso BPN, banco laranja que hoje todos estamos a pagar,nem da sua duvidosa socialização de prejuízos sob a batuta de Cavaco e Sócrates;nem teríamos o caso BPP;nem o descalabro da nossa actividade produtiva,nem a hipoteca da nossa soberania,nem a nossa ruína económica,nem a nossa aventura furada neste euro ao serviço da Alemanha.
          Há quem tenha a memória curta?
          Não,há quem pense que os outros têm a memória curta
          Vamos sim nacionalizar o poder financeiro.
          Para acabar com esta hipocrisia também.Mas sobretudo para colocar a economia a funcionar.Ao serviço dos portugueses e não dos exploradores

      • Tiro ao Alvo diz:

        Amigo, os nossos banqueiros não acreditam, nem deixam de acreditar no políticos. Eles têm é medo da troica, o mesmo é dizer dos credores. É aí que está o nó do problema. Informe-se.

      • rosinha diz:

        Exacto. O Santos Ferreira já veio dizer que o BCP pondera “aceitar” um pacotezinho.
        Enojou-me a subserviência de Passos Coelho perante a Banca.

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