Ataque nazi em São Bento é espúrio e deve ser denunciado [actualizado com comunicado do 15O]

“Um grupo de uma dezena de neo-nazis atacou esta madrugada os activistas que se mantêm em vigília frente à Assembleia da República, em S. Bento. A intervenção da polícia, a pedido dos activistas, impediu consequências mais graves.
… O ataque fascista aconteceu cerca das 00h50 e foi precedido da passagem de um carro com cerca de quatro a cinco neo-nazis que gritaram palavras de ordem, insultos e um deles pela janela do carro fez a saudação fascista.
Cerca de 15 minutos depois, um grupo de uma dezena de provocadores aproximaram-se do local da vigília e começaram a arrancar e rasgar cartazes, proferindo insultos e ameaças, entrando no espaço aos pontapés em alguns dos pertences dos companheiros que ali permanecem desde o passado sábado, Por sorte, não atingiram nenhum dos activistas que ali estavam sentados ou deitados a conversar.
Aos gritos de socorro de algumas das vítimas, agentes da PSP desceram desde a AR e perseguiram os arruaceiros que, quando viram a chegada da polícia, tentaram escapar. Cercados, três dos cabecilhas foram identificados pelos agentes e nem a presença destes os impediu de continuarem com os insultos, ameaças e saudações fascistas.”
Relato presencial publicado no Indymedia.
Também no Público.

Pessoalmente sempre entendi que no actual contexto político manter uma acampada em frente a São Bento não era a melhor forma de continuar a luta. Independentemente disso, e porque não é hora nem de bater com a mão no peito nem de ficar em cima do muro, estou totalmente solidário com os activistas do movimento “Ocupar Lisboa” que foram vítimas de um ataque cobarde às mãos da extrema-direita, o exército de reserva do capitalismo financeiro.

A resposta ao ataque deve ser colectiva. Amanhã, participa na reunião plenária do 15O.

Repúdio à violência

Cidadãos pacíficos em vigília em frente ao Parlamento agredidos esta madrugada

Perante os episódios de violência ocorridos esta madrugada sobre os cidadãos pacíficos que se mantêm em frente à Assembleia da República desde sábado, auto denominados ‘Movimento Ocupar Lisboa – Acampados de S. Bento’, a plataforma organizadora da manifestação internacional do passado 15 de Outubro vem deixar claro que repudia veementemente qualquer acto de agressão sobre os activistas e manifesta-lhes toda a sua solidariedade.

Conforme denuncia o ‘Ocupar Lisboa – Acampados de São Bento’ o ataque foi levado a cabo por uma milícia de extrema-direita, expressão política que além dos actos concretos que condenamos, merece a nossa mais profunda repulsa e combate político.

No céu cinzento sob o astro mudo
Batendo as asas Pela noite calada
Vêm em bandos Com pés veludo
Chupar o sangue Fresco da manada

… Se alguém se engana com seu ar sisudo
E lhes franqueia As portas à chegada
Eles comem tudo Eles comem tudo
Eles comem tudo E não deixam nada [Bis]

A toda a parte Chegam os vampiros
Poisam nos prédios Poisam nas calçadas
Trazem no ventre Despojos antigos
Mas nada os prende Às vidas acabadas

São os mordomos Do universo todo
Senhores à força Mandadores sem lei
Enchem as tulhas Bebem vinho novo
Dançam a ronda No pinhal do rei

Eles comem tudo Eles comem tudo
Eles comem tudo E não deixam nada

No chão do medo Tombam os vencidos
Ouvem-se os gritos Na noite abafada
Jazem nos fossos Vítimas dum credo
E não se esgota O sangue da manada

Se alguém se engana Com seu ar sisudo
E lhe franqueia As portas à chegada
Eles comem tudo Eles comem tudo
Eles comem tudo E não deixam nada

Cuando canta el gallo negro
es que ya se acaba el día.
Si catara el gallo rojo,
otro gallo cantaría

¡Ay! Si es que yo miento,
que el cantar de mi canto
lo borre el viento

¡Ay! Que desencanto,
si me borrara el viento
lo que yo canto.

Se encontraron en la arena
los dos gallos frente a frente.
El gallo negro era grande,
pero el rojo era valiente.

¡Ay! Si es que yo miento,
que el cantar de mi canto
lo borre el viento

Se miraron cara a cara
y atacó el negro primero.
El gallo rojo es valiente,
pero el negro es traicionero.

¡Ay! Si es que yo miento,
que el cantar de mi canto
lo borre el viento

Gallo negro, gallo negro,
gallo negro te lo advierto:
no se rinde un gallo rojo
más que cuando está ya muerto.

¡Ay! Si es que yo miento,
que el cantar de mi canto
lo borre el viento

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