OE2012, em síntese

Facilitar a balda como o PS gostava de ter feito, isentar os especuladores estrangeiros como o FMI exige, acabar com o poder autárquico democraticamente eleito e  transformar o pobre em miserável.

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4 respostas a OE2012, em síntese

  1. job diz:

    E há que ajudar o Isaltino e outros fumadores do bom charuto e cigarrilha.
    O IVA para estes produtos de tabaco será de 15%

    Quanto ao tabaco “normal” passará a 50% e quanto ao tabaco de enrolar dá-se a curiosidade de apesar de subir para 61.74%, o governo especifica que o aumento nunca poderá ser inferior a 0.075 por grama, o que tendo por base uma das marcas mais baratas no mercado em que um pacote de 25 gramas custa 2.40 eur, o aumento será para quase 80% de carga fiscal.

    Não querendo criticar a carga fiscal sobre estes produtos (embora uma carga fiscal tão elevada seja de criticar em qualquer produto) parece-me evidente que a diferença do IVA no vários produtos de tabaco deve ser relevada.

    Contudo, parece ser de revoltar a comparação do IVA nos charutos e cigarrilhas (15%) com o IVA aplicado á água engarrafa, latas de conserva e outros produtos básicos que serão taxados a 23%.

    O estado sempre na vanguarda da proteção dos ricos.

    http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=512635

  2. De diz:

    http://economia.publico.pt/Noticia/reaccoes-ao-oe-2012-1516985
    “Bernardino Soares destacou ainda a introdução de um “agravamento da desigualdade social”, com o corte nas prestações sociais a ser superior a dois mil milhões de euros, dez vezes mais do que os 200 milhões previstos para o programa de emergência social.

    Por outro lado, acrescentou o líder da bancada do PCP, ao mesmo tempo está inscrita uma despesa fiscal de cerca de mil e 200 milhões de euros com o ‘off-shore’ na Madeira.

    “Isto demonstra bem aquilo que é a política deste Governo: carregar sobre os trabalhadores, sobre a generalidade do povo português, sobre os reformados que vão ver as suas pensões congeladas na esmagadora maioria dos casos e os subsídios cortados em muitas situações. E, ao mesmo tempo, manter uma benesse importantíssima para o setor financeiro”, insistiu.

  3. Beatriz Tavares diz:

    Tiago,

    Algumas precisões relativamente do Diário Económico e aos artigos para os quais remetes:
    O artigo sobre a isenção de visto prévio do Tribunal de Contas para contratos cuja despesa é inferior a 350 mil euros, é no essencial um disparate pegado. Há muitos e muitos anos, décadas mesmo, que está prevista na lei a isenção de visto prévio para despesa inferiores a um determinado montante. Esse montante era fixado a partir da tabela salarial da função pública. Correspondia a 1000 vezes o índice 100 da tabela. As leis que remetiam para essa tabela não foram alteradas mas a tabela deixou de existir por força da alteração das leis de trabalho da função pública. Certamente que já ouvistes falar no fim dos quadros de pessoal, etc…Assim, o montante abaixo do qual os contratos de despesa estão isentos de visto prévio, passou a ser fixado no orçamento de Estado. Corresponde essencialmente ao mesmo valor da extinta tabela…O que acontecia era que dantes os jornalistas não reparavam na portaria que fixava este montante e agora passaram a reparar…E a polémica em torno do montante abaixo do qual vigora a isenção de visto prévio também não foi bem aquela retratada na notícia…Há que desconfiar de muitos artigos publicados nesse jornal….

    Quanto ao ataque ao poder autárquico democrático, o mais grave ataque previsto por este governo está na alteração das leis eleitorais e na reforma adminstrativa do Estado prevista num Livro Verde do Relvas e que está a ser negociada com o PS…É para aí que fale a pena virar as baterias…

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