ÁMEN E INSHALÁ – Não se armem não que as fogueiras do antigamente continuam ao virar da esquina.

A imprensa nacional e internacional, com o barómetro do Público e a CNN à cabeça, parece que só hoje descobriu a Arábia Saudita e a acção governativa do Rei Abdallah, sendo que com isso incendiou de entusiasmo as hostes do feminismo burn-the-bra. Afinal, o país onde as mulheres não podem conduzir, viajar sem autorização dos maridos ou mesmo receber cuidados médicos, tudo parece digno do cumprimento caloroso e cidadão dos democratas do Ocidente. Algures no futuro, diz que nas autárquicas de 2005, uma das bestas medievais aqui retratada diz que vai considerar dar às mulheres um papel na política, concedendo a algumas delas o direito ao voto.

 

Obama já deve estar a preparar um elogio rasgado na próxima Assembleia-Geral das Nações Unidas e o Comité Nobel, mantendo a tradição de homenagear alguns dos maiores filhos da puta da história, deve estar a olhar para o feito com a compaixão que o celebrizou. O Vaticano, coitado, está cada vez mais sozinho a garantir que ninguém retira às mulheres o lugar que Deus pensou para elas, entre o privilégio do ventre e as benesses do lar.

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