O estalinista é o Mário Nogueira, não o Tiago. Está na hora de fazer como no Egipto, na Grécia ou nos EUA. Entre amarelos e “vanguardas trauliteiras”, escolho!

Longe de ter qualquer simpatia relativamente às viúvas de Sócrates, não creio que se deva aproveitar o seu rancor para amnistiar o Mário Nogueira. Importa pouco que o dirigente da FENPROF, putativo candidato à secessão  sucessão de Carvalho da Silva à frente dos desígnios da CGTP, inaugure sedes na presença de alguns dos maiores pulhas da política nacional. Eu não o faria, o Vítor Dias pelos vistos também não, mas o facto de aceitar Alberto João como mestre de cerimónia, por pior que fique na fotografia, não é suficiente para se tirar conclusões sobre a sua melhor ou pior capacidade de defender os interesses de classe.

Em sentido inverso, a sua fobia face à unidade das lutas entre os diferentes sectores da sociedade, a sua apetência para negociar o inegociável e para alinhar no memorando de entendimento quando estavam 150 mil nas ruas, a sua alergia às manifestações internacionais que têm encontro marcado no dia 15 de Outubro e o seu silêncio quando professores desempregados ocupam o Ministério da Educação, isso sim é significativo. Mário Nogueira tem demasiados anos e desenganos à frente da FENPROF para que se simpatize  com a ideia de o ter como representante de todos os trabalhadores. Entre um Carvalho da Silva que ainda não perdeu a esperança no Partido Socialista e um Mário Nogueira que nunca terá esperança à sua esquerda, o melhor mesmo é não ficarmos reféns de jardineiros de ilusões.

A uma semana da manifestação mundial e da assembleia popular marcada para as portas da República, ainda não perdi a esperança de ver o movimento sindical mudar de rumo. Que bonito era ver o secretário-geral da CGTP a anunciar uma greve geral de megafone em punho. Assim fizeram os sindicatos do Suez, na revolução egípcia, assim se está a fazer na Grécia e assim estão a fazer os mais combativos sindicatos de Nova Iorque, entregando a factura da dívida aos milionários de Wall Street.

Não está na hora de lutarmos juntos e de voltar a fazer a luta toda?

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