Palestina vencerá, com ou sem ONU!


O que vai acontecer, esta tarde, na ONU, não vai ser mais do que uma clarificação de posições. Uma larga maioria dos países vai apoiar a reivindicação histórica de um Estado palestiniano, uma minoria vai boicotar esse objectivo através do Conselho de Segurança. Sabemos que os Estados Unidos vão apoiar Israel através do veto. Sabemos que o protectorado norte-americano na América Latina, a Colômbia, também vai rejeitar a proposta palestiniana. E sabemos que a Alemanha e o seu protectorado, Portugal, ambos eleitos no Conselho de Segurança, vão votar naquilo que os seus interesses ditem. A única certeza é a de que nunca votarão a favor.

Lentamente, a ONU vai caindo no descrédito. O seu carácter pouco democrático inviabiliza as justas pretensões dos trabalhadores e dos povos e, nos últimos anos, com o desequilíbrio de forças a nível internacional, após o fim do bloco socialista no Leste Europeu, tem apoiado ou tolerado intervenções imperialistas. A ocupação da Palestina e o bloqueio a Cuba são alguns dos exemplos mais claros de como o veto de um país, com o apoio de dois ou três, pode bloquear a posição maioritária da Assembleia Geral.

Mas, para além do papel do Conselho de Segurança, fica também claro quem é o Prémio Nobel da Paz. Para todos os que, dizendo-se de esquerda, encontraram razões para a esperança na candidatura e eleição de Barack Obama, podemos, sem hesitações, denunciar o carácter imperialista do presidente norte-americano. Há quem ainda não tenha aprendido que ser negro e mulher não traz qualquer diferença ao modo de fazer política. Obama e Merkel demonstram-no. A esperança traída rapidamente se traduz em desânimo. Mas penso que, na Palestina, não há desânimo porque sempre houve mais esperança na resistência do que nos falsos amigos.

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33 respostas a Palestina vencerá, com ou sem ONU!

  1. André diz:

    Bruno,
    Por favor, se puder e tiver tempo, responda a estas duas perguntas:
    1-Porque é que os EUA não apoiam a iniciativa da Autoridade Palestiniana nas Nações Unidas??

    2-Porque é que o governo de Netanyahu (Livni e o seu Kadima apoiam a iniciativa Palestiniana, convém lembrar) é contra a iniciativa Palestiniana??

    Se não for pedir muito, fale das razões (que deverão existir, presumo eu) e não cultive estes automatismos debilitantes (EUA = mau, Palestinianos = resistentes bonzinhos etc)

    Isto é, explique os porquês das razões. Detalhadamente, se possível.

    Atenciosamente,
    André

    • rato zinger diz:

      Governo dos EUA=MAUS,IMPERIALISTAS,ASSASSINOS,LADRÕES E CRIMINOSOS CONTRAB A HUMANIDADE!Assim,já tá bem,andré?É o que é!!!!!

    • Que perguntas mais ridículas! Mas há alguma duvida sobre quem são os maus da fita? EUA e o seu porta aviões estacionário Israel, evidentemente…Provavelmente andas a ver muitos filmes de Hollywood e subiu-te a propaganda das empresas de relações publicas a cabeça.

      Embora não estejas a falar comigo, eu respondo já:
      1) A actual administração norte americana irá vetar a statehood bid ( não é nenhuma “iniciativa”), porque se não o fizer, Obama perderá funding e votos (que bem precisa) da comunidade judaica nos EUA. Aliás, quem viu e ouviu o discurso do Barraca Abana, percebia bem que o homem estava ali contrariado. Ele pode estar debaixo da alçada de Wall Street, mas há coisas em que não consegue disfarçar. Como o dizer que está “preocupado com a seguranca dos israelitas”, algo que, ele sabe muito bem ser idêntico a dizer que estava “preocupado com a segurança dos Nazis que invadiram a Polonia em 1939”.

      2) O governo do assassino Bibi, é contra a statehood bid, porque caso passe, irá permitir aos palestinianos terem acento na ONU, podendo assim queixar-se dos vários atentados ao direito internacional cometidos pelos Sionistas que tu envergonhadamente apoias! Ou pensas que se a Palestina tivesse acento na ONU, os Sionistas enviavam settlers para dentro de um estado soberano da mesma maneira que o fazem hoje em dia??? Quem sofre de kneejerklogism, pelos vistos és tu, e no que toca a este assunto, estás completamente a leste do resto do mundo. Mundo esse, que por sinal concorda que a Palestina deva ser uma nação soberana. Chega já de mentiras…Ou serás tu da Amizade Luso-Israelita??? Se calhar também és pago ao comentário, como os sockpuppets que Israel emprega como trolls por essa internet fora!

  2. André diz:

    Bloqueio a Cuba? Os EUA – Obama, mais precisamente – prolongou o embargo (n se trata de um bloqueio) de Kennedy até Set. 2012. Os EUA não impedem outros países de ter laços comerciais com Cuba. De resto, não percebo porque quereriam os Cubanos importar e exportar para o império capitalista que dizem odiar. Não faria sentido. A coerência é uma virtude.

    • Bruno Carvalho diz:

      Não vou estar aqui a discutir o conceito de embargo e de bloqueio. Deixo-te uma análise jurídica sobre a ilegalidade do bloqueio, onde perceberás que é falso o que dizes. Os Estados Unidos não impedem os outros países de terem laços comerciais com Cuba. Mas, se o fizerem, deixarão de poder ter laços comerciais com os Estados Unidos. Portanto, não se trata de Cuba querer importar ou exportar para os Estados Unidos. Trata-se de uma tentativa de bloquear todo o comércio externo cubano.

    • Carlos Carapeto diz:

      André isto foi suficiente ou precisas mais algum esclarecimento?

      Sabias que qualquer navio que escale portos Cubanos está uns tempos sem poder escalar portos dos EUA?

      Sabes que o cabo submarino de fibra óptica que liga Cuba ao exterior sai da Venezuela? Por imposição dos Estados Unidos nenhum outro país mais próximo aceitou a ligação (hoje seria diferente).

      E se soubesses quem foi Mas Canosa ou quem é Posadas Carriles deliravas com os seus atos de “caridade” a favor de Cuba a partir dos EUA.

  3. com amigos destes tamém num bão longe

    Caro Anónimo das 16:22,

    Sabe o que não é normal? É que instituições que, para além de estarem submetidas à lei geral, ainda por cima beneficiem do erário público, se atrevam a declarar alto e bom som o seu desrespeito ao princípio constitucional da não discriminação.
    Dito de outro modo, ao princípio que proíbe o tratamento desigual em razão das convicções políticas ou religiosas.
    Aliás o que está aqui em jogo não é, fundamentalmente, uma questão de convicções, mas sim um claro sinal para aqueles que se atrevem a manifestá-las publicamente.
    Dada a escassez de empregos, quantos não são aqueles que, a partir de agora, pensarão duas vezes antes de assumirem publicamente uma opinião?
    E olhe, a actuação da UCP não seria mais digna se tivessem avisado o candidato mais cedo.

    isto anda cheio de candidatos ao asilo

    na Palestina nã há des…..mo

  4. Carlos Carapeto diz:

    É deplorável a hipocrisia dos EUA e dos Israelitas. Têm feito de tudo para emperrar o processo negocial, desrespeitado todos os acordos firmados e agora vêm alegar que o problema só se resolve através de negociações. Quantos mais assassinatos, mais prisões, mais exilados Palestinianos tem que haver para se decidirem a acabar com este drama?

    Se Israel tem o direito a existir não podem negar o mesmo direito à Palestina. Fazendo uma analise histórica justa e imparcial sobre o complexo contexto que se transformou o problema, o povo Palestiniano tem maior legitimidade para ocupar a sua terra, na medida em que a maioria dos cidadãos hoje com nacionalidade Israelita não têm qualquer afinidade com a região, são-no simplesmente por motivos religiosos.
    Isto porque um cidadão que em qualquer parte do mundo que se queira converter ao Judeismo pode tornar-se cidadão Israelita. Passas-se isso com um Falasha de pele escura, ou com um cidadão de cabelo loiro, olhos azuis e sardento de qualquer ponto da Europa.

    Depois do fim da URSS emigraram para Israel mais de 800 000 judeus. Só da Bielorrussia foram 200 000.

  5. Zuruspa diz:

    O que é que diz o art.o 7.o da Constituiçäo portuguesa?

  6. André diz:

    “Mas, se o fizerem, deixarão de poder ter laços comerciais com os Estados Unidos.”


    Falso, ou seja, mentira (sua)

    O Canadá e a GB tem relações comerciais com Cuba e com os EUA.
    Assim como toda a UE.

    Carlos Carapeto etc,

    “Se Israel tem o direito a existir não podem negar o mesmo direito à Palestina. ”

    Tem toda a razão.
    Israel (desta feita) nega o mesmo direito que lhe é negado.
    O direito dos Palestinianos ao seu estado já foi reconhecido há muito pelo estado israelita.
    Nos Acordos de Oslo, por exemplo.

    Aos Judeus Bielorussos e outros foi negado o direito de existir em paz. Emigraram para Israel, pois. Deveriam ter ido para onde? Para o Uruguay? Na sua opinião, deveriam ter ficado na Bielorússia ou na Rússia a aturar a xenofobia eslava. Eles partiram para Israel porque se sentiam muito bem nestes “seus” países.

    • Bruno Carvalho diz:

      André, não são os Estados que têm relações comerciais com Cuba ou com os Estados Unidos, são as empresas. E as empresas que tiverem relações comerciais com Cuba não poderão ter relações comerciais com os Estados Unidos.

      Os bielorrussos judeus – e não judeus bielorrussos – são bielorrussos e não palestinianos. Portanto, não têm nada que abandonar o seu país e colaborar na ocupação de outro, ainda para mais com uma justificação religiosa, a não ser que os que vivam na Palestina – muçulmanos, cristãos, judeus ou ateus – aceitem dar-lhes asilo.

      Agora, não tolero que venham com um argumentário vitimista quando há milhares de palestinianos, expulsos pelos europeus que vieram ocupar a Palestina, à espera de regressarem à sua terra e às suas casas, entretanto roubadas.

  7. André diz:

    O Bruno não “tolera” argumentos vitimistas.

    Pois, mas o problema é que não se trata de um argumento vitimista. É uma realidade nua e crua. Os judeus na Rússia, Bielorússia e arredores sempre foram maltratados. É um facto histórico inegável. Além disso, eles e elas não são vítimas. Hoje são cidadãos Israelitas. Acho que me compreendeu mal. Não confunda facto histórico com argumento vitimista.


    “E as empresas que tiverem relações comerciais com Cuba não poderão ter relações comerciais com os Estados Unidos.

    Falso.
    O embargo não é rigorosamente implementado. Quer exemplos de companhias Canadianas e Britânicas que tem relações comerciais com os EUA e Cuba??

    http://www.cubatrade.org/nonus.html

    Muitas destas companhias operam também nos EUA.

    Bom fim de semana. 🙂

    • Bruno Carvalho diz:

      Claro, como o André descobriu um grupo de empresas -nenhuma delas norte-americana – que negoceiam com ambos os países, já podemos ficar contentes. Afinal, é Cuba que tem um discurso vitimista. Depois de dizer que não era bloqueio mas embargo, estou a ver o André, triunfalmente, anunciar que é tudo uma alucinação colectiva.

      Sobre a questão dos bielorrussos, dos russos e outros, também judeus e por isso maltratados, nada lhes deu o direito de ocupar a terra de um outro povo, onde também havia muçulmanos, cristãos, judeus e ateus daí! Ou seja, ninguém está aqui a favor das perseguições aos judeus. O que entendo é que cada país deve combater todo o tipo de discriminação e perseguição. Seja a negros, mulheres, homossexuais, ciganos, muçulmanos, judeus, etc. É isso que você e outros não percebem. Justificam a vergonha que os europeus – e também de outros continentes – judeus fizeram na Palestina com a patranha da religião e da terra prometida. E a patranha só serve mesmo para defender os interesses económicos e políticos do imperialismo na região!

    • De diz:

      “Alexis Garcia Iribar nasceu em Cuba, na província de Guantánamo, com uma doença cardíaca congênita. Já com 6 anos de idade, depois de sucessivos adiamentos e de complicações, teve que ser operado em 9 de março de 2009, com o coração aberto, porque o governo dos Estados Unidos proíbe que as empresas NUMED, AGA e Boston Scientific vender a Cuba os dispositivos Amplatzer e Embolização Coil para o cateterismo pediátrico que substitui a cirurgia. Eu poderia citar outros 12 casos, com idades entre 5 meses e 13 anos, todos tratados com um procedimento semelhante há um ano e meio, e dois deles em 20 de janeiro.
      As crianças cubanas que sofrem de leucemia linfoblástica e rejeitam a medicação padrão não podem ser tratadas com o produto norte-americano “Elspar” criado especificamente para os casos de intolerância. Como resultado, sua expectativa de vida é reduzida e aumenta o seu sofrimento. O governo dos E.U.A. proíbe a empresa Merck and Co. fornecimento para Cuba.
      Não é possível adquirir um equipamento analisador de genes, essenciais para o estudo da origem do câncer de mama, cólon e próstata, produzido pela Applied Biosystems (ABI).
      Lactalis USA, um fornecedor de produtos lácteos, foi multado em 20 mil dólares pelo governo Eestadunidense.
      Desde a eleição do presidente Obama, não houve nenhuma alteração na aplicação do bloqueio econômico, comercial e financeiro contra Cuba. Permanece intacto.
      O bloqueio continua a ser uma política absurda que provoca escassez e sofrimento. É uma violação massiva, flagrante e sistemática dos direitos humanos. Na Convenção de Genebra de 1948, é definido como um ato de genocídio. É eticamente inaceitável.
      O bloqueio é um ato arrogante e ignorante. Recentemente, o governo norte-americano impediu a Orquestra filarmônica de Nova York de se apresentar em Cuba. Artistas cubanos não podem receber remuneração por suas apresentações ao público norte-americano. Como a criação artística pode ser considerada um crime?
      A Microsoft bloqueou o acesso ao Windows Live para Cuba, porque, segundo se lê ao abrir a ferramenta, assim é “para os usuários em países sob embargo dos E.U.A.” O mesmo se aplica as páginas da Web “Cisco Systems”, “SolidWorks” e “Symantec”.
      O bloqueio restringe a banda larga e a conectividade em Cuba. Se proíbe nossa conexão aos cabos submarinos de fibra óptica que passam ao longo das nossas costas.
      Por que o governo E.U.A. impede o livre fluxo de informações e o acesso às novas tecnologias?
      Mas essas proibições, desumanas e inapropriadas nesta época, não se aplicam apenas a Cuba, mas também a todos os países que vocês representam.
      Philips Medical descumpriu o fornecimento de peças sobressalentes para equipamentos médicos comprados no valor de $72,7 milhões, instalados em Cuba e na Venezuela. Ela também foi multada em duzentos mil dólares. É uma empresa da Holanda a que o governo estadunidense aplica, extraterritorialmente, o bloqueio.
      Hitachi diz que não pode vender a Cuba um microscópio eletrônico de transmissão, que é essencial em estudos de anatomia patológica, e a Toshiba diz o mesmo sobre uma câmara-gama, equipamentos de ressonância magnética e ultra-som de alta precisão. Estas são as empresas no Japão em que os Estados Unidos aplicam o bloqueio.
      À Sensient Flavors, do setor de alimentos, o governo E.U.A. proíbe exportar para Cuba, pois é uma filial registrada e com sede no Canadá.
      A Siemens, empresa alemã, nos recusou a vender um transformador de 125 MVA, segundo eles, porque tem “a obrigação de seguir algumas regras dos Estados Unidos”. Sua subsidiária, com sede na Dinamarca, não poderia fornecer equipamentos para uma fábrica de cimento em Cuba sob proibição E.U.A.
      Na Austrália e Nova Zelândia Bank Group (ANZ), com sede na Austrália, recebeu uma multa milionária por fazer negócios com Cuba.
      No Relatório do Secretário-Geral das Nações Unidas, incluindo o que foi apresentado por Cuba, existem muitos outros exemplos….”
      Bruno Rodríguez Parrilla- Ministro das Relações exteriores de Cuba
      (http://www.odiario.info/?p=1358)

      Mas há mais…

  8. André diz:

    Bruno

    Faz o favor de reler o que tu e eu escrevemos.
    Talvez o seu problema seja outro.
    De compreensão, quiçá.

    Sim, é verdade. Ninguém lhes deu o direito. Nem os Bielorussos, nem os Russos. Você é que teria que “dar” o direito aos Judeus.

  9. André diz:

    Porque raio teria Cuba que negociar com as malévolas multinacionais Americanas que não se cansam de explorar tudo e todos (Fidel dixit)? Depois da revolução, as empresas Americanas foram banidas de Cuba. Seja coerente, De. Iniciaram a revolução, certo? Acabem-na.

    http://www.theatlantic.com/international/archive/2010/09/fidel-cuban-model-doesnt-even-work-for-us-anymore/62602/

    • De diz:

      A resposta a este agora “André” é dada mais abaixo.
      Mas serve de pretexto para algumas outras notas

      A primeira é para sublinhar o gato escondido com o rabo de fora.De volta com a noticia sobre o funcionamento da economia cubana?Mas o que se discutia não era o embargo/bloqueio?

      Pode ir André para o discurso assinalado acima do ministro cubano sobre as relações internacionais.Lá encontrará resposta adequada e representativa do modo como os cubanos encaram as relações internacionais.
      Mas não só os cubanos.Pode entreter-se a ler os milhões de documentos saídos nos últimos 50 anos sobre as relações entre os povos.
      Mas mais ainda
      André confunde relações bilaterais ou multilaterais com a exploração das multinacionais?
      Mas este André confunde ou pretende confundir?Não sabe a diferença?Ou não quer que vejamos a diferença?
      Mas ainda há mais
      E aqui voltamos ao texto que André nos remete.O tal rabo de gato escondido.
      O verdadeiro motivo para esta intervenção de André.
      “Iniciaram a revolução, certo? Acabem-na.”
      Adivinha-se o ódio a Cuba e aos seus.Não só a Cuba mas a todos os que iniciaram processos revolucionários em curso.
      Quer Cuba isolada o Andre.Quer Cuba isolada por?
      Porque não está muito convencido que Cuba possa cair de forma rápida.
      E o coitado serve-se de pretensas “purezas”revolucionárias,esquecendo-se que a humanidade está bem à frente do vocabulário fátuo e revanchista deste André.

      André que começa por menosprezar o bloqueio a Cuba…
      Para dar uma volta de 180 graus e passar a dizer que é Cuba que afinal não quer ter nada a ver com o resto do mundo…revolução “oblige”

      Há palavras para definir isto?
      Ah,sabem quem é o André?

  10. De diz:

    “De resto, não percebo porque quereriam os Cubanos importar e exportar para o império capitalista que dizem odiar. Não faria sentido. A coerência é uma virtude.”

    Esta frase foi escrita por um tal André que se lastima,entre dois dedos de conversa mundana, pelo problema de compreensão de outrém.

    Ora o que se passa é que se percebe muito bem onde André quer chegar.
    E onde André quer chegar é apenas um problema de chicana política.Quiçá

    Será que vale a pena comentar esta ideia peregrina de alguém que escreve tal?Porque quereriam os cubanos essa de “negociarem” com o império capitalista?
    André volta aos ideólogos do pior tempo da guerra fria?Pelo “outro lado” como lhe convém?

    Mas este André está a brincar ou quê?

    Não,não está a brincar.Está apenas a fazer um servicinho que a alguns parece idiota,mas que para ele serve os seus intentos.A saber:menorizar os custos económicos, sociais, humanos, culturais provocados pelo bloqueio a Cuba.E pelo meio ainda tentar colocar em causa a coerência da política cubana.

    André sabe perfeitamente o que faz e porque o faz
    Como qualquer borrabotas de direita,prefere que os conhecimentos da Humanidade fiquem acantonados onde eles se encontrem,servindo os avanços da ciência,da técnica e do progresso apenas às “cliques” que os detêm.
    Mesmo que isso signifique fome,miséria,doença,sofrimento,morte.
    Uma questão de …”mercado”…mas também de tentativa de asfixia ideológica.

    Espanta sempre a falta de escrúpulos aliada a esta perene desumanidade dos que defendem o capital…e o império

    Mas há mais…

  11. André diz:

    De,

    Apenas pretendia dizer isto: a revolução falhou.
    Compreendeu?
    Falhou por causa do insidioso bloqueio a Cuba, imposto pelo malévolo império Americano. LOL

    • De diz:

      Eu sei o que o André pretendia.
      André quis fugir ao tema.Não lhe agrada falar sobre o embargo/bloqueio
      Disse asneiras sobre asneiras e quer agora fugir
      Quer sobretudo menorizar a questão do bloqueio
      Não lhe agrada porque não lhe agrada ser apanhado em contra-pé.Mas também não lhe agrada porque não é do interesse dos que defende.
      Foge assim André para outra questão.A da Revolução Cubana e do seu destino.
      Tenta assim a chance.Pelo meio usa a ironia para tentar fazer passar a sua opinião sobre o bloqueio

      Desonestidade?Também.

  12. De diz:

    “Através de um documento desclassificado em 1991, ficou a conhecer-se que a 6 de Abril de 1960, o então subsecretário de Estado adjunto para os Assuntos Inter-Americanos, Lester Dewitt Mallory, escreveu num memorando discutido numa reunião dirigida pelo presidente dos Estados Unidos John Kennedy: «Não existe uma oposição política efectiva em Cuba; portanto, o único meio previsível que temos hoje para alienar o apoio interno à Revolução é através do desencantamento e do desânimo, baseados na insatisfação e nas dificuldades económicas. Deve utilizar-se prontamente qualquer meio concebível para debilitar a vida económica de Cuba. Negar dinheiro e abastecimentos a Cuba, para diminuir os salários reais e monetários, a fim de causar fome, desespero e a derrocada do governo». Isto, sublinhe-se, um ano antes da invasão da Baía dos Porcos organizada pelos EUA contra Cuba.

    O presidente dos Estados Unidos, J. F. Kennedy, cumprindo o mandato que lhe tinha sido atribuído pelo Congresso, decretou o bloqueio total contra Cuba a partir das 12:01 AM do dia 7 de Fevereiro de 1962.

    Esta é a data formal. Mas desde 1959 que se multiplicavam os actos de bloqueio efectivo. O objectivo fundamental era debilitar pontos vitais da defesa e da economia cubanos. Actos como a supressão da quota açucareira, principal e quase único suporte da economia e das finanças da Ilha. Ou o não abastecimento e refinação de petróleo por parte das empresas petrolíferas norte-americanas que monopolizavam a actividade energética. Ou ainda um sufocante boicote a qualquer compra de peças de substituição para a indústria cubana, toda ela de concepção e fabrico norte-americanos.”

    Foi António Vilarigues que escreveu estas palavras
    ..e há mais

  13. De diz:

    Continuamos a “ouvir António Vilarigues”
    “A partir de Fevereiro de 1962 os americanos decretam então o embargo total ao comércio com Cuba, excluindo certo tipo de medicamentos e alimentos. Esta decisão é simultaneamente apoiada e aprovada por todos os países da Organização de Estados Americanos (OEA), com excepção do México. A 22 de Dezembro, Kennedy anuncia sanções aos países que comerceiem com a ilha. No dia 8 de Julho de 1963, os EUA confiscam todos os bens cubanos instalados no seu território, avaliados então em 424 milhões de dólares. A 14 de Maio de 1964, os Estados Unidos anulam todos os fornecimentos de alimentos e medicamentos a Cuba.

    O presidente dos EUA goza de amplas prerrogativas em matéria de política externa. A que acresce uma vasta faculdade discricionária permitida ao executivo pela «Lei do Comércio com o Inimigo». Assim as sucessivas administrações (onze!!!) modificaram e aprovaram novos regulamentos que refinaram o bloqueio.

    Nos anos seguintes os EUA proíbem aos seus cidadãos que viajem para a ilha o uso de cartões de crédito de bancos americanos. Interditam às companhias subsidiárias norte-americanas no exterior a possibilidade de comercializarem com Cuba. Impõem aos seus cidadãos um limite de 100 dólares diários nos seus gastos de hotel, alimentação, diversões e compra de artigos cubanos.

    Com o desmembramento da União Soviética os EUA redobram as medidas do bloqueio a Cuba e advertem a Rússia (e os restantes países ex-socialistas) de que será prejudicada na «ajuda americana» se, de alguma forma, continuar a apoiar a ilha.”

  14. De diz:

    Ainda António Vilarigues:
    “Em 1992 foi aprovado pelo Congresso norte-americano a «Lei para a Democracia Cubana», ou Lei Torricelli. Esta lei consiste, essencialmente, na intromissão directa dos EUA nos assuntos internos não só do povo cubano, mas também nos de outros povos. Proíbe, por um período de 180 dias (contados à data da sua saída de Cuba), a entrada nos portos americanos a navios que toquem portos cubanos. Sanciona as instituições norte-americanas sediadas no exterior que negoceiem com a ilha (mesmo contrariando a lei dos respectivos países onde se radiquem). Viola assim claramente o Direito Internacional e as leis estabelecidas pela Organização Mundial do Comércio.

    Quatro anos mais tarde, em 1996, foi promulgada a «Lei para a Liberdade e a Solidariedade Democrática Cubana» (o leitor já reparou bem nos nomes destas leis?…), conhecida como Lei Helms-Burton (não apoiada, até hoje, por nenhum país do mundo). Com a desintegração dos países ex-socialistas, Cuba perde, literalmente de um dia para o outro, os mercados onde comerciava, a preços favoráveis, 85% das suas exportações. Vê-se por isso forçada a reduzir drasticamente as suas importações em 75%. O país conhece, de imediato, a falta de alimentos, medicamentos, petróleo, transportes e tudo o que é de mais essencial à economia de um Estado e à vida de um povo. Impedida, por força do bloqueio americano, de recorrer a financiamentos e créditos externos, os EUA acreditaram que estava na hora de Cuba se render pela fome.

    A Lei Helms-Burton tinha esse objectivo. É evidente a intenção de impedir os investimentos estrangeiros na ilha e, desta forma, impossibilitar o seu desenvolvimento económico. Nos termos desta lei fica proibido que subsidiárias norte-americanas sediadas em terceiros países realizem qualquer tipo de transacção com empresas em Cuba. Que empresas de terceiros países exportem para os Estados Unidos produtos de origem cubana ou produtos que na sua elaboração contenham algum componente dessa origem. Que empresas de terceiros países vendam bens ou serviços a Cuba, cuja tecnologia contenha mais do que 10% de componentes com origem nos EUA, ainda que os seus proprietários sejam nacionais desses países. Que entrem nos portos dos Estados Unidos navios que transportem produtos desde ou para Cuba, independentemente do país de matrícula. Que bancos de terceiros países abram contas em dólares norte-americanos a pessoas jurídicas ou naturais cubanas ou realizem transacções financeiras nessa moeda com entidades ou pessoas cubanas.

    Esta legislação proíbe ainda os cidadãos americanos ou cubano-americanos de viajarem para Cuba. Impõe restrições às relações entre cubanos residentes em Cuba e nos EUA. Retém ajuda a qualquer país, entidade ou empresa que forneça assistência técnica ou financeira para completar a Central Nuclear de Juragua, na cidade de Cienfuegos. Estabelece a negação de vistos para entrar nos EUA a pessoas, de qualquer nacionalidade (e seus familiares), ou representantes de empresas, que comprem, arrendem ou obtenham benefício de propriedades expropriadas em Cuba depois de 1959. Etc., etc., etc..

    Sobre esta lei disse Fidel Castro: «Ao bloqueio económico, comercial e financeiro, os EUA acrescentam agora a lei Helms Burton. No seu desesperado anseio de destruir a revolução cubana, pretendem punir todo o mundo e tentam fechar o cerco que nos rodeia. Podemos garantir que o nosso país jamais se renderá. Não permitiremos que nos roubem a dignidade do homem plenamente conquistada pela revolução». Doze anos depois a realidade aí está a comprovar a justeza destas palavras.

    Mais recentemente a administração de George W. Bush continuou pelo mesmo caminho. Mas como é apanágio de toda a sua actuação, foi mais longe e aprovou um novo pacote de medidas denominado «Plano Bush». A administração norte-americana propõe-se, pela milionésima vez, aniquilar a Revolução cubana e proclama-o com a sua conhecida arrogância. Estamos perante novas e brutais acções contra o povo de Cuba e contra os cubanos residentes nos Estados Unidos. Medidas definidas pelos seus autores como parte de um plano para provocar «o rápido fim» do Governo revolucionário.

    Intensificaram a perseguição a empresas e às transacções financeiras internacionais de Cuba, mesmo aquelas para pagamentos aos organismos das Nações Unidas. Roubaram marcas comerciais, como as reconhecidas Havana Club e Cohiba. Adoptaram maiores represálias contra os que fazem comércio com a Ilha, ou com ela realizam intercâmbios de natureza cultural ou turística. Pressionaram ainda mais os seus aliados para forçá-los a subordinar as relações com Cuba aos objectivos de «mudança de regime» que norteiam a política dos Estados Unidos. Impuseram uma escalada sem precedentes no apoio financeiro e material às acções que visam o derrube da ordem constitucional cubana.”

  15. André diz:

    De,

    Os Cubanos é que fogem de Cuba.
    Eu também fugiria de Cuba. Mas nunca de si ou de qualquer bípede.

    Contra-pé?? Apanhei-vos a embelezar a verdade mas V Exa acha que sou eu eu que estou em contra pé.

    Obrigado pelo longo e monótono monólogo. Então como é que ficamos:
    A revolução Cubana falhou sozinha ou foi o Bush que deu cabo dela?
    As duas interpretações agradam-me. 🙂
    Boa noite. Amanhã acabo de ler o seu…sei lá…esta coisa chata que V escreveu.

  16. André diz:

    Sim, fizeram tudo isso, acredito em si. Estava à espera de quê? Fidel elegeu os EUA como o seu arqui-inimigo. O regime Cubano é considerado um regime inimigo. É tratado como tal. Qual é a confusão, De?

    • De diz:

      Confusão?
      Mas não há nenhuma confusão
      Apenas vemos um indivíduo de nome André a defender o império
      E a babar-se por mais

      A babar-se por crimes
      A babar-se por mais vítimas
      Sejam elas inocentes ou não
      A “esquecer-se” da forma como se devem reger as relações entre os estados.Dos acordos internacionais.Dos tais direitos humanos com que …

      Então o embargo já deixou de ter piada?
      Já deixou de ser alvo de chacota?
      Já deixou de servir para piadas brejeiras enquanto se tenta proteger o estado-pária de Israel?
      Eis André,na sua verdadeira face
      Um extremista a defender a política do embargo americano
      Adivinha-se muita coisa mais
      mas à medida que se descortina mais este André mais vemos a verdadeira natureza de André.

      Baterá com a cabeça no muro das lamentações enquanto range os dentes a pedir mais?

  17. De diz:

    André.
    Sorry
    Parece que foi mesmo apanhado.E o que resta a um “André ” que se preza?
    Posso dizer?Isso mesmo.Mudar de tema e retomar o mesmo tema.
    Entende o André?Eu vou explicar.Mudar de tema quando não lhe convém.
    E retomar o mesmo tema que lhe convém.Quer saber qual André?
    Está aí à vista de todos,Muda o tema sobre o estado-pária de Israel.E passa para Cuba,para o mesmo tema a que têm que recorrer os Andrés deste mundo…a história dos fugitivos de Cuba…a história das falhas da revolução cubana.

    Sorry
    Gosta das interpretações e gosta de outras encenações.Até se percebe que ache chato o que lê.Veio aqui fazer propaganda do estado-pária de Israel,ou melhor veio tentar esconder o carácter criminoso e fascistóide do governo israelita e aproveitou para tentar fazer chalaça com o embargo.
    Sorry André.Não vai conseguir passar a sua baba perante quem não obedece às ordens do seu amado Bush
    Não vai conseguir fazer-nos esquecer que Israel é um estado-pária.
    E vai ainda ter que fazer um esforço para perceber o que lê.Valeu?

    Ah,esta falta de escrúpulos e de honestidade deste “André”

  18. De diz:

    Tudo vale de acordo com a linguagem não codificada dos extremistas que por vezes aí pairam…
    O regime cubano é considerado um inimigo
    Como o foram tantos regimes.Os vietnamitas sentiram na pele essa condição de serem considerados inimigos dos States.E tantos outros.
    A indiferença perante as consequências de tal caracterização vive paredes meias com a apologia do terror imposto pelo império.A semelhança de métodos defendidos por este André e os nazis atordoa.O direito do mais forte a fazer o que lhe dá na real gana?O “Ai dos vencidos” dito agora em linguagem cibernética?
    Há mais para dizer?
    Claro que há

  19. De diz:

    Mas vejamos então as consequências políticas,económicas,sociais e culturais de tal embargo, defendidas aqui por este André.
    Voltemos a escutar António Vilarigues:
    “O prejuízo económico directo causado ao povo cubano pela aplicação do bloqueio, em cálculos estimados, ultrapassou os 89 mil milhões de dólares. Este número não inclui os danos directos causados a objectivos económicos e sociais do país pelas sabotagens e actos terroristas fomentados, organizados e financiados pelos Estados Unidos. Também não inclui o valor dos produtos deixados de produzir ou os prejuízos derivados das onerosas condições de crédito impostas a Cuba. O ministro dos Negócios Estrangeiros de Cuba elevou o total de perdas estimadas da economia cubana durante 45 anos (1962/2007) de bloqueio a 222 mil milhões de dólares. Quase duas vezes o PIB de um país como Portugal.

    Vejamos mais em pormenor alguns dos numerosos exemplos desta realidade quotidiana:
    Estima-se que só em 2006 o comércio internacional cubano foi afectado pelo bloqueio em valores que ultrapassaram os 1 305 mil milhões de dólares. Os maiores impactos registaram-se pela impossibilidade de aceder ao mercado dos EUA. As importações que Cuba realiza não subiram apenas como resultado de preços mais altos, da utilização de intermediários e da necessidade de triangulação para determinados produtos. Encareceram também pelo transporte desde mercados mais longínquos, com o consequente aumento dos fretes e seguros.

    No final de 2001, pressionado pelo sector agro-exportador norte-americano, o Congresso dos EUA aprovou legislação autorizando que Cuba comprasse alimentos aos produtores do país. No entanto, essas importações são acompanhadas por severas restrições. Cuba tem de pagar adiantado, sem a possibilidade de obter créditos financeiros, mesmo privados. Em 2004, essas importações atingiram a casa dos 474,1 milhões de dólares. A venda e o transporte de mercadorias requerem a obtenção de licenças especiais para cada operação. Cuba não pode utilizar sua própria frota mercante para realizar esse transporte, devendo recorrer a navios de outros países, especialmente dos próprios EUA. E os pagamentos são feitos através de bancos de outros países, uma vez que as relações bancárias directas com Cuba estão proibidas.

    Carência quase absoluta de meios de transporte de passageiros e de mercadorias. O sector ferroviário é paradigmático. Há anos que o governo tem planos para renovar seu parque de locomotivas. Mas a manutenção e reparação das máquinas requer diversos componentes norte-americanos. Cuba também não tem conseguido alugar navios, devido à pressão realizada pelo governo norte-americano sobre as locadoras. Assim, o governo cubano vê-se obrigado a pagar fretes elevadíssimos.

    Falta de medicamentos, equipamentos e material consumível no sector da saúde. Em sete anos, 1998/2005, os custos do bloqueio ascenderam a 2 269 milhões de dólares. Apenas 50 milhões teriam sido suficientes para remodelar todas as clínicas e hospitais. Sem quantificar, por não terem preço, a dor e o sofrimento provocados por esta política criminosa. O que não impedia que, em Junho de 2006, mais de 30 mil funcionários cubanos da área de saúde estivessem espalhados pelo mundo, trabalhando em missões humanitárias, cuidando especialmente de vítimas de catástrofes e fenómenos naturais. Há décadas que Cuba é vanguarda nesse tipo de acção.

    A importação de matérias-primas, materiais e equipamentos de uso escolar para assegurar o processo docente educativo, como meios audiovisuais, computadores, equipamento de laboratório, reagentes, etc., é seriamente afectada. A cada dia que passa diminuem os intermediários que se atrevem a correr o risco de realizar transacções com Cuba. O que se traduz num aumento de 20% (e mesmo de 100% nalguns casos), dos preços dos produtos adquiridos.

    Nem a Internet escapa. Em Cuba, o acesso à rede é lento, caro e limitado. A ilha está impossibilitada de se conectar aos cabos de fibra óptica que passam muito perto de suas costas. Como alternativa utiliza desde 1996 uma ligação via satélite que torna as conexões muito mais lentas e caras. Qualquer modificação do canal exige licença do Departamento do Tesouro dos EUA. O governo aponta essa situação, assim como sua estratégia de prioridades sociais no uso da rede, para explicar as restrições que aplica ao acesso à Internet. Limitações que poderão ser reduzidas em poucos anos por meio de um cabo submarino alternativo de 1 550 km que ligará Cuba à rede da Venezuela. Refira-se ainda que, as instituições e cidadãos dos Estados Unidos estão proibidos de utilizar a Web para transacções electrónicas com instituições cubanas. O bloqueio de downloads de software e informações (inclusive gratuitas) é outra realidade.
    É sistematicamente negado aos artistas cubanos o direito a participar nas cerimónias dos prémios Grammy e Grammy Latino. Razão evocada: os regulamentos sobre a imigração, que proíbem a entrada nos Estados Unidos a qualquer indivíduo que possa ser prejudicial aos interesses desse país. O mesmo se aplica a cineastas, ao Ballet Nacional de Cuba, a conferencistas universitários, etc., etc., etc..”

  20. De diz:

    Há mais.António Vilarigues dixit:
    “Mas a política de bloqueio prejudica também os cidadãos norte-americanos e de terceiros países, como o indicam muitos e variados estudos. A eliminação do bloqueio poderia, por exemplo, criar 100 mil postos de trabalho e rendimentos adicionais de 6 mil milhões de dólares à economia dos EUA. Em 2006 as perdas totais das empresas dos estados Unidos por cada milhão de turistas norte-americanos que não puderam visitar Cuba, atingiram os 565 milhões de dólares.

    Não é pois de estranhar que a 26 de Abril de 2005, tenha sido anunciado oficialmente a formação da Associação Comercial Cuba-EUA. É composta por mais de 30 companhias, agências estaduais e organizações de 19 estados norte-americanos, com o fim de trabalhar pela eliminação das restrições ao comércio com Cuba. Entre os seus membros encontram-se as grandes empresas ADM, Caterpillar e Cargill. Entre os fundadores contavam-se personalidades como o ex-secretário de Comércio, Bill Reinsch, Kirby Jones, o ex-secretário adjunto de Estado, William D. Rogers, David Rockefeller, a ex-representante comercial Carla Hills, o ex-secretário de Defesa Frank Carlucci e o ex-secretário de Defesa e ex-director da CIA, James Schlesinger.

    É esta realidade que é ignorada, e/ou escondida, e/ou escamoteada, e/ou deturpada pelos defensores do pensamento único dominante. Uma política, profundamente isolada e rejeitada todos os anos pela Assembleia Geral das Nações Unidas . Tem, como vimos, uma forte oposição interna nos próprios EUA. O que mais reforça o nosso lema: «O que é preciso é informar a malta».

    Duas notas breves:
    André ,este André, posiciona-se do lado do que de pior têm os americanos.Como se vê,tal embargo é cada vez menos popular até dentro dos próprios EUA.André empertiga-se e “exige” que Cuba deva ser tratada como inimiga.
    Eis a face verdadeira de alguém que ao fim de algum tempo impudicamente se revela

    A última nota é para sublinhar as palavras finais de Vilarigues:
    ” O que é preciso é informar a malta”
    E entretanto há por aí algumas manifestações convocadas.
    E a primeira é já no próximo sábado

  21. DES diz:

    “A ocupação da Palestina e o bloqueio a Cuba são alguns dos exemplos mais claros de como o veto de um país, com o apoio de dois ou três, pode bloquear a posição maioritária da Assembleia Geral.”
    Não sabe ler, De? Para além das tiradas insultuosas e o que outrem escreve, consegue dizer algo, ou é o vazio total?

    • De diz:

      ““A ocupação da Palestina e o bloqueio a Cuba são alguns dos exemplos mais claros de como o veto de um país, com o apoio de dois ou três, pode bloquear a posição maioritária da Assembleia Geral.”
      Perfeitamente de acordo.
      Deve estar equivocado.

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