Lições do 12 de Março, a pensar nas aulas do 15 de Outubro (XV)

manifesto – 15 de Outubro – Porto

Por isso, nós dizemos:

– retirem o memorando. vão embora. não queremos o governo do FMI e da troika!

– nacionalização da banca – com os planos de resgate, o estado tem pago à banca para especular

– abram as contas da dívida – queremos saber para onde foi o dinheiro

– não ao pagamento da dívida ilegítima. esta dívida não é nossa – não devemos nada, não vendemos nada, não vamos pagar nada! 

– queremos ver redistribuídas radicalmente as riquezas e a política fiscal mudada, para fazer pagar mais a quem mais tem: aos banqueiros, ao capital e aos que não pagam impostos. 

– queremos o controlo popular democrático sobre a economia e a produção. 

– não queremos a privatização da água, nem os aumentos nos preços dos transportes públicos, nem o aumento do IVA na electricidade e no gás. 

– queremos trabalho com direitos, zero precários na função pública (em Portugal o maior contratador de precários é o estado), a fiscalização efectiva do cumprimento das leis laborais e o aumento do salário mínimo.

– queremos ver assegurados gratuitamente e com qualidade os direitos fundamentais: saúde, educação, justiça.

– queremos o fim dos ajustes directos na administração pública e transparência nos concursos para admissão de pessoal, bem como nas obras e aquisições do estado. 

Ler o Manifesto na íntegra.

[a 10 dias das ruas voltarem a ser nossas, também no Porto!]

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15 respostas a Lições do 12 de Março, a pensar nas aulas do 15 de Outubro (XV)

  1. ego diz:

    Parece-me muito bem e tal, mas só uma coisa: pedir ao mesmo tempo a nacionalização da banca e, uns pontos mais a baixo, que os banqueiros paguem mais impostos…não é um bocado contraditório?

  2. António diz:

    AHAHAHAHAAHHAHAHH… Isto não é para levar a sério, pois não? Ninguém de bom senso defende estas medidas, pois não? Isto tem de ser entendido em sentido figurado, não é? Ou então deve ser visto como uma forma de pressão só para gozar com o pagode, não é? A sério digam lá que não há ninguém com dois dedos de testa que defenda isto… a sério… digam lá…. só entre nós…

  3. Renato,

    Totalmente de acordo com as reinvindicações. E do ponto de vista político como é que se as levam à prática?

    Abraço
    João Martins

  4. JgMenos diz:

    Uma boa ‘salada’ de quem prefere ignorar a realidade e o mundo.
    Imagino que potencie o sonhar com alvoradas risonhas!

  5. Luis diz:

    Começa bem:
    “retirem o memorando. vão embora. não queremos o governo do FMI e da troika!”
    e
    “não ao pagamento da dívida ilegítima. esta dívida não é nossa – não devemos nada, não vendemos nada, não vamos pagar nada! ”

    Pena faltar o resto: “De certeza que alguém há-de nos emprestar o dinheiro que nos falta para manter o Estado a funcionar. ”

    (Sim, porque depois de fazer reset ao contador da dívida, o Estado continua a gastar mais do que recebe. E como a austeridade não é solução para o pessoal do manifesto, vai ser preciso mais dinheiro. Mas isso não nos perturba… )

    Pena estar incompleto:

    • De diz:

      Reset ao contador da dívida?
      Mas quem contraiu a dívida?
      Quem enriqueceu?
      Quem empobrece a cada dia que passa?Quem fica desempregado?Quem perde o direito à saúde e à educação?
      Austeridade?
      A austeridade sob as patas da Alemanha?Com o conluio miserável de Coelho, Gaspar, Portas, Cavaco?
      Mas como chegámos até aqui?
      E porque motivo havemos de pagar aos banqueiros alemães pelas negociatas havidas entre estes e o bloco central de interesses que nos governou e governa,sob o olhar plácido, cúmplice e vigilante dos patrões da UE?
      Como é possível que a canalha (eu repito a palavra) a canalha que nos governa vá mais longe que a troika?
      (http://otempodascerejas2.blogspot.com/2011/10/nao-vao-ao-medico-nao.html#links)
      Como é possível que os falcões neo-liberais(eu sei que há por aí quem fique amofinado com tal palavra,mas paciência )falem do Estado com aquele ar de vampiro guloso à espera do último golpe sobre o que ainda é nosso?
      Como é possível que ainda haja quem procure colocar os cidadãos a servir a economia quando é precisamente o contrário o que deve ser feito?
      Outro rumo é possível?
      Outro rumo não é só possível,como é a única solução.

    • aposto que a nacionalização da banca dá um dinheirão ao estado. =) é uma óptima análise política e económica, proposta pelo grupo de trabalho de economia do syntagma e da praça do sol. o 15 de outubro é um protesto internacional, pelo que tinha toda a lógica o analisarmos que outras propostas e debates ou outros países andam a ter (até porque a situação da grécia, por exemplo, é uma bolinha de cristal para o nosso futuro imediato) – o grupo de trabalho do porto identificou-se muito com esse texto, adaptámo-lo e juntamos-lhe outras reivindicações, que andávamos a discutir. acreditamos que, dado que existe no trabalho em curso nas praças uma grande preocupação com a participação e a democracia do ‘processo’, esta posição representa um grande número de pessoas. achamos que é uma análise mais do que lúcida da situação política. e dia 15, vamos para a rua e convidamos toda a gente para vir e trazer as suas ideias, em cartaz ou texto, para serem fotografados ou digitalizados para serem publicados. esta é só a nossa posição. e depois da manif propomos reunir em assembleia, para começar a discutir o que fazer a seguir.

  6. Luis diz:

    “queremos o controlo popular democrático sobre a economia e a produção. ”

    Tremo só de pensar o que isto possa ser.

    • Renato Teixeira diz:

      Devia tremer ao ver a realidade da economia e da produção estar na mão de uma cleptocracia.

    • De diz:

      Eu sei que treme
      Treme só de pensar no que poderia perder se o controlo sobre a economia e a produção deixasse de estar nas mãos de quem está

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