O problema das rendas

O congelamento das rendas decretado por Salazar (não foi o único nem o primeiro) estava muito longe da perspectiva humanista que hoje lhe é atribuída. Com o final da IIGG, o regime tinha de assegurar que não se daria um levantamento popular. O congelamento das rendas permitia manter uma certa paz sem aumentar salários e sem beliscar os lucros da grande burguesia, que não provinham do arrendamento.

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Uma resposta a O problema das rendas

  1. Vitor Ribeiro diz:

    Reabilitação urbana? Onde? Aquilo que nos últimos anos os sucessivos (des)governos têm anunciado com pompa e circunstância como ‘reabilitação urbana’ mais não são que formas (mais ou menos) bem encapotadas de… destruição de património urbano. Infelizmente, o caso exemplar de Guimarães não fez escola (como devia, e faria em qualquer país minimamente civilizado, culto e inteligente) e, entre uma ou outra intervenção pontual mais apurada, o que tem vingado é o puro fachadismo bacoco (veja-se, a esse propósito, o que está a acontecer na cada vez menos invicta cidade do Porto, carago!)
    Quanto às rendas, é como diz. E venha o RAU que vier, sem uma forte penalização dos devolutos e das segundas (e terceiras e…) habitações e sem um política de solos que combata eficazmente a especulação, fazendo reverter as mais valias decorrentes da classificação de uso do solo a favor do erário público, isto tudo não passa de mais areia para os olhos do pacóvio.

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