Who are we? Troy Davis! What do we want? Justice!

Não é mulher. Não é branco. Não é iraniano. Provavelmente nem sequer é culpado do crime que o levou a passar vinte anos no corredor da vergonha. É acusado sem provas materiais e nunca confessou. Nem perante este quadro, agravado por ter havido coação policial sobre testemunhas e falsos depoimentos, obteve a última clemência. A impotência de todos, a hipocrisia de alguns e a cobardia do sistema judicial norte-americano estão na iminência de assinar mais um óbito, mais um assassinato. A pena capital é condenável em todos os países, naturalmente. Mas os que entendem que os EUA são o farol do mundo democrático deviam manter a coerência. Uma pena de morte às mãos da mais perfeita concretização do Direito em Estado, da Justiça em Mercado, o tal que pregam como modelo, é substancialmente mais grave do que feito debaixo de uma República Islâmica. Não porque os segundos mereçam compreensão. De todo. Mas porque os primeiros dizem ter outra responsabilidade. Se nas próximas horas ninguém chamar ninguém à razão, Troy Davis vai ser apedrejado até à morte nos EUA.

Era bom que hoje um qualquer Dylan pudesse fazer outra canção como esta.

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