portugal assassinado.

Na semana passada, uma alemã residente no concelho de Sintra, com 48 anos, despedida do seu trabalho de professora de informática e à beira da execução da sua casa pelo banco (o Público tem, diariamente, duas a três páginas de notas de execução pelos bancos, o BES é o recordista, não sei se têm reparado), atirou-se do Cabo da Roca. Ontem à noite cruzei o olhar com um jovem sem abrigo claramente a passar uma das suas primeiras noites numa arcada da Almirante Reis. Hoje estive no meu antigo bairro e soube de mais um suicídio, um puto, trinta e poucos anos… razões? “estava desesperado, dinheiros, percebes?” Mais uma vez, parece que podemos aplicar o “Portugal suicidado” do Ary. Mas não sei se suicidado não é mesmo um eufemismo.

Sobre Sassmine

evil fingering.
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38 respostas a portugal assassinado.

  1. A.Silva diz:

    Assassinados pelo capitalismo!

  2. De diz:

    Bravo Sassmine por esta prosa.

    Falar dos derrotados,daquilo a que os americanos chamam nesciamente os losers.
    Falar dos derrotados que sucumbem,dos que não aguentam as malhas que esta sociedade vai tecendo,dos vencidos não da vida mas duma sociedade venial e podre.
    Falar duma sociedade virada apenas para o lucro,sempre em nome do lucro,travestida de modelo civilizacional “ocidental”.
    Falar dos que sucumbem às mãos desta sociedade neo-liberal,desta sociedade em que quem manda são os maiorais do capital e dos negócios
    Estes que assim caem não são contabilizados como vítimas.Aquilo que lhes provocou tais actos desesperados é cuidadosamente ocultado nas linhas dos jornais que relatam estes mesmos casos.Contam a pequena história,os faits divers,escondendo que tais dramas têm muitas das vezes causas imputáveis à droga da sociedade em que vivemos
    Por isso o asco dos capo mafiosos que nos conduzem os destinos em nome da troika ou em nome dos pelotões de Belmiros,Espirito Santos ou quejandos.Por isso o dedo apontado a Passos Coelho,a Gaspar,a Portas,a Sócrates e a todos os que,entre sorrisos de circunstância e contas de merceeiro,singram na política e na vida,sem verem ou sequer se aperceberem das vítimas que vão provocando com as suas governações ditadas pela música de frau Merkel.
    Por isso o dedo apontado a este modelo de sociedade,que urge mudar.
    Por mais fitas com que nos entretenham,por mais discursos salazarentos que nos impinjam, por mais contaminação da nossa memória e do nosso espaço pelos media boçalmente servos do dono,temos que procurar outro caminho
    Este está infecto.Podre.Enlameado e com sangue.
    Fede

    • Sassmine diz:

      Obrigada, De. Infelizmente, não foi preciso muito esforço.

      E não são só os losers que morrem. O meu pai, por exemplo, morreu de negligência, de poupança de TAC’s, de dor porque apesar de já não conseguir respirar, o médico gritou à minha mãe “eu não vou internar o seu marido!”, porque em tempo de poupança uma mancha no rX do pulmão de um homem com quase sessenta anos de fumo, uma vida de dureza e antecedentes de cancro na família não são dados suficientes para se fazer uma TAC. O meu pai deixou-nos bem, a seu custo, a custo de anos de adolescência a comer uma sandes por dia. O meu pai é a prova de que um quase-analfabeto do baixo Alentejo disposto a trabalhar de sol a sol e com uma miraculosa resistência à tuberculose, pode instruir-se, fazer cursos de português por correspondência para colmatar as lacunas do grande edifício educacional do Estado Novo, mudar e aprender, reconhecer nos heróis do estado os filhos da puta que lhe fizeram a vida assim, criar para si e para os seus uma vida tranquila e até garantir que as filhas, pelo menos, se licenciam, e têm acesso às artes, ao pensamento, à alegria. No fim dessa gloriosa prova de que o self-made man é possível, vá-se lá saber como (a mim escapa-me, confesso, a mim esmaga-me), o ignóbil sistema mata-o, ou deixa-o morrer, é o mesmo. As filhas licenciadas, por sua vez, estão tão protegidas e parvas como qualquer licenciado, e ouvem todos os dias que devem almejar a ser escravas, a bem da nação que se esconde nos bolsos da usura. Está tudo certo. Está tudo bem.

      Quem continuar a não sair à rua, pelo menos, é isso que afirma. Está tudo certo. Está tudo bem.

    • Andrés diz:

      Os americanos chamam, nesciamente, losers a algumas pessoas.
      O poliglota De prefere chamar-lhes derrotados, numa tradução literal do inglês.
      Os americanos são néscios.
      E o De?

      • Andrés diz:

        Uma sociedade venial e podre? Não será uma contradição?
        Não. Apenas mais uma demonstração da ignorância na utilizaçao da língua portuguesa. Certo? Certo.
        Dica: ver a diferença entre venial e venal, entre algo perdoável e algo corrupto.
        Enfim, o De é venial…
        Voltaremos ao assunto.
        🙂

        • Sassmine diz:

          Sim, penso que o De é venial. Porque falhar um vocábulo é bem pior do que falhar o alvo. O De fala em derrotados, que não é, de todo, o mesmo que losers. É precisamente por isso que há palavras intraduzíveis, quer dizer mais ou menos isto, mas na realidade não é nada disso nem pouco mais ou menos. Não perceber a diferença entre o peso de “derrotados” e o de “losers” pode relevar de duas coisas: não perceber o contexto em que os vocábulos se disseminam (e por tanto o peso que trazem) ou má-vontade. Até porque, na realidade, loser traduz-se literalmente por perdedor, enquanto derrotado se traduz por defeated. É ignorância, Andrés? Ou foi só uma maneira de ocupar o tempo?

          • Andrés diz:

            🙂
            Que ternura a sua, Sassmine, em defender o indefensável.
            Prefere o dicionário brasileiro? Eu prefiro o português. http://www.portuguesedictionary.net/loser.htm
            Não perceber um silogismo, Sassimine, tão claro como o que agora comenta, releva de duas coisas: má vontade ou ignorância .
            Diga-me, Sassmine, para além da evidente maneira de ocupar o tempo, será apenas ignorância sua ou, também, má vontade?

        • De diz:

          Uma tristeza encontrar uma coisa assim?
          Também
          Mas sobretudo o que ressalta é outra coisa
          É que para alguns,no caso concreto para este andrés,o que lhe interessa é apenas a “outra narrativa”
          A da pesporrência.A do pequeno insulto
          (também a da frustração e a do desespero.Que como se sabe vive paredes meias com a impotência)
          Um pequeno ignorante que mais uma vez tenta…
          Tenta que não se fale do que é importante

          e o que é importante está do lado oposto ao que este andrés defende…

          • Andrés diz:

            Que discurso bonito o do De, quando sente criticado o seu comentário!
            Curiosamente não é assim quando critica, não o comentário, mas as pessoas, com insinuações e insultos…
            Dói, né, De? Certo?
            Certo!

            🙂

          • Sassmine diz:

            Portuguese Dictionary, método inovador. Troll: alguém que tenta desviar a atenção do assunto, através de manobras de diversão várias (umas mais tristes que outras, enfim).

            Loser vem de lose, perder. Derrotado vem de derrota, defeat. Claro que todos os dicionários dão sinónimos ou proto-sinónimos, aproximações. Claro que uma derrota pode ser uma perda e uma perda pode ser uma derrota. Só que o pode ser não é, só pode ser. Mas isto deve ser muito à frente. Por acaso até, na página que lincou, perdedor é o primeiro sinónimo. Honesto honesto teria sido procurar também a correspondência para “derrotado” (adoro estas pessoas que olham para a realidade apenas na medida em que ela lhes pode servir os pequeninos intentos).

            O que é mesmo difícil de perceber é que num assunto destes, aquilo que o faça vibrar Andrés, seja isto. Tanto esforço. A sério. É notável. Não por razões que interessem, mas é de facto notável. Parabéns.

          • Andrés diz:

            Obrigado, Sassmine. É sempre bom ter um elogio seu.
            Honesto, honesto, seria admitir o que não quer admitir, por mais dicionários que procure. Embora a Sassmine o faça interiormente.
            No fundo, a Sassmine adora”(…) estas pessoas que olham para a realidade apenas na medida em que ela lhes pode servir os pequeninos intentos), pois não não gosta a realidade é moldada de outra forma.
            Com ou sem silogismo, que já entendi que não o encontrou.
            Cumprimentos.
            Ass: Troll

          • De diz:

            Por favor.
            Tenha termos.
            Parece mesmo um comentador que “fazia queixinhas” sobre quem não lhe aparava os golpes
            Comporte-se ao menos como um homenzinho…se for capaz

          • De diz:

            Ah,esses arrufos da alma!

            Embora o “advogado” o faça interiormente
            não deixa de se notar que a alma
            deste está um pouco suja
            (será pela falta de verticalidade?Ou esta é causa daquela?)

        • De diz:

          Quanto à questão “venial” e “venal”…curiosamente noutro post deste 5 dias tinha tentado relativizar questões algo semelhantes
          http://5dias.net/2011/10/01/nesta-historia-caloteiro-e-quem-quer-pagar/

          O i da palavra ven(i)al que não devia lá estar…a palavra escrita à pressa e sem correcção
          Já antes polemizara com este andrés por questões desta natureza…e ficara espantado com a má-fé e com a “ignorância” do personagem em questão.
          Uma questão no entanto é comum às “intervenções”deste.
          A tentativa de se “afastar” de temas incómodos…servindo-se de todos os meios para tal.
          Sassmine,a quem devo agradecer as suas palavras,traz a este blog um tema precioso.Um tema que fala da mágoa e da saudade e da raiva e do sangue e do sofrimento e da vida e da morte…e da puta da sociedade em que vivemos
          Andrés fala do que fala

          Prefiro o Sal da Terra
          (e chamar os nomes aos bois quando os vejo)

      • De diz:

        Andrérs,aliás catulo,aliás katulo tenta
        Fala no seu umbigo.

        Não falará noutra coisas mais importantes e mais oportunas
        Como por exemplo esta:
        http://economia.publico.pt/Noticia/milhares-de-gregos-na-rua-em-mais-um-da-de-greve-geral-1515158

        Andrés,já acusado de ignorante tenta demonstrar que o não é?
        Também…
        mas há outras coisas
        patéticas
        à maneira peculiar dos andrés deste mundo

        • Andrés diz:

          LOL
          E continua a chamr-me Katulo… que querido.
          Quando o Katulo – e se – chegar deve ficar bem divertido.
          A maneira peculiar de escrever mal do De e de utilizar espressões que desconhece, fica aqui bem demonstrada, para além de peculiar forma de insultar os outros.
          Certo? Certo!
          Voltaremos ao assunto.
          🙂

          • De diz:

            Peço desculpa à Sassmine.Compreendo que nem sequer coloque este meu comentário.
            Mas esta coisa enfatuada e pedante que por aqui anda com objectivos bem definidos….repare-se como escreve.
            Não,não é o termo “chamr-me” em que o “andrés” escorrega
            É esta linda palavra escrita “espressões” …(falava ele da maneira peculiar de escrever mal…)
            Alguém que leia os comentários desta “coisa”
            E que tire (também ) as conclusões

            Eu mantenho tudo o que disse.Até mesmo as afirmações que fiz sobre a puerilidade deste tema

            Com as minhas desculpas(renovadas) a Sassmine,avancemos que o tempo é curto e não pode ser gasto com mesquinhices ao serviço sabe-se lá de quem

          • Andrés diz:

            🙂
            Uau, finalmente encontrou um erro! Parabéns!
            E continua a chamar-me Katulo…

            🙂

          • De diz:

            “que bonito… pena que não consiga enganar quem verdadeiramente interessa… a si próprio.”

            Pelo estilo,pela desonestidade,pela trapaça
            pela cobardia

            Um “advogado” de facto
            dos fautores da exploração e da morte

            I

  3. JgMenos diz:

    Há montões de psicólogos, assistentes sociais e institutos públicos de monitorização disto e daquilo.
    Pode o autor do post dizer a qual desses prestimosos funcionários públicos deve um cidadão desesperado dirigir-se?
    Preciso prevenir-me para o futuro, e naturalmente não espero qualquer benefício em dirigir-me a um banco a manifestar-lhe estar na miséria.

    • Sassmine diz:

      Se eu o pudesse ajudar, ajudava. Dizem que é para isso que servem as religiões, mas isso queriam eles. Que nos refugiássemos agora na riqueza interior e deixássemos a riqueza “deles”, que nós produzimos, sossegadita.

      • JgMenos diz:

        Pelo que entendo a solução é roubar os ricos; somos muitos, vamos comer tudo rapidamente.
        Sugere-me a religião; mas sou um desgraçado que perdeu a fé!
        Acho que vou emigrar, e quanto antes!

        • Sassmine diz:

          Não, pelos vistos entendeu tudo ao contrário. Disse precisamente que a religião é, nestes momentos especificamente, e exactamente como dizia o barbas, “o ópio do povo”, o sedativo, a anestesia.

          Por outro lado se lhe digo que nós é que produzimos a riqueza “deles”, onde é que vê o roubo? Repetindo o Brecht, o que é roubar um banco por comparação a fundá-lo? Ou também é daqueles que acha que o roubo é ilícito se for cometido pelos pobres, se for praticado pelos ricos é só “o modo como as coisas são”?…

          Quanto à emigração… escolha bem. América do Sul, que já passou por isto e já fez os manguitos todos que tinha de fazer ao FMI. Ficar pela Europa não vai fazer diferença nenhuma.

          Espero ter ajudado mais desta vez.

          • De diz:

            Boa Sassmine.
            A América do Sul está à procura do futuro…com aquele modo claro,frontal e aberto dos povos de lá

            Será assim tão difícil compreender que o que se luta é por uma sociedade sem exploradores nem explorados?

  4. De diz:

    Sassmine:
    Disseste tudo!

    E quase tudo o que disseste dói!

    O teu Pai devia ter um orgulho enorme nas filhas que teve.
    …e ele não morreu em vão,podes crer que não.

    • Sassmine diz:

      eu sei que tenho um orgulho enorme no pai que tive. no pai que tenho. mas tenho ainda mais saudades do que orgulho e para isso não há remédio. e disso sobra apenas esta raiva a crescer-me nos dentes. não sei se algum dia me vai passar. mas se aconteceu, vou usar o que aconteceu sempre que for preciso dar rostos e histórias concretas a isto. sempre que me disserem “inevitável” vou pedir que me expliquem a inevitabilidade disto.

      fi-lo na semana passada quando estive frente a frente com o embaixador da Alemanha. naturalmente não teve resposta. naturalmente não há abstracção financeira ou patranha política que me possa responder.

  5. Von diz:

    Tenho uma dúvida, já antiga: porque é que o suicida, quando é suicida por culpa de outrém, não leva também esse outrém.

  6. Tiago Mota Saraiva diz:

    Sassmine, as arcadas da Almirante Reis estão cada vez mais repletas. Há dias, de madrugada, observava um tipo por lhe reconhecer algumas semelhanças comigo. Questionava-me se também estaria a caminho do trabalho àquela hora. Só depois reparei que caminhava descalço. Estava sóbrio, não havia pinga de insanidade.
    Era um tipo como eu, só que não ia trabalhar.

    • Sassmine diz:

      Tiago, eu sei. E quase que aposto (uma vez que falas das semelhanças físicas e dos pés descalços) que falamos da mesma pessoa.

  7. Rascunho diz:

    Um mero ponto de vista com tudo de errado que possa conter.

    E lá saio da minha “anarquia/indiferença/e mais qualquer coisa”, por querer acreditar que a Liberdade obtida no “25 de Abril”, continua a ter razão de ser. Mesmo tendo a ideia (quiçá errada) que os verdadeiros Homens de Abril já por cá não estão – e os que estão, se não se encontram, parecem adulterados pelo tempo.

    Por vezes, cresce em mim uma vontade de indiferença política. Pouco depois penso: “Porra pá, apesar de corrompida, a Esquerda ainda continua a ser a melhor via.”

    Sempre tive uma ideia comigo que é a seguinte: as verdadeiras pessoas que desejaram Abril, como símbolo de Liberdade, etc., nunca quiseram ter nada que ver com o Poder. Na altura, ficaram tão satisfeitas (e com razão) com o que tinham conseguido, que foram, na sua pureza, festejar a Liberdade. Alguns abutres, que não tinham a autenticidade do Ideal de muitos, aproveitaram para ascender aos poleiros. E de lá começaram, gradualmente, a toldar tudo o que de melhor trouxera Abril. A Liberdade foi sendo ceifada, com um dos maiores artifícios de sempre – com a idolatrada liberdade de expressão. Afinal, mesmo que tudo continuasse, posteriormente, a caminhar mal, tínhamos a liberdade de expressão – o tal adesivo na boca, como lhe chamei, que retira todo o real poder reivindicativo do que quer que seja.

    No entanto, cedo começou-se a ver a (in)tolerância democrática. Que adianta quereres dizer não, quando democraticamente te impõe que digas sim? A Democracia (ou os camuflados por ela e nela – tanto faz) tornou-se uma merda. Porém, ultimamente, a tal suposta liberdade está a deixar de ser livre, sobretudo na sua expressão. Porque, ainda que num plano subconsciente, os genuínos começaram a perceber que a indiferença democrática mata muito mais que certas balas ditatoriais – os seus apelos não são ouvidos.

    De que me adianta ser livre? E é aqui que a aranha, como tenho dito, começou a ser devorada pelos insectos na própria teia. A liberdade (e não a Liberdade) é agora uma aranha – presa na própria teia. A censura está de volta para bem dos movimentos. Só com uma censura e repressão à altura se dará real valor ao que os movimentos reivindicam. Presos existimos muito mais que livres. Presos podemos tentar a liberdade. Livres… utopia. Eis o “artifício” do absurdo na sua representação:

    Quero ser livre, prendam-me! Quero existir, matem-me!

    Porque a liberdade só tem real representação com a prisão e a vida com a morte, e vice-versa.

    O que se passou ontem com o “rapper” Pablo Hasél, é positivo – para quem verdadeiramente reivindica. Se não fosse detido poderia ser considerado mais um alienado, drogado, tolo do sistema – enfim, deixem-no cantar as parvoíces em que crê. Foi e é assim que muito do que se reivindica e reivindicou permaneceu silenciado por, precisamente, ter sido permitido a sua expressão em liberdade.

    O sistema, com as suas forças de (in)segurança, pode não perceber isto à primeira, mas vai perceber.

  8. Rascunho diz:

    Sassmine,

    tem sido gratificante visitar-vos… tenho apreciado o que por aqui se escreve – por fora e por dentro.

    desejo de excelente continuação…

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