Duques sempre os houve. O problema é quando estão no poder.

João Duque anda tão eufórico com a governação, que já insta Passos Coelho a levar todo o subsídio de Natal. O homem faz capas de todos jornais e não há noite que não esteja na TV. E, verdade seja dita, não há televisão nem jornal que não lhe consiga um soundbyte delicioso, embriagado de si mesmo.
O problema só surge quando este tipo de personagens tem poder. Nomear Duque para presidir a um grupo de avaliação do serviço público de comunicação social é como dar a Kadhafi um passe com livre acesso à Casa Branca. Aceitar os conselhos económicos de Duque é como deixar um pirómano na floresta com um bidão de gasolina.

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10 respostas a Duques sempre os houve. O problema é quando estão no poder.

  1. Vitor Ribeiro diz:

    Está visto que já nem às cartas sei jogar: é que no meu tempo eram os ‘ases’ e as ‘viscas’ que valiam mais; agora são os ‘duques’? Só nos saem duques e senas tristes…
    PS: não sei qual é pior nesse ‘grupo de avaliação do serviço público de comunicação social’, se esse espécimen da nobreza televisiva, Duque de Santa Opinião e Comentários Avulsos, se aquele indivíduo cuja profissão é ‘ex-director do jornal Público’.

  2. Há pessoas tão cheias de si que são capazes de tudo para levar as suas ideias onde querem, nem que tenham de se matar a si próprias… Como se a culpa fosse sempre dos mesmos, como se fossem nós a aprovar orçamentos de estado, como se fossemos nós a baixar as taxas de juro, como se fossemos nós a ganhar dinheiro com os empréstimos… O que me deixa de boca aberta é que ainda haja quem se deixe levar por esses discursos.

  3. a anarca diz:

    Só nos calham duques.
    Não é preciso ser economista para perceber que é o que vai acontecer …
    Infelizmente não temos os marines do nosso lado .

  4. Carlos Fernandes diz:

    Sr. Arquitecto, não obstante os eventuais dislates que esse Sr. diga, não sei se sabe que ele é professor e director do prestigiado ISEG…

    • Tiago Mota Saraiva diz:

      Carlos Fernandes, deixe cair o “Sr. Arquitecto” que não foi esse o nome com que os meus pais me agraciaram. Sobre a nota curricular que aqui deixa – da qual tinha conhecimento mas resolvi dispensar do texto, apenas me permito observar que os que defendem despedimentos na função pública me mereceriam mais respeito se fossem os primeiros a dar o exemplo.

    • Armando Cerqueira diz:

      Ó Sr Carlos Fernandes,
      – também Cavaco Silva é prestegiado Professor de Finanças e só fez asneira enquanto Primeiro-Ministro quando alterou o paradigma económico do País, que passou de produtor agrícola, piscícola, industrial, etc. a mero importador quase total do que consome;
      – também o prestegiado Professor de Finanças António de Oliveira Salazar, que o Sr talvez aprec ie e estime…, governou mal o País durante mais de quarenta anos, deixando-o atrazado, inculto, tecnica e culturalmente impreparado para facer face às dificuldades.
      Quanto à qualidade do seu estimado Duque, tenho muitas dúvidas quanto às propostas do mesmo. É mais do mesmo que surtiu maus efeitos, ou dizendo doutra forma: só me saiem duques…

  5. Rafael Ortega diz:

    Não se incomode, chegue a tal comissão à conclusão que chegar, a RTP continuará pública. Alguma vez o Governo (este o qualquer outro) irá abdicar de um tão bom meio de propaganda?

  6. Ricardo Campelo de Magalhães diz:

    Menos pessoal, menos…

  7. Carlos Fernandes diz:

    Bem, o facto de não apreciar alguma maneira menos elegante de postar e de criticar, não quer dizer que eu esteja em desacordo com a substância de algumas críticas, feitas aqui em relação ao Sr. Duque por este blogger ou ao Sr. Silva por um comentador mais acima ( a este faltou-lhe acrescentar, certamente por desconhecimento do facto, o elogio que o professor C. Silva , o tal iluminado que “que nunca se engana” fez ao ” empreendimento exemplar” agrícola, que redundou em dívidas e em desastre total, do Sr. Onassis no Alentejo há uns anos.

    Quanto ao Salazar, se quer saber a minha opinião, politicamente é muito negativa, porquanto sou democrata, agora foi um grande economista e era um homem honesto, que nunca roubou e se ” encheu”, como tantos políticos de variados partidos têm feito, basta ver o partimónio do que tinham antes de entrarem na política e comparar passado algum tempo…

    • Olha, o Salazar nunca se “encheu”…Pois não, ele morreu pobre, vivia na penúria, coitado do senhor. Nem nunca se encheu ele nem nenhuma das famílias que com ele compactuavam. A diferença entre o Salazar e os políticos de agora, é que o Salazar guardava o ouro no Banco de Portugal (que ainda hoje é privado, imaginem nessa altura) e os políticos de hoje guardam o dinheiro na Suíça.

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