E o estalinista sou eu…

Acho graça às viúvas de Sócrates (direitos do NRA) que cobram ao PCP o facto de Mário Nogueira ter estado presente na inauguração da nova Sede e Centro de Formação do Sindicato dos Professores da Madeira ou de não ter espetado uma valente murraça nas trombas de Passos Coelho, salvo erro, em Coimbra.
Na cabeça desta gente, o PCP devia impedir aquele militante comunista de exercer a sua actividade enquanto secretário-geral da FENPROF, transformando-o numa vanguarda trauliteira. O secretário-geral da FENPROF, para cada acto público em que pensasse representar os professores, devia solicitar permissão ao Comité Central. Na sequência da qual os camaradas deviam reunir para apreciar os prós e contras (para o partido!) da sua participação.
Se assim não suceder,  as viúvas de Sócrates, vão sempre choramingar que a oposição do sindicato dos professores é mais fraquinha com este governo do que era com o seu, ainda que o seu sindicato se deite todos os dias com o que fingem ser o inimigo.

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33 respostas a E o estalinista sou eu…

  1. De diz:

    Tiago Mota Saraiva:
    Clap,clap,clap
    No alvo…das viúvas de Sócrates e não só

  2. Pisca diz:

    Proponho com carácter de urgência que em qualquer acto publico um Quadro ou simples militante do PCP, apareça de fato-macaco (modelo 1950), de boina, farto bigode, com a lancheira na mão, em alternativa pode ser de guarda-pó com o lápis atrás da orelha

    Se recuse a cumprimentar seja quem for, que não tenha na lapela o emblema do PCP

    Estará lá apenas para vincar a presença da classe operária

    Apenas e aceitam cumprimentos ao Camarada Abel, J.P.Pereira e ao ideologo J.M.Fernandes, faróis do desenvolvimento da luta do operariado

  3. Tiago diz:

    AJJ e Mário Nogueira são faces da mesma moeda. O poder e o sindicalismo de mãos dadas, no pior exemplo do que o homem é capaz de fazer em democracia. Por mais legislação que seja produzida para não permitir abusos de posição, pessoas com pouca, ou nenhuma, formação democrática, conseguem furar o sistema em beneficio próprio. O caso de Mário Nogueira é ainda mais perverso que do miserável da Madeira. Um sindicato serve, no principio e no fim, para defender uma classe profissional e isso inclui a sua dignificação. Não defender no sentido de a isolar perante a sociedade, como um orgão acéfalo, não pensante e com caracteristicas de rebanho, onde o único objectivo é a sustentação de uma situação anormal, mesmo sendo essa posição conpletamente irresponsável e singular. A forma como foi realizada a avaliação dos professores na Madeira representa o que pode acontecer quando dos dois lados se encontram pessoas cujo objectivo não está inserido nas competências do lugar que ocupam, mas sim utilizar o privilégio da posição que ocupam para alcançar os fins que a sua ambição pessoal lhes determina. Só num sindicato sem regra e sem lei se admite que seja aceite uma avaliação por decreto. Isto não é defender uma classe, é antes torná-la apenas um instrumento de projectos pessoais. A classe assim “defendida” devia manifestar o seu desacordo por tal posição. Mas não, nada ouvimos nem nada vemos. A única altura em se se manifestam é apenas quando recebem a ordem a reunir de Mário Nogueira, que utiliza a maquina do seu partido (os cães de guarda) para juntar os professores (o rebanho). A presença de Mário Nogueira numa qualquer inauguração do AJJ mostra de que cepa é feito o lider da Fenprof.

    • Jorge Feliciano diz:

      eu por acaso não concordo. acho é que o alberto joão jardim, ao vergar-se à presença do Mário Nogueira, apenas demonstra que é um comunista, defensor da ultrapassada ideia da luta de classes. estou desiludido, um homem como o AJJJ devia recusar-se a estar em actos públicos com gente de estirpe marxista leninista.

  4. Bravo. Não poderia estar mais de acordo.

  5. Dédé diz:

    Quanto a Mário Nogueira até podia ter ido apoiar Jardim a um comício do PSD, mas já me parece questionável ver um Sindicato envolvido, pelos seus dirigentes, na campanha eleitoral de Jardim.
    JARDIM EM CAMPANHA COM NOGUEIRA AO LADO Ainda se fosse num comício do PSD, mas na sede do Sindicato?

    É que sobre as inaugurações em período de campanha eleitoral subscrevo na integra o que diz o Vítor Dias, aqui:
    http://otempodascerejas2.blogspot.com/2011/10/eleicoes-na-madeira.html

    • Vítor Dias diz:

      Suponho que há aqui uma pequena, e talvez não inocente, confusão.
      É que, naquele caso, se alguém inaugurou alguma coisa – uma sede do Sindicato dos Prof. foi o Mário Nogueira e não Alberto João Jardim.

      O que pode restar é a que título AJJardim lá estava, se por se ter pendurado , se por ter sido convidado como representante do Governo regional. Mas isso, discutivel provavelmente, já é muito diferente dessa desonestidade que é colocar Mário Nogueira nas inaugurações de Jardim.

      • Tiago diz:

        Desonestidade?
        Fenprof é contra qualquer mudança no sistema de avaliação. AJJ “avalia” os professores da Madeira por decreto.
        Não há qq reacção a contestar tal “avaliação” da Fenprof
        Fenprof marca inauguração de sede na Madeira em plena campanha eleitoral para a assembleia regional.
        AJJ presente na inauguração ao lado de Nogueira.
        Nogueira, sempre tão disponível para falar aos jornalistas, desta vez foge, atrapalhado.
        E então ainda acredita em almoços grátis?
        Fale com o candidato madeirense do seu partido e depois diga-nos qual foi a opinião dele.

      • Dédé diz:

        Sugiro que leia com mais atenção o que escrevi. É que por lá não se fala quem inaugurou o quê mas que “Alberto João Jardim e Mário Nogueira discursam lado a lado na inauguração da sede do Sindicato dos Professores da Madeira”.

        E não há no post qualquer confusão sobre quem convidou quem, está lá um link que nos diz que foi tudo combinado com antecedência entre as partes.

        Será que se por ter sido convidado, ou se ter feito convidar, sei lá, a participação de Jardim numa inauguração em período de campanha eleitoral deixa de ser uma “ostensiva violação de uma dos mais sagrados príncipios da legislação eleitoral que é o que prescreve a exigência de isenção e imparcialidade dos poderes públicos em relação às diversas candidaturas”?

        Quanto a quem cabe a “desonestidade que é colocar Mário Nogueira nas inaugurações de Jardim”, o melhor é perguntar a Mário Nogueira quem é que o colocou lá, eu não fui de certeza. Limitei-me a mostrar a fotografia em que estão lado a lado.

  6. Meu caro Tiago,
    Gastar palavras tão sábias com as viúvas de Sócrates é uma perda de tempo…

    A Luta Continua!

  7. Augusto diz:

    Tiago Mota Saraiva, há dois tipos de cidadãos, os carreiristas, difarçados de comunistas, e os cidadãos livres , que prezam acima de tudo a sua liberdade de pensamento.

    Não sou viuva de Socrates, mas sei bem ver até onde chega o OPORTUNISMO.

    Mario Nogueira em plena campanha eleitoral , ao lado de Alberto João Jardim, é não só ABERRANTE, como prova que este senhor não tem a espinha dorsal no sitio.

    Gostava de saber com que cara o Jeronimo de Sousa , hoje se dirigiu aos portugueses da Madeira.

    Mas se calhar para ele o assunto não tem relevância.

    E o que pensam os professores da Madeira , que sabem bem o preço de ser um sindicalista livre na região.

    E o povo de esquerda , que durante 30 anos tem resistido , com que dificuldades , ao polvo jardinista.

    Sinceramente caro Tiago tenho pena, que tenha sido capaz ter escrito o que escreveu.

    Mas estamos sempre a aprender.

    • De diz:

      Parece que só há dois tipos de cidadãos…os comunistas carreiristas e os cidadãos livres.Perante tal começo percebe-se que é difícil entrar no pensamento de quem assim escreve.Mas é exemplar a forma como Augusto vê o mundo.Está apanhado literalmente pela sua doentia obsessão.O rapaz até se esquece dos Sócrates,dos Coelhos,dos Cavacos…
      Dá ideia que o autor da frase quer sobretudo tecer comentários assim para o palanque.
      Dá ideia que a divisão do mundo para quem escreve a frase se situa no polo que passa pelo umbigo do Augusto e passa em linha directa nalgum objectivo mais obscuro do dito Augusto.
      Parece que Augusto não gosta da liberdade de pensamento de Nogueira.O que se lastima,da parte de alguém que apregoa tantas virtudes.
      Continua a achar aberrante uma coisa.Di-lo de uma forma um pouco histérica.Fala até em Jerónimo de Sousa.E faz questão em sublinhar o facto, como se o alfa e o omega da sua vida se resumisse a tal facto.
      A veia estalinista corre-lhe por baixo das veias,imitando assim outros grandes “educadores”.Nogueira foi visto numa inauguração da sede do sindicato dos professores ao lado de Jardim.A sua presença é óbvia,a inauguração estava marcada antes da marcação de qualquer eleição…Augusto queria não só aberrantemente que as funções sindicais se diluíssem de acordo com o seu pequeno programa político,como também que chovessem sanções de Jerónimo sobre quem não seguisse a doutrina eleitoralista de Augusto.
      Começa-se assim a perceber que a divisão dos cidadãos pelo Augusto é apenas fruto de outros interesses.O interesse de reduzir o mundo a um caso sem qualquer importância e o interesse em falar sempre e tão só do PCP.
      Poder-se-ia imputar agora a Augusto o termo oportunista,outra palavra que usa para tentar fazer parecer sério o seu discurso.
      Poder-se-ia apelidar de viúva de Sócrates,dadas as semelhanças histriónicas entre tal grupo e Augusto.
      Não me interessa isso agora
      A Madeira,o povo,os sindicalistas sabem a exacta medida de tais acontecimentos. Infelizmente outros valores mais altos se levantam.Este caso é paradigmático da vacuidade(infelizmente) de alguns,que olham para o que se passa à sua volta com a compreensão embotada pela partidarite aguda e para a pequena luta paralela e inconsequente que preferem.
      Preferem dar “caneladas” a consequentemente contribuírem para algo mais sério?
      É pena.Assim não vão lá

  8. viuva de Platão diz:

    Ontem, Candida Ventura, Cansado Gonçalves e Velez Grilo

    Hoje, Tiago Mota Saraiva, Bruno Carvalho e Mario Nogueira

    Nada se perde , nada se cria, tudo se repete…..

  9. julio diz:

    ALGUÉM ME EXPLICA COMO PODE ISTO SER VERDADE EM PLENO SECULO XXI????

    http://ruadajudiaria.com/:

    Marinho Pinto exige reabilitação de militar judeu
    O bastonário da Ordem dos Advogados exigiu em Trancoso a reabilitação de Barros Basto, um oficial que em 1937 foi “separado” do exército português por ser judeu. Sem salário e sem direito a assistência social, o militar vítima do antissemitismo da instituição militar, acabaria por morrer na miséria em 1961.
    “Esta sentença é uma ignomínia a que a Assembleia da Republica deve pôr cobro. Todos nos devemos sentir sefarditas, judeus, até que seja feita justiça ao capitão Barros Bastos”, afirmou Marinho Pinto a propósito da decisão de 1937 do exército português, até hoje nunca revogada, de o afastar da instituição militar, “sem direito algum, nem sequer a um processo justo”. Estas declarações do bastonário da Ordem dos Advogados foram feitas durante a sua intervenção, como convidado, no Convento dos Frades, em Trancoso, no âmbito do II Festival Internacional da Memória Sefardita que decorreu entre 18 e 21 de Setembro em Belmonte, Guarda e Trancoso. Marinho Pinto, que fez questão de frisar ser agnóstico mas defensor acérrimo da liberdade de culto, “explicou” o facto de “74 anos depois da infame decisão”, o capitão Barros Bastos ainda não ter sido reabilitado: “porque a Inquisição subsiste ainda em Portugal”.
    O bastonário, conterrâneo do capitão que o Exercito considerou “imoral” – ambos nasceram em Amarante -, manifestou a sua “inteira disponibilidade, como bastonário dos advogados e como cidadão” para “lutar que justiça lhe seja feita”. Este caso “é uma vergonha para Portugal”, um país que, onde, “ainda hoje”, disse Marinho Pinto, “nem todas as religiões têm os mesmos direitos e as mesmas garantias”.

  10. João diz:

    Não faço ideia de como Mário Nogueira foi parar a tal vespeiro, mas a ideia de inaugurar a sede em plena campanha eleitoral é, no mínimo, desastrada. Estavam à espera de quê?

  11. O Rural diz:

    Houve sindicalistas tão imorais, todos estes anos, como foram os banqueiros e empreiteiros e os Jardins e outros afins.

    Esses sindicatos imorais e depravados foram os sindicatos dos professores e dos bancários, estes durante as nacionalizações e re-privatizações.

  12. Vitor Ribeiro diz:

    Inaugurações em período de campanha eleitoral, com ou sem Mário Nogueira, são, para mim, um claro sintoma de menoridade democrática (qualquer que seja o conceito de democracia, desde que assente no princípio da escolha livre, pelo povo, dos seus representantes políticos). Que a menoridade democrática impera na Madeira (em particular) e territórios conexos continentais (em geral), já todos os sabemos; o que eu lamento é que alguém ou alguma entidade, passados este anos todos sobre o 25/4, se preste ainda (seja o Mário Nogueira ou o Zé da Esquina, seja a FENPROF ou o Clube de Tiro à Lata de Alguidares da Beira) a estas tristes farsas.
    Quanto às viúvas de Sócrates, pois que vão carpir as mágoas para o… ou para a… lá para um sítio desses.

  13. Tiago,

    Uma vez que, democraticamente, permitimo-nos discordar, deixe-me que lhe diga que entre as “víuvas de Sócrates” e os “orfãos de Estaline”, venha o diabo e escolha!
    O comissário Nogueira foi meter-se numa camisa de sete varas. A ver se a mão omnipresente e omnisciente do partido o deixa passar entre os pingos desta tromba de água! 🙂

  14. Camarro diz:

    A propósito das eleições regionais da Madeira, gostava, mais do que participar em fait-divers, de assinalar o bom trabalho que a CDU tem desenvolvido no arquipélago, em condições dificílimas, e que se tem consubstanciado num aumento sustentado da votação desde 1988.

  15. De diz:

    Este texto “pequenino”mostra a cepa de que é feita o Tiago.
    E é uma cepa particularmente canina.Tipo cães de guarda.
    Mas há quem não enxergue mesmo nada…ou queira que nós não enxerguemos mesmo nada

    • De diz:

      Esclarecimento talvez desnecessário:
      O Tiago de que se fala é o que posta às 16 e 52.

    • Tiago diz:

      De,
      E já agora uma opinião assim, vá, com alguma estrutura, sobre este caso? deixe lá o tentar insultar e rebaixar quem não concorda consigo. Diga lá o que pensa sobre o facto de a avaliação dos professores na Madeira ter sido decretada pelo governo regional (e todos a bom, até podia ser um suficiente, mas não, na Madeira todos os professores são bons! sortudos dos alunos madeirenses, nos aqui no continente “só” temos 87% de bons professores) e a presença do Nogueira e do AJJ juntos numa inauguração em plena campanha? E escusa de argumentar que a inauguração já estava marcada antes de se saber a data das eleições, basta consultar a lei eleitoral e verificar que estas eleições, em situações normais, se realizam sempre neste periodo. Se quiser até lhe posso adiantar já a previsivel data das próximas eleições regionais de 2015, será sempre entre 22 de Setembro e 14 de Outubro

  16. Dédé diz:

    Tiago, a questão não foi o tempo que demorou (a nossa vida não é blogar e aprovar/responder a comentários).

    A questão foi o comentário ter ficado esquecido enquanto outros feitos depois eram aprovados.

    Acredito que não seja intencional, mas tem de explicar aí ao backoffice que a isso se chama “veto de gaveta”, forma eficaz de impedir a participação de alguém na conversa.

    Quando o backoffice finalmente aprova o comentário já o pessoal está noutra, a comentar cenas mais recentes.

  17. De diz:

    Tiago
    Desculpe mas o comentário estava ao nível do seu vocabulário e da sua expressão”cães de guarda” utilizada por si da forma como se conhece…apenas o chamar-lhe a si,também, a atenção para a forma caceteira com que por vezes se tratam os outros
    Quanto à questão dos professores da Madeira,deve estar equivocado, não?
    Ou agora passámos da questão do PCP para a questão da actuação sindical da Fenprof e da avaliação dos professores?
    A mim interessa-me a questão política do caso e as dimensões que o caso provocou entre as viúvas de Sócrates e não só.Hipocrisia política e revanchismo serôdio.Que outros também chorem é uma questão que me deixa um pouco admirado,mas depois começa-se a perceber que o que se pretende são apenas pequenos nacos eleitoralistas em vésperas de.E a admiração converte-se em desprezo Os dados estão aí e quem quiser que tire as suas conclusões.A questão das datas também.Datas de eleições estão inscritas na lei?Pois estão.Tal como as do continente.Mas é perfeitamente ridículo pensar antes de qualquer outra coisa no que se faz ou deixa de fazer antes da marcação das ditas.
    Tal como é perfeitamente ridícula a colagem entre Nogueira e Jardim.As posições são conhecidas.Ideológicas mas não só. Tentar misturar as coisas já passa pela má fé.O trabalho quotidiano que ao longo de anos e anos os madeirenses tiveram a apresentar-se como alternativa a Jardim não se confunde com a pequena intriga proveniente sabe-se lá de onde.
    Fica a suspeita que tudo isto não passe daquela avacalhada questão de se tentar arranjar votinhos com base na pequenina campanhazinha.E aí começa-me a faltar a paciência
    Porque a choraminguice das viúvas de Sócrates,começa a contaminar outros que tenho por mais sérios.Como um que desata a lastimar-se e vai até a correr escrever para um blog sobre a falta de consideração por o terem censurado aqui.A carta ao primeiro departamento do 5 dias é não só um documento do tamanho do umbigo de alguém (que leio por vezes com gosto),como também um manifesto do que é a vacuidade da praxis de uns tantos

    Para finalizar acontece-me algumas vezes os meus comentários aparecerem posteriormente a outros.O partir-se para teses conspirativas também mostra a forma como se vêem as coisas.

  18. De diz:

    Mais uma vez o tal esclarecimento(e mais uma vez não consigo colocar a posta no local respectivo).
    O Tiago a que me refiro é o Tiago das 10 e 17

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